Novidades: Dali Epicon 6 e Dayens Ecstasy III


Acabadinhas de chegar as Dali Epicon 6 já tocam. Graças às 10 (!) camadas de verniz de alto brilho e folha de madeira ‘Ruby Macassar’, as Epicon 6 são lindas e feitas para durar.

A Epicon é a linha topo de gama da Dali e por isso conta com todos os avanços tecnológicos da marca. A caixa é feita com várias camadas de MDF pressionados para uma construção ultra-rígida, construção in-house de todos os altifalantes, incluindo a proprietária tecnologia SMC (Soft Magnetic Compound) e o famoso ‘tweeter híbrido’ constituído por uma secção de fita e outra de cúpula de seda.

 

Especificações:

Frequencia de resposta (-3dB): 35Hz-30KHz
Impedancia nominal: 5ohm
Potencia admissível: 50-300W
Dimensões: 1062 x 320x 459mm
Peso 30kg/un
PVP: 9499€

 

 

Também disponível para audição, embora não necessariamente relacionado com as Epicon 6, temos o Dayens Ecstasy III. A Dayens tem crescido imenso em popularidade graças a evidente qualidade de construção e de peças envolvidas na construção, com um preço acessível. Ecstasy III pretende ser um tomba-gigantes, e é de facto muito impressionante, tal como o Menuetto já nos tinha impressionado. O Ecstasy III não tem pré-phono, DAC, streamer, bluetooth, saída para auscultadores. Apenas componentes destinados a nos dar a melhor qualidade de som possível.

Especificações:

Amplificador Stereo Integrado classe A/B
2x100W (8ohm) e 2x150W (4ohm)
Controlador de volume ALPS
Condensadores Mundorf MCap e MLytic
PVP: 1790€

 

Em demonstração: AVID DIVA II SP vs REGA PL6 vs REGA PL2

À semelhança do que a AVID faz com o GBB (Good Better Best), apresentamos a nossa própria versão (mais em conta) de um GBB. Durante cerca de 10 dias iremos ter em demonstração 3 giradiscos de preços bem diferentes para comparativo. Convidamos clientes e também apenas curiosos para experimentar a diferença entre giradiscos de entrada de gama, gama média e gama alta.

O AVID DIVA II SP está equipado com braço Pro-Ject 9CC Evolution e célula Micro Benz ACE SL. O preço de venda a público (PVP) do conjunto é de 5130€.

 

 

 

 

 

O novo Rega Planar 6 vem equipado com o seu braço de origem, o Rega RB330 e com a célula Goldring Elite MC. O PVP do conjunto é de 1810€.

 

 

 

 

 

O novo Rega Planar 2 vem equipado também com o seu braço de origem, o Rega RB220 e com a célula Nagaoka MP-110. O PVP do conjunto é de 648€.

 

 

 

 

 

Todos os giradiscos são ligados, à vez, ao belíssimo Synthesis ROMA 79DC, que permite amplificar o sinal de células MM e MC, embora tenhamos também o Rega Fono MC (apenas aceita células MC). Não perca esta oportunidade.

 

Comparativo: STAX SR-007MK2, Audeze LCD-3 e Focal Elear

Audiovalve Solaris – Um dos melhores amplificadores de auscultadores do mundo.

Graças à Audiovalve, temos um amplificador que permite amplificar qualquer auscultador, STAX inclusivé. O Audiovalve Solaris permite ligar 2 auscultadores via jack 6mm, 1 via 4 pin balanceado e 1 STAX. Permite ainda ligar um par de colunas e fornecer até 12W por canal, graças a 4 válvulas 6GV18 por canal. O Solaris permite ainda usar os auscultadores em modo baixa impedancia (menos de 100ohm),  alta impedancia em modo OTL (Output Transformer Less) que, como o nome indica não utiliza transformadores à saída, e ainda o modo STAX com bias a 580VDC. O amplificador tem 5 entradas RCA line-level, 1 entrada Phono MM e 2 entradas XLR.

O Solaris permite assim amplificar auscultadores com impedancias de 3ohm até 145 000ohm (!), tornando-se assim não só uma referencia em termos de qualidade de reprodução como também de versatilidade e, neste caso, na ferramenta perfeita para comparar diferentes auscultadores.

Trata-se de uma construção dual mono com transpormadores Pikatron para os andares de saída e um toroidal para alimentação da etapa de pré amplificação. A Audiovalve, pelo Sr Helmut Becker, alega que o Solaris é linear do 15Hz até aos 100 000Hz! O bias das válvulas é ajustado de forma completamente automática.

 

Esta será das reviews mas difíceis de escrever até hoje. Quem já teve a oportunidade de testar auscultadores high-end poderá constatar que não existem auscultadores perfeitos. Quando oiço sistemas hi-fi com colunas, em geral, considero que o equilibrio tonal está quase sempre satisfatório ou muito bom e interessam-me avaliar características que considero mais difíceis ou que mais frequentemente falham: transparencia, dinamica, sensação 3D, precisão temporal, ritmo e impacto. Nos auscultadores acabo por avaliar muitas vezes “à moda antiga”: graves, médios e agudos. É muito frequente observar auscultadores com desiquilíbrios tonais pronunciados, mesmo em faixas de preços que não deixavam adivinhar tal defeito.

Os tres auscultadores em análise utilizam metodos de transdução muito diferentes. Os Focal Elear são auscultadores eletrodinamicos: utilizam um altifalante com movimento pistonico, semelhante a uma coluna de som monovia. Os Audeze LCD-3 são auscultadores planar magnéticos: filas de magnetos criam um campo magnético que faz vibrar uma fina membrana de mylar. Os STAX SR-007MK2 são eletroestáticos, utilizando a eletricidade estática criada numa rede metálica para excitar um fino diafragma. Poderão examinar melhor as diferenças visitando estes sites: 1, 2 e 3.

Os Focal Elear são substancialmente mais baratos (PVP: 990€) do que os Audeze LCD-3 (PVP: 2259€) e do que os STAX SR-007 MK2 (PVP: 2600€) mas foram incluídos neste comparativo por achar que são bons representantes da vanguarda dos auscultadores eletrodinamicos e a um preço acessível. Em vez de caracterizar cada auscultador talvez seja mais fácil descrever como tocam diferentes músicas.

Stevie Ray Vaughan – Tin Pan Alley (Album: Couldn’t Stan the Weather)

Esta é uma faixa muito completa, com um grave profundo, agudos impactantes (com o puxar da corda violentamente) e nota artística elevada. Com os Stax SR-007, o Stevie toca magistralmente. Quase que o sentimos a respirar, a música parece até parar em pequenos momentos. O palco sonoro forma-se em torno da cabeça, como se fosse uma núvem, em vez de vir apenas dos auscultadores. O grave do baixo é muito musical e apesar de ter uma extensão limitada, é rico e não é monotónico.

Com os Audeze LCD-3, temos imediatamente um incremento grande na extensão do grave. Temos também mais impacto nas cordas. Em comparação com os STAX, o palco está mais confinado aos auscultadores e temos um som mais “preso”. O detalhe e a rapidez são formidáveis embora não exatamente ao nível dos STAX. É fácil caracterizar os Audeze como mais dinamicos do que os STAX mas eu tenho algumas dúvidas. Se fizermos uma analogia com a imagem, a dinamica seria análoga ao contraste e o impacto análogo ao brilho/luz. Se tivermos mais luz na imagem não temos necessáriamente mais contraste. Os STAX parecem ter mais silencio, mas não têm tanto impacto. Ambos auscultadores permitem ouvir a níveis de SPL absurdos tal o nível baixo de distorção.

Os Focal Elear são por comparação mais limitados na largura de banda. A extensão no grave fica perto dos Audeze, e superior aos STAX, mas abaixo de ambos em extenção de frequencias altas. O som não é tão harmonioso e tem tendencia a endurecer a volumes mais altos.

 

Dee Dee Bridgewater – Slow Boat to China (Album: Live at Yoshi’s)

Esta faixa não é particularmente musical para mim mas graças à dinamica avassaladora permite testar várias características de auscultadores (e colunas).
Aqui a diferença de impacto entre os Stax e os restantes é bem notória. Sendo os Stax bastante limitados nesse aspeto (mas ajudam bastante a ouvir a faixa pois a pandeireta a bater nos ouvidos não é especialmente agradável). Com os Audeze em especial, a pandeireta parece estar a bater dentro dos ouvidos de forma assustadora, especialmente considerando que podemos aumentar o volume sem sentir o endurecimento (mas podemos ficar surdos).

 

Leonard Cohen – Famous Blue Raincoat (Album: The Essential)

Nesta faixa os STAX SR-007 sobressaem relativamente aos restantes. A sua capacidade de transmitir a melancolia do Leonard, a separação dos instrumentos e vozes é incrível. A certo ponto, quando entra o coro, temos a sensação que temos de facto uma senhora a sussurar em cada ouvido. Tanto com os Focal como com os Audeze, a apresentação é mais densa e mais localizada, fazendo perder um pouco a magia que se ouve com os STAX.

 

 

Arctic Monkeys – Are You Mine (Album:  AM)

Com hard rock / heavy metal, penso que será muito subjetivo. A mim agradou-me a forma como os STAX permitem separar o melhor possível a “confusão” da massa sonora e permitir uma audição vibrante e musical, sem causar cansaço. Quem preferir uma experiencia mais impactante irá preferir os Audeze ou os Focal.

 

 

 

Liam Payne – Strip That Down

Esta faixa tem um grave profundo, que precisa de um subwoofer num sistema com colunas, para se conhecer verdadeiramente. Os Audeze aqui são os grandes vencedores e os STAX incapazes de “chegar lá abaixo”, ficando os Focal mais perto dos Audeze do que dos STAX.

Na verdade, o verdadeiro vencedor da extensão do grave nesta música foram os Meze 99 Classics que, por apenas 309€, podem muito bem ser a opção ideal para quem ouve mais este tipo de música.

 

Conclusões

STAX SR-007MK2

Os SR-007MK2 são muito leves e extremamente confortáveis. São diferentes de tudo o que já experimentei. A experencia de ouvir música com eles é muitas vezes caracterizada de éterea (em reviews profissionais e de utilizadores). Tenho de concordar. A sua construção leve e “solta” combina bem com a sua apresentação sónica e por vezes faz-nos esquecer que estamos a ouvir música com auscultadores. A música ‘aparece’ de uma esfera imaginária à volta da cabeça. São extremamente rápidos, permitindo ouvir detalhes que nunca tínhamos ouvido e especialmente o silencio entre notas. Dão um insight formidável às capacidades artísticas e interpretativas dos músicos. Tonalmente são extremamente equilibrados dos 60-80Hz para cima (estimativa!), sendo mais limitados do que a maioria dos auscultadores na extensão do grave. São auscultadores que permitem ouvir horas a fio pois apresentam baixíssima distorção e não parecem cansar minimamente.

Audeze LCD-3

Os Audeze são bem mais pesados do que a maioria dos auscultadores que já testei. A sua colocação na cabeça sente-se. Se se tornam desconfortáveis ao fim de algum tempo é algo que ainda falta testar. No entanto, as suas almofadas de pele assentam muito bem à volta da orelha e oferecem conforto e ‘aconchego’. Não tendo a ‘magia’ dos eletroestáticos, conseguem ser auscultadores mais perfeitos. Têm uma largura de banda enorme, com um grave bem profundo e agudos bem altos. Tonalmente diria que têm um pouco de ênfase na gama média-baixa tornando os um pouco mais ‘escuros’. O som é por isso detalhado e rápido como poucos auscultadores dinamicos conseguem fazer (nenhum que eu tenha experimentado) mas impactante, encorpado e com um registo de frequencias baixas ao nível dos melhores. Se os STAX apresentam um som etéreo, os Audeze apresentam um som bem mais denso.

Focal Elear

Até aqui talvez tenham ficado com uma sensação negativa em relação aos Focal Elear. Comparando com os STAX e Audeze eles ficam abaixo em todos os parametros que possamos analisar. Felizmente ficam também abaixo, e muito, no preço. Por 990€ (PVP) são auscultadores ainda no domínio do ‘acessível’. Para além disso, com um impedancia de 80ohm não exigem tanto do amplificador como os Audeze (110ohm) e muito menos do que os STAX, que precisam de amplificadores dedicados. Estão entre os melhores auscultadores dinamicos que já ouvi. A sua construção é formidável e assentam na cabeça de forma anatomicamente perfeita. Não oferecem a sensação solta dos STAX (há quem goste e quem não goste), e assentam de forma mais aconchegada. São por isso muito confortáveis. Tonalmente são muito equilibrados embora mais limitados nos extremos, do que os Audeze. Não são auscultadores para bass heads e a sua resposta em frequencias altas também não é tão extensa como os eletroestáticos ou planar magnéticos mas no geral, e especialmente para o preço, são muito muito bons e difíceis de criticar. Que sequer possam ser comparados com os Audeze e STAX já é muito indicativo.

Quais escolher?

Dos quatro auscultadores aqui referidos (incluindo os Meze), se fosse obrigado a escolher apenas um, escolheria os Audeze LCD-2. Se pudesse ter dois possivelmente optaria pelos STAX para audições focadas mas teria (e tenho) uns Meze 99 Classics para ter junto do PC com um Audioquest Dragonfly para uma utilização descontraída como ver videos Youtube, música pop, gaming, etc. Se tivesse um orçamento mais limitado escolheria os Focal Elear.

 

Review Dynaudio: Special Forty vs Contour 20

Tenho tido a sorte de conviver em simultaneo com duas referencias em colunas monitoras para 2017. A Dynaudio tem uma enorme tradição em produzir excelentes colunas de duas vias em suporte, afinal de contas as Special Forty recebem esse nome devido ao quadragésimo aniversário da Dynaudio. 40 anos a fazer colunas. Todas as colunas Dynaudio são criadas e fabricadas na Dinamarca, desde o mais pequeno parafuso até ao verniz, segundo eles. Todas as novas gerações recebem aperfeiçoamentos constantes.

Contour 20

As Dynaudio Contour 20 trazem o Esotar2, que é o tweeter topo de gama presente nas colunas das gamas Confidence e Evidence, bem como um altifalante com 18cm para médios e graves novo, desenhado especificamente para a gama Contour. Este altifalante consegue realizar uma excursão 70% superior, é mais leve e tem uma bobine maior do que a versão anterior. Ambos drivers são montados numa placa de alumínio maciço com 14mm que reduz vibrações e dá alicerces estáveis aos altifalantes. A caixa com 215 x 440 x 360mm é grande para coluna monitora, as suas paredes laterais são curvas e no seu interior apresentam uma superficie difusora. O crossover de segunda ordem beneficia da larga experiencia da Dynaudio, especialmente em 2 vias, e traz inclusivamente condensadores Mundorf.

Todas estas características fazem das Contour 20 umas colunas muito refinadas e detalhadas, com um palco sonoro e reproduzação de graves enorme para o seu tamanho. São umas colunas puristas para audiófilos exigentes que tenham bons amplificadores. Este é o ‘catch’ – é preciso amplificá-las bem para usufruir daquilo que elas têm para dar. Na maior parte dos casos exige-se um amplificador mais caro do que elas próprias (PVP: 4500€). O GamuT Di150 puxa bem por elas! Por outro lado, se procura umas colunas até 10 000€, e já tem amplificador para elas, não deixe de experimentar as Contour 20 pois serão capazes de ombrear com colunas bem mais caras.

Special Forty

As Dynaudio Special Forty comemoram os 40 anos de atividade da Dynaudio criando colunas de edição limitada com alguns componentes também dedicados e provavelmente limitados a elas. A sua concepção é bastante detalhada numa secção dedicada no site da Dynaudio. Em resumo, o tweeter é exclusivo para a série Special forty, o woofer de 17cm é originado de tecnologia das gamas mais altas, o crossover de primeira ordem  – um clássico da Dynaudio. Estão disponíveis em apenas dois acabamentos: Red Birch High Gloss e Grey Birch High Gloss. Não tive a oportunidade de ver o acabamento em vermelho mas o cinzento brilhante é discutivelmente muito bonito!

As Special Forty, com um PVP de 3000€, seriam aparentemente demasiadamente próximas em valor das Contour 20 – o suficiente para concorrerem com elas. Na verdade tratam-se de dois produtos bem distintos. Exibem traços que evidenciam ser do mesmo fabricante mas com uma abordagem/objetivos diferentes. As Special Forty são muito menos exigentes na amplificação. São colunas todo o terreno, para tocar todos os estilos de música: do hip-hop e eletrónica até ao jazz e clássica, passando por death metal – no problem. São capazes de encher salas bem grandes para o seu tamanho, embora potenciem-se mais as suas qualidades em salas de 15-30m2, tal como a maior parte das colunas monitoras. Quem prefere ou precisa de mais músculo pode casá-las com um Simaudio Moon 250i ou um Naim XS2. Quem privilegia o refinamento pode optar por um Hegel H90 ou um Roksan K3 (nenhum destes amplificadores peca necessariamente no outro parametro mas digamos que se orienta mais num dos sentidos). Ou seja, a diferença de preço entre as Special Forty e as Contour 20 é na realidade enorme, dada a exigencia na amplificação que uma e outra necessita.

Neste video que publicámos no final de 2017 tentamos mostrar a incrível capacidade de precisão e dinamica das Special Forty, acolitadas pelo Moon 250i e ajudadas pelo REL S/3 (só a partir dos ~ 38Hz…). Fonte Bluesound Node 2 a tocar Wilkinson – Afterglow (Dyro Remix) a enviar sinal digital coaxial para o Esoteric K-07x.

Dynaudio Special Forty – Boas Festas 2017 from Vilasound on Vimeo.

 

As Special Forty, na minha opinião, estão entre os lançamentos mais interessantes no últimos tempos. São colunas capazes de agradar exigentes melómanos, DJs bass-heads, rockeiros (e outros). São relativamente fáceis de amplificar embora precisem de um amplificador com alguma força se forem colocadas em espaços demasiados grandes (sim, o Moon 250i ou o Naim XS2 têm imensa força – os watts são um fraco indicador). São colunas que nos pôem um sorriso na cara e nos relembram como ouvir música é suposto ser divertido e não uma análise clínica.

As Contour 20 são ferramentas para ouvir música corretamente, as Special Forty são um objeto de desejo. Esperemos que esta edição limitada não seja muito limitada.

 

Gustavo Rosa

Boas Festas 2017 – Férias 24Dez-3Jan

A VilaSound, Som & Imagem deseja a todos umas boas festas e um feliz ano novo. Aproveitamos para informar que estaremos encerrados nos dias 24 de Dezembro até ao dia 3 de Janeiro para descanso.

Para 2018 prometemos mais novidades, mais oferta, melhores condições para demonstração. Temos grandes planos e grande visão.

 

Para final de ano deixo aqui uma amostra de um dos produtos mais impressionantes de 2017: as Dynaudio Special Forty. A captação de audio foi feita com baixo ganho para evitar o cliping e aceitar o máximo de dinamica. Peguem nos melhores ausculadores que tiverem e carreguem no volume!

Dynaudio Special Forty – Boas Festas 2017 from Vilasound on Vimeo.

 

Equipamento:

Bluesound Node 2 a ler Tidal usando o DAC externo Metrum Amethyst e com amplificação Simaudio Moon 250i. Com uma ajudinha do REL S3 para tocar esta faixa de Wilkinson – Afterglow (Dyro Remix).

 

Novidade: NAD T758 V3

A NAD sempre teve amplificadores AV musculados, com potencia ‘real’ e não mascarada. Ao mesmo tempo, tendo como base uma filosofia audiófila e purista, os amplificadores para cinema mantêm o circuito de pré amplificação totalmente analógico e de boa qualidade. Isto permite usar amplificadores AV NAD como amplificadores stereo e até ouvir giradiscos com prazer.

Onde eles acertavam na amplificação falhavam nas funções. Com menus datados, sem sistema de calibração e no geral pobre em funções. Na maior parte das vezes, depois de comprarmos um receiver japones cheio de funções, acabamos por usar apenas a básica e verdadeira função de um receiver AV: amplificar e controlar o volume. Ainda assim, exige-se um mínimo.

A NAD finalmente respondeu às nossas preces e lançou o T758 V3 com Dirac live (um dos sistemas de calibração  mais avançados do mundo), Dolby Atmos e HDMI 4K e como um módulo BluOS incluído. Para quem não conhece, o BLuOS é um módulo de streaming que pertence à empresa irmã da NAD, a BlueSound, a referencia mundial em streaming audio em alta resolução. Fiel à sua filosofia desde o início, o T758 V3 conta ainda com o MDC (Modular Design Construction) que permite trocar as placas digitais e manter o receiver atualizado durante muitos anos.

 

Especificações:

Dolby Atmos e DTS HD Master Audio
Video 4K, 3 HDMI in / 1 HDMI out
BluOS
Pré in RCA 7.1 e Pré out RCA 7.1
Potencia em modo stereo: 2 x 100W (0.05% THD, 20-20kHz)
Potencia em modo surround: 7 x 60W (0.05% THD, 20-20kHz)
Peso: 15.4kg
PVP: 1299€

 

REVIEW: Monitor Audio Silver 200 e comparativo amplificadores

Monitor Audio Silver 200 com Dayens Menuetto atrás

Vários clientes têm “reclamado” pela ausencia de reviews das novas Monitor Audio Silver 6G (e outros produtos). A verdade é que escrever sobre estes equipamentos com algum grau de confiança requer algum tempo para experimentação que por vezes não existe. Ao mesmo tempo têm aparecido na loja muitas (boas) novas soluções que precisam de ser testadas e respetivas combinações, que por vezes parecem não ter fim. Adiante.

Queria começar por abordar um assunto que é pouco falado mas não é propriamente segredo. O som que ouvimos na loja ou no audioshow é normalmente diferente do som que ouvimos em casa. O primeiro tem um volume elevado, procura chamar a atenção e causar o máximo impacto num curto espaço de tempo. Muitas vezes, por uma questão de gosto ou por respeito aos vizinhos e familiares ouvimos música a volume médio ou baixo (por vezes muito baixo). Apesar da diferença de volume queremos obviamente replicar a emoção e expressão musical full range em nossas casas. É aqui que precisamos de ter algum cuidado na escolha do equipamento. Alguns sistemas perdem corpo, detalhe e/ou dinamica quando usados a baixos volumes.

Ao lançar as Silver 200 e as 300 a Monitor Audio criou nitidamente duas abordagens distintas. As Silver 300 são colunas ambiciosas capazes de ‘pirotecnia’, música impactante, envolvente, altamente dinamica. Ideais para impressionar num audioshow ou encher uma sala grande (50m2 sem problema), e para isso precisam de amplificador a condizer. As Silver 200 são colunas bem mais pequenas e contidas no seu entusiasmo. São colunas impactantes, dinamicas e com grave extenso para o seu tamanho. São colunas desenhadas para tocar em salas mais pequenas do que as antecessorias Silver S6, mais limitadas na amplitude dinamica e extensão do grave. Onde perderam em pirotecnia ganharam em musicalidade e facilidade de amplificar. São colunas muito rápidas e quando digo rápidas, não quero dizer nervosas nem atrapalhadas. Permitem-nos ouvir os silencios entre as notas dos instrumentos e inspecionar assim a arte dos músicos. As Silver 200 são colunas para ouvir música, e não para ouvir sons ou frequencias. Permitem-nos ligar o sistema e simplesmente ouvir música sem estar a pensar no sistema. E são especialmente interessantes para ouvir música a volumes médios e baixos mantendo toda a integralidade do conteúdo, algo que a maior parte das colunas falha.

Amplificadores em teste com as Silver 200: Synthesis Roma 96DC+ (not shown), Dayens Menuetto, Creek Evolution 50A, Emotiva PT-100 + A-700, Hegel H80 e Roksan K3

Posto isto, que amplificador escolher para as Silver 200? Um amplificador que potencie as suas qualidades a volumes baixos? Um amplificador que consiga extrair delas a ‘pirotecnia’, sacrificando ou não a qualidade a volume baixo? Testei vários amplificadores usando como fonte, maior parte do tempo, um Bluesound Node 2 a ler TIDAL (alguns MQAs) e a alimentar por cabo coaxial digital um fantástico DAC Metrum Amethyst.

 

Synthesis Roma 96DC+

O ROMA 96DC+ é dos melhores amplificadores que conheço a tocar a baixo volume. No entanto, ele dá-se melhor com colunas faceis, crossovers descomplicados e de preferencia duas vias apenas. É quase impensável juntá-lo a umas Silver S6 ou a umas Silver 300 mas com as Silver 200 funciona lindamente. Basta uns segundo para perceber que estamos perante uma combinação especial. Musicalmente encantador e fácil de gostar, o conjunto mantém o corpo e quantidade de grave mesmo a volumes baixos. Com 25W em classe A, não está desenhado para a tal pirotecnia mas enquanto ele é limitado nesse aspeto consegue brilhar incrivelmente bem na utilização doméstica mais habitual. A versão “+” inclue também entradas digitais.

 

Dayens Menuetto

Eis que entra em cena um novo concorrente na forma do pequeno amplificador sérvio Dayens. A marca construiu um amplificador de 2x50W a 8ohm com componentes de alta qualidade (ex.: condensadores Mundorf) que são raros mesmo em equipamentos de milhares de euros. A sua construção ainda tem um toque de artesanal e é muito pobre em termos de funções. Ele apoia-se claramente na máxima de less is more, com apenas 4 entradas RCA, um botão de volume e um seletor de entrada. Por 990€, este amplificador é um achado! Os seus 50W são bem suficientes para as Silver 200 e consegue um equilíbrio muito bom entre os vários volumes.

 

Creek Evolution 50A

Desde há muito tempo um dos favoritos aqui na VilaSound, o Creek perde ligeiramente em termos de corpo e detalhe relativamente ao Dayens. O Creek é no entanto ligeiramente mais potente e a sua construção é bastante mais amadurecida em termos de aspeto e apresenta também entradas XLR, saídas pré-out e entrada AV direct, controlos de tonalidade, painel OLED e possibilidade de acrescentar módulos Tuner, DAC ou Phono.

 

Emotiva PT-100 + A-700

Temos pela primeira vez a oportunidade de experimentar algumas peças da Emotiva, uma marca que começou pequena mas parece que veio para ficar. O pré amplificador PT-100 devia ser combinado com o amplificador A-300 mas este não estava disponível e resolvi testar o A-700 em stereo. Este conjunto fica, na minha opinião atrás dos restantes mas toca também muito bem e constitui uma opção altamente competente, especialmente se considerarmos que o pré amplificador oferece rádio FM, pré-phono MM e MC, entradas digitais ótica, coaxial e USB. O amplificador de potencia permite amplificar 7 canais, com capacidade de entregar 80W em simultaneo.

 

Hegel H80

O Hegel H80 tem sido uma das principais referencias acima dos 1500€. Com as Silver 200 ele não desilude e consegue potenciar a musicalidade das colunas com a sua fluidez e com o som ‘líquido’ que o caracteriza. A sua amplificação atinge um nível mais ‘completo’ no sentido em que consegue tocar bem a qualquer volume. É um bom salto qualitativo relativamente ao Creek e aproximando-se imenso do Roksan K3, com a vantagem adicional de ter entradas digitais ótica, coaxial e USB.

 

Roksan K3

O Roksan K3 é quanto a mim a solução mais completa em termos de amplificação. Sendo excelente a transformar as dóceis Silver 200 em colunas de maior porte com grande vivacidade e dinamica mas ao mesmo tempo capaz de transferir a emoção da música mesmo a níveis baixos de volume. Em termos de solução global não tem entradas digitais, necessitando assim de uma fonte à altura. O K3 é um amplificador completamente diferente da sua versão anterior, o K2, sendo mais competente a todos os níveis (corpo, dinamica, transparencia, controlo). Sabendo que a Roksan foi recentemente adqurida pela Monitor Audio (antes do lançamento do K3 e do Blak) esta feliz combinação não é uma completa surpresa.

 

Conclusão

Estes amplificadores foram escolhidos porque são alguns dos que considero estarem na vanguarda do que se melhor constroi dentro destes preços. Todos eles já “venceram” outros comparativos que vou testando e todos conseguem por as Silver 200 a tocar lindamente. Ao colocar uns contra os outros percebemos as vantagens e desvantagens de cada um deles e que normalmente a melhor qualidade trás um preço a condizer. A escolha do amplificador certo irá sempre depender da utilização que se dá, gosto pessoal e tipo de fonte de sinal usada. O ideal mesmo é ouvir, como sempre.

 

Tabela de preços

Metrum Amethyst: 1295€
Synthesis Roma 96DC+: 1790€
Dayens Menuetto: 990€
Creek Evolution 50A: 1050€
Emotiva PT-A100: 449€
Emotiva A-700: 899€
Hegel H80: 1700€
Roksan K3: 1700€

 

Gustavo Rosa

 

Novidade: Monitor Audio Silver 6G

Acabadas de chegar e já estão em rodagem (prometem!).

São muito mais bonitas ao vivo do que eu pensava, olhando para as fotografias no site da Monitor Audio. Espero que estas fotos mostrem melhor a estética das colunas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em relação à geração antiga, os altifalantes continuam a ser aparafusados com um único longo parafuso a partir da traseira. Os altifalantes passam a ser cinzentos em vez do tradicional branco. O tweeter tem agora uma proteção diferente da antiga. Mais uma vez, este componente é na minha opinião mais bonito ao vivo do que nas fotos.

A coisa mais criticada nas colunas Monitor Audio foi sempre a sua base. Desta vez penso que resolveram, finalmente, o problema. São pequenas peças de aço que se aparafusam com dois parafusos à base da coluna. Os pés podem ser ajustados em altura, podem receber spikes afiados ou ficar apenas com uma base em borracha dura que não risca o chão e permite ainda assim conferir estabilidade e rigidez ao conjunto.

As Silver 300 são colunas de 3 vias com um altifalante de 4″ que partilha o ‘waveguide’ do tweeter.

As Silver 200 são colunas de 2 vias e meia que, comparando com as antecessoras SS6, reduziram consideravalemente em tamanho.

Ambas estão muito bem conseguidas esteticamente, com um perfil mais esguio do que antigamente e com uma qualidade de construção irrepreensível.

Após a rodagem iremos ver como tocam com o Roksan K3. A Roksan foi adquirida pela Monitor Audio e o K3 é supostamente um amplificador “feito para casar”. Para já, as Monitor Audio Silver têm forte concorrencia das Tannoy XT6F e das Audiovector QR3 ainda em demonstração.

 

Especificações Silver 200

Sensibilidade: 89db (1w/1m)
Frequencia de resposta: 38Hz-35kHz
Impedancia nominal: 8ohm
Impedancia mínima: 4.7ohm @ 182Hz
Potencia recomendada: 60-150W
Dimensões: 885 x 165 x 240 mm
Peso: 14.6Kg/un
PVP: 1500€

 

Especificações Silver 300

Sensibilidade: 90db (1w/1m)
Frequencia de resposta: 32Hz-35kHz
Impedancia nominal: 8ohm
Impedancia mínima: 3.5ohm @ 146Hz
Potencia recomendada: 60-150W
Dimensões: 1000 x 180 x 300 mm
Peso: 20Kg/un
PVP: 1900€

 

Em demonstração: Tannoy Revolution XT6F

Há certas coisas que passam a chamar-se o nome da marca quando ela é uma referencia, como é o caso do Kispo, Bostik e Tannoy. Ainda hoje, no Reino Unido, muita gente se refere a um par de colunas como umas ‘Tannoys’.. No entanto, com tanta oferta de equipamentos que existe hoje em dia é fácil esquecermo-nos de este fabricante que (ainda é) de referencia e que já soma 90 anos de existencia!

A característica mais marcante das Tannoy é a tecnologia “dual-concentric” dos seus altifalantes. Ela permite produzir agudos, médios e médio-grave a partir de um unico ponto, simplificando um processo que habitualmente consume muito tempo e otimização por parte dos outros fabricantes. Quando temos unidades de reprodução de diferentes frequencias alinhados verticalmente precisamos de fazer com que os diferentes sons se integrem num único som completo e harmonioso. Isso é possível apenas em certos locais de audição, num pequeno sweet spot, e em muitos casos nunca chega a ser satisfatório.

A Tannoy simplifica todo esse processo conseguindo um palco muito preciso e musical. Não nos distraindo com sons mas com música.

As Revolution XT6F são colunas de 3 vias que, embora não sejam muito exigentes com a amplificação, progridem imenso à medida que a melhoramos. Aqui usámos o novo Roksan K3 (review para breve) com excelentes resultados. São colunas para salas médias (palpite: 20-35m2), com boa extensão de grave. O pórtico situa-se na base da caixa e permite maior flexibilidade de colocação na sala. A música flui, encorpada e dinamica. Considerando o tamanho da sua caixa, a coluna surpreende no tamanho do som e especialmente na sua articulação e coerencia. Sendo colunas refinadas conseguem “aguentar pancada” desde que a amplificação acompanhe.

A Tannoy é uma marca com pouca presença na VilaSound (não podemos ter tudo), mas neste momento temos 3 pares em demonstração: as Mercury 7.4, as Revolution Signature DC6T (retoma) e as Revolution XT6F. As Mercury são colunas de “combate” para concorrer com o mercado massificado. São colunas interessantes mas não têm a identidade Tannoy (na minha opinião). A partir das Revolution as coisas tornam-se bem mais interessantes quando temos acesso ao dual concentric.

Revolution XT6F, Revolution Signature DC6T e Mercury 7.4

Especificações (XT6F):

Sensibilidade: 90dB (1W/1m)
Frequencia de resposta (-6dB): 38Hz-32KHz
Potencia máxima admissível: 300W
Dimensões (cm): 100x27x32
Peso: 16kg/un
PVP: 1349€

 

Review: Auscultadores Meze 99 Classics

Para os mais desatentos, a Meze Audio é uma empresa recente que dedicada à construção de auscultadores que têm vindo a ganhar prémios atrás de prémios (A’ Desing Competition Award, Golden Ear Highly Recomended, InnerFideliy’s Wall of Fame, HiFi Choice Group Test Winner, HiFi+ Awards, …a lista continua). Foi com grande antecipação que recebi os Meze 99 Classics e depois de os testar percebi que excediam as minhas expectativas. Não costumo criar muita antecipação por um produto apenas porque é bem visto pelas revistas da especialidade. Neste caso, as reviews e opinião dos utilizadores e vendedores em geral eram demasiadas e demasiado boas para não ficar otimista em relação à sua performance. Ainda assim, e mesmo saídos da caixa sem qualquer rodagem, fiquei muito surpreendido com a qualidade do som.

Meze 99 Classis em Walnut Gold

Meze 99 NEO

Self-adjusting

Em primeiro lugar, são muito bem construídos. As esponjas revestidas em pele acentam muito confortavelmente à volta da orelha sem lhes tocar. O ajuste à cabeça é feito de forma automática (self-adjusting – ver imagem) e muito eficiente permitindo um conforto elevado e uma insonorização muito boa. Esteticamente, os auscultadores são muito bonitos, talvez bonitos demais para certas cabeças e utilizações… A Meze pensou nisso e lançou os Meze 99 Neo, com menos bling.

 

A Construção

Os Meze 99 têm como base as ‘conchas’ em madeira de nogueira maciça maquinada em CNC. Nelas são instalados ímans de neodímio a controlar um diafragma de mylar. Todos os componentes são isolados sem plásticos nem colas. Isso significa que o equipamento é feito para durar, fácil de substituir peças e com um aspeto premium. A madeira utilizada é de nogueira verdadeira e não MDF com folha de madeira. Dois aros metálicos unem as conchas de madeira e no meio uma banda auto ajustável. Um design tão simples e eficaz só se consegue com muito trabalho e estudo.

O Som

Tenho habitualmente preferencia por auscultadores abertos. Os melhores auscultadores que já ouvi (os Stax, Pioneer SE-Master1, Grado GS1000) são abertos. Os auscultadores fechados têm tendencia para soarem ‘presos’ e ‘boxy’ como se o som estivesse a ser produzido dentro de uma caixa fechada – e está. E normalmente, para não soarem assim precisam de ser mais caros (e competir à mesma com os melhores auscultadores abertos). Ainda assim, os auscultadores fechados são por vezes uma necessidade, dado que permitem insonorizar o exterior do interior e vice-versa. Um bom design deverá usar a caixa fechada em sua vantagem e penso que a Meze acertou aqui em cheio. Os Meze 99 Classics não soam nada presos nem boxy. Apresentam-se imediatamente com um som divertido e excitante. Um grave profundo, articulado e viciante. Na faixa do Ed Sheeran – I See Fire, ouvi um grave que nem sabia que existia e uma dimensão/peso da música que a tornam afinal muito mais interessante do que eu imaginava. A voz é bem clara, definida e dinamica, por cima de um grave cavernoso e musical. Não creio que são auscultadores com demasiado grave a la Monster Beats. Estão na dose certa na minha opinião, apenas são muito mais profundos do que o habitual, sem as desvantagens que normalmente vêm acompanhadas com isso: som ‘encaixotado’ e pouco claro.

 

Eles aguentam-se quando se puxa pelo volume, sem se sentir compressão ou cansaço. Não acho justo apontarem-se defeitos a estes auscultadores, considerando o seu preço. Se fôr piquinhas diria que a gama média-grave é um ligeiramente mais baixa relativamente às restantes e que o cabo dos auscultadores é microfónico, ou seja, transmite som para os auscultadores quando batemos nele. Ninguém é perfeito…

Os Meze 99 beneficiam de bons DACs/amplificadores audiófilos (quem não beneficia?) mas mesmo com um telemóvel ou portátil conseguímos tirar partido deles.

Os Meze 99 Classics querem apresentar-se como os melhores auscultadores fechados do mercado, na sua gama de preços. Não posso discordar desta apresentação e são seguramente os melhores que já testei à volta dos 300€ (abertos ou fechados).

 

Especificações

Ear-cups: Madeira nogueira
Tipo de transdutor: Mylar controlado por iman de neodímio
Tamanho do transdutor:  40mm
Frequencia de resposta:: 15Hz – 25KHz
Sensibilidade: 103dB a1KHz, 1mW
Impedância: 32 Ohm
Potencia máxima admitida: 50mW
Cabo destacável em OFC com revestimento em Kevlar
Peso: 260g
PVP: 309€

 

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Gustavo Rosa