REVIEW: Monitor Audio Silver 200 e comparativo amplificadores

Monitor Audio Silver 200 com Dayens Menuetto atrás

Vários clientes têm “reclamado” pela ausencia de reviews das novas Monitor Audio Silver 6G (e outros produtos). A verdade é que escrever sobre estes equipamentos com algum grau de confiança requer algum tempo para experimentação que por vezes não existe. Ao mesmo tempo têm aparecido na loja muitas (boas) novas soluções que precisam de ser testadas e respetivas combinações, que por vezes parecem não ter fim. Adiante.

Queria começar por abordar um assunto que é pouco falado mas não é propriamente segredo. O som que ouvimos na loja ou no audioshow é normalmente diferente do som que ouvimos em casa. O primeiro tem um volume elevado, procura chamar a atenção e causar o máximo impacto num curto espaço de tempo. Muitas vezes, por uma questão de gosto ou por respeito aos vizinhos e familiares ouvimos música a volume médio ou baixo (por vezes muito baixo). Apesar da diferença de volume queremos obviamente replicar a emoção e expressão musical full range em nossas casas. É aqui que precisamos de ter algum cuidado na escolha do equipamento. Alguns sistemas perdem corpo, detalhe e/ou dinamica quando usados a baixos volumes.

Ao lançar as Silver 200 e as 300 a Monitor Audio criou nitidamente duas abordagens distintas. As Silver 300 são colunas ambiciosas capazes de ‘pirotecnia’, música impactante, envolvente, altamente dinamica. Ideais para impressionar num audioshow ou encher uma sala grande (50m2 sem problema), e para isso precisam de amplificador a condizer. As Silver 200 são colunas bem mais pequenas e contidas no seu entusiasmo. São colunas impactantes, dinamicas e com grave extenso para o seu tamanho. São colunas desenhadas para tocar em salas mais pequenas do que as antecessorias Silver S6, mais limitadas na amplitude dinamica e extensão do grave. Onde perderam em pirotecnia ganharam em musicalidade e facilidade de amplificar. São colunas muito rápidas e quando digo rápidas, não quero dizer nervosas nem atrapalhadas. Permitem-nos ouvir os silencios entre as notas dos instrumentos e inspecionar assim a arte dos músicos. As Silver 200 são colunas para ouvir música, e não para ouvir sons ou frequencias. Permitem-nos ligar o sistema e simplesmente ouvir música sem estar a pensar no sistema. E são especialmente interessantes para ouvir música a volumes médios e baixos mantendo toda a integralidade do conteúdo, algo que a maior parte das colunas falha.

Amplificadores em teste com as Silver 200: Synthesis Roma 96DC+ (not shown), Dayens Menuetto, Creek Evolution 50A, Emotiva PT-100 + A-700, Hegel H80 e Roksan K3

Posto isto, que amplificador escolher para as Silver 200? Um amplificador que potencie as suas qualidades a volumes baixos? Um amplificador que consiga extrair delas a ‘pirotecnia’, sacrificando ou não a qualidade a volume baixo? Testei vários amplificadores usando como fonte, maior parte do tempo, um Bluesound Node 2 a ler TIDAL (alguns MQAs) e a alimentar por cabo coaxial digital um fantástico DAC Metrum Amethyst.

 

Synthesis Roma 96DC+

O ROMA 96DC+ é dos melhores amplificadores que conheço a tocar a baixo volume. No entanto, ele dá-se melhor com colunas faceis, crossovers descomplicados e de preferencia duas vias apenas. É quase impensável juntá-lo a umas Silver S6 ou a umas Silver 300 mas com as Silver 200 funciona lindamente. Basta uns segundo para perceber que estamos perante uma combinação especial. Musicalmente encantador e fácil de gostar, o conjunto mantém o corpo e quantidade de grave mesmo a volumes baixos. Com 25W em classe A, não está desenhado para a tal pirotecnia mas enquanto ele é limitado nesse aspeto consegue brilhar incrivelmente bem na utilização doméstica mais habitual. A versão “+” inclue também entradas digitais.

 

Dayens Menuetto

Eis que entra em cena um novo concorrente na forma do pequeno amplificador sérvio Dayens. A marca construiu um amplificador de 2x50W a 8ohm com componentes de alta qualidade (ex.: condensadores Mundorf) que são raros mesmo em equipamentos de milhares de euros. A sua construção ainda tem um toque de artesanal e é muito pobre em termos de funções. Ele apoia-se claramente na máxima de less is more, com apenas 4 entradas RCA, um botão de volume e um seletor de entrada. Por 990€, este amplificador é um achado! Os seus 50W são bem suficientes para as Silver 200 e consegue um equilíbrio muito bom entre os vários volumes.

 

Creek Evolution 50A

Desde há muito tempo um dos favoritos aqui na VilaSound, o Creek perde ligeiramente em termos de corpo e detalhe relativamente ao Dayens. O Creek é no entanto ligeiramente mais potente e a sua construção é bastante mais amadurecida em termos de aspeto e apresenta também entradas XLR, saídas pré-out e entrada AV direct, controlos de tonalidade, painel OLED e possibilidade de acrescentar módulos Tuner, DAC ou Phono.

 

Emotiva PT-100 + A-700

Temos pela primeira vez a oportunidade de experimentar algumas peças da Emotiva, uma marca que começou pequena mas parece que veio para ficar. O pré amplificador PT-100 devia ser combinado com o amplificador A-300 mas este não estava disponível e resolvi testar o A-700 em stereo. Este conjunto fica, na minha opinião atrás dos restantes mas toca também muito bem e constitui uma opção altamente competente, especialmente se considerarmos que o pré amplificador oferece rádio FM, pré-phono MM e MC, entradas digitais ótica, coaxial e USB. O amplificador de potencia permite amplificar 7 canais, com capacidade de entregar 80W em simultaneo.

 

Hegel H80

O Hegel H80 tem sido uma das principais referencias acima dos 1500€. Com as Silver 200 ele não desilude e consegue potenciar a musicalidade das colunas com a sua fluidez e com o som ‘líquido’ que o caracteriza. A sua amplificação atinge um nível mais ‘completo’ no sentido em que consegue tocar bem a qualquer volume. É um bom salto qualitativo relativamente ao Creek e aproximando-se imenso do Roksan K3, com a vantagem adicional de ter entradas digitais ótica, coaxial e USB.

 

Roksan K3

O Roksan K3 é quanto a mim a solução mais completa em termos de amplificação. Sendo excelente a transformar as dóceis Silver 200 em colunas de maior porte com grande vivacidade e dinamica mas ao mesmo tempo capaz de transferir a emoção da música mesmo a níveis baixos de volume. Em termos de solução global não tem entradas digitais, necessitando assim de uma fonte à altura. O K3 é um amplificador completamente diferente da sua versão anterior, o K2, sendo mais competente a todos os níveis (corpo, dinamica, transparencia, controlo). Sabendo que a Roksan foi recentemente adqurida pela Monitor Audio (antes do lançamento do K3 e do Blak) esta feliz combinação não é uma completa surpresa.

 

Conclusão

Estes amplificadores foram escolhidos porque são alguns dos que considero estarem na vanguarda do que se melhor constroi dentro destes preços. Todos eles já “venceram” outros comparativos que vou testando e todos conseguem por as Silver 200 a tocar lindamente. Ao colocar uns contra os outros percebemos as vantagens e desvantagens de cada um deles e que normalmente a melhor qualidade trás um preço a condizer. A escolha do amplificador certo irá sempre depender da utilização que se dá, gosto pessoal e tipo de fonte de sinal usada. O ideal mesmo é ouvir, como sempre.

 

Tabela de preços

Metrum Amethyst: 1295€
Synthesis Roma 96DC+: 1790€
Dayens Menuetto: 990€
Creek Evolution 50A: 1050€
Emotiva PT-A100: 449€
Emotiva A-700: 899€
Hegel H80: 1700€
Roksan K3: 1700€

 

Gustavo Rosa

 

Novidade: Monitor Audio Silver 6G

Acabadas de chegar e já estão em rodagem (prometem!).

São muito mais bonitas ao vivo do que eu pensava, olhando para as fotografias no site da Monitor Audio. Espero que estas fotos mostrem melhor a estética das colunas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em relação à geração antiga, os altifalantes continuam a ser aparafusados com um único longo parafuso a partir da traseira. Os altifalantes passam a ser cinzentos em vez do tradicional branco. O tweeter tem agora uma proteção diferente da antiga. Mais uma vez, este componente é na minha opinião mais bonito ao vivo do que nas fotos.

A coisa mais criticada nas colunas Monitor Audio foi sempre a sua base. Desta vez penso que resolveram, finalmente, o problema. São pequenas peças de aço que se aparafusam com dois parafusos à base da coluna. Os pés podem ser ajustados em altura, podem receber spikes afiados ou ficar apenas com uma base em borracha dura que não risca o chão e permite ainda assim conferir estabilidade e rigidez ao conjunto.

As Silver 300 são colunas de 3 vias com um altifalante de 4″ que partilha o ‘waveguide’ do tweeter.

As Silver 200 são colunas de 2 vias e meia que, comparando com as antecessoras SS6, reduziram consideravalemente em tamanho.

Ambas estão muito bem conseguidas esteticamente, com um perfil mais esguio do que antigamente e com uma qualidade de construção irrepreensível.

Após a rodagem iremos ver como tocam com o Roksan K3. A Roksan foi adquirida pela Monitor Audio e o K3 é supostamente um amplificador “feito para casar”. Para já, as Monitor Audio Silver têm forte concorrencia das Tannoy XT6F e das Audiovector QR3 ainda em demonstração.

 

Especificações Silver 200

Sensibilidade: 89db (1w/1m)
Frequencia de resposta: 38Hz-35kHz
Impedancia nominal: 8ohm
Impedancia mínima: 4.7ohm @ 182Hz
Potencia recomendada: 60-150W
Dimensões: 885 x 165 x 240 mm
Peso: 14.6Kg/un
PVP: 1500€

 

Especificações Silver 300

Sensibilidade: 90db (1w/1m)
Frequencia de resposta: 32Hz-35kHz
Impedancia nominal: 8ohm
Impedancia mínima: 3.5ohm @ 146Hz
Potencia recomendada: 60-150W
Dimensões: 1000 x 180 x 300 mm
Peso: 20Kg/un
PVP: 1900€

 

Em demonstração: Tannoy Revolution XT6F

Há certas coisas que passam a chamar-se o nome da marca quando ela é uma referencia, como é o caso do Kispo, Bostik e Tannoy. Ainda hoje, no Reino Unido, muita gente se refere a um par de colunas como umas ‘Tannoys’.. No entanto, com tanta oferta de equipamentos que existe hoje em dia é fácil esquecermo-nos de este fabricante que (ainda é) de referencia e que já soma 90 anos de existencia!

A característica mais marcante das Tannoy é a tecnologia “dual-concentric” dos seus altifalantes. Ela permite produzir agudos, médios e médio-grave a partir de um unico ponto, simplificando um processo que habitualmente consume muito tempo e otimização por parte dos outros fabricantes. Quando temos unidades de reprodução de diferentes frequencias alinhados verticalmente precisamos de fazer com que os diferentes sons se integrem num único som completo e harmonioso. Isso é possível apenas em certos locais de audição, num pequeno sweet spot, e em muitos casos nunca chega a ser satisfatório.

A Tannoy simplifica todo esse processo conseguindo um palco muito preciso e musical. Não nos distraindo com sons mas com música.

As Revolution XT6F são colunas de 3 vias que, embora não sejam muito exigentes com a amplificação, progridem imenso à medida que a melhoramos. Aqui usámos o novo Roksan K3 (review para breve) com excelentes resultados. São colunas para salas médias (palpite: 20-35m2), com boa extensão de grave. O pórtico situa-se na base da caixa e permite maior flexibilidade de colocação na sala. A música flui, encorpada e dinamica. Considerando o tamanho da sua caixa, a coluna surpreende no tamanho do som e especialmente na sua articulação e coerencia. Sendo colunas refinadas conseguem “aguentar pancada” desde que a amplificação acompanhe.

A Tannoy é uma marca com pouca presença na VilaSound (não podemos ter tudo), mas neste momento temos 3 pares em demonstração: as Mercury 7.4, as Revolution Signature DC6T (retoma) e as Revolution XT6F. As Mercury são colunas de “combate” para concorrer com o mercado massificado. São colunas interessantes mas não têm a identidade Tannoy (na minha opinião). A partir das Revolution as coisas tornam-se bem mais interessantes quando temos acesso ao dual concentric.

Revolution XT6F, Revolution Signature DC6T e Mercury 7.4

Especificações (XT6F):

Sensibilidade: 90dB (1W/1m)
Frequencia de resposta (-6dB): 38Hz-32KHz
Potencia máxima admissível: 300W
Dimensões (cm): 100x27x32
Peso: 16kg/un
PVP: 1349€

 

Review: Auscultadores Meze 99 Classics

Para os mais desatentos, a Meze Audio é uma empresa recente que dedicada à construção de auscultadores que têm vindo a ganhar prémios atrás de prémios (A’ Desing Competition Award, Golden Ear Highly Recomended, InnerFideliy’s Wall of Fame, HiFi Choice Group Test Winner, HiFi+ Awards, …a lista continua). Foi com grande antecipação que recebi os Meze 99 Classics e depois de os testar percebi que excediam as minhas expectativas. Não costumo criar muita antecipação por um produto apenas porque é bem visto pelas revistas da especialidade. Neste caso, as reviews e opinião dos utilizadores e vendedores em geral eram demasiadas e demasiado boas para não ficar otimista em relação à sua performance. Ainda assim, e mesmo saídos da caixa sem qualquer rodagem, fiquei muito surpreendido com a qualidade do som.

Meze 99 Classis em Walnut Gold

Meze 99 NEO

Self-adjusting

Em primeiro lugar, são muito bem construídos. As esponjas revestidas em pele acentam muito confortavelmente à volta da orelha sem lhes tocar. O ajuste à cabeça é feito de forma automática (self-adjusting – ver imagem) e muito eficiente permitindo um conforto elevado e uma insonorização muito boa. Esteticamente, os auscultadores são muito bonitos, talvez bonitos demais para certas cabeças e utilizações… A Meze pensou nisso e lançou os Meze 99 Neo, com menos bling.

 

A Construção

Os Meze 99 têm como base as ‘conchas’ em madeira de nogueira maciça maquinada em CNC. Nelas são instalados ímans de neodímio a controlar um diafragma de mylar. Todos os componentes são isolados sem plásticos nem colas. Isso significa que o equipamento é feito para durar, fácil de substituir peças e com um aspeto premium. A madeira utilizada é de nogueira verdadeira e não MDF com folha de madeira. Dois aros metálicos unem as conchas de madeira e no meio uma banda auto ajustável. Um design tão simples e eficaz só se consegue com muito trabalho e estudo.

O Som

Tenho habitualmente preferencia por auscultadores abertos. Os melhores auscultadores que já ouvi (os Stax, Pioneer SE-Master1, Grado GS1000) são abertos. Os auscultadores fechados têm tendencia para soarem ‘presos’ e ‘boxy’ como se o som estivesse a ser produzido dentro de uma caixa fechada – e está. E normalmente, para não soarem assim precisam de ser mais caros (e competir à mesma com os melhores auscultadores abertos). Ainda assim, os auscultadores fechados são por vezes uma necessidade, dado que permitem insonorizar o exterior do interior e vice-versa. Um bom design deverá usar a caixa fechada em sua vantagem e penso que a Meze acertou aqui em cheio. Os Meze 99 Classics não soam nada presos nem boxy. Apresentam-se imediatamente com um som divertido e excitante. Um grave profundo, articulado e viciante. Na faixa do Ed Sheeran – I See Fire, ouvi um grave que nem sabia que existia e uma dimensão/peso da música que a tornam afinal muito mais interessante do que eu imaginava. A voz é bem clara, definida e dinamica, por cima de um grave cavernoso e musical. Não creio que são auscultadores com demasiado grave a la Monster Beats. Estão na dose certa na minha opinião, apenas são muito mais profundos do que o habitual, sem as desvantagens que normalmente vêm acompanhadas com isso: som ‘encaixotado’ e pouco claro.

 

Eles aguentam-se quando se puxa pelo volume, sem se sentir compressão ou cansaço. Não acho justo apontarem-se defeitos a estes auscultadores, considerando o seu preço. Se fôr piquinhas diria que a gama média-grave é um ligeiramente mais baixa relativamente às restantes e que o cabo dos auscultadores é microfónico, ou seja, transmite som para os auscultadores quando batemos nele. Ninguém é perfeito…

Os Meze 99 beneficiam de bons DACs/amplificadores audiófilos (quem não beneficia?) mas mesmo com um telemóvel ou portátil conseguímos tirar partido deles.

Os Meze 99 Classics querem apresentar-se como os melhores auscultadores fechados do mercado, na sua gama de preços. Não posso discordar desta apresentação e são seguramente os melhores que já testei à volta dos 300€ (abertos ou fechados).

 

Especificações

Ear-cups: Madeira nogueira
Tipo de transdutor: Mylar controlado por iman de neodímio
Tamanho do transdutor:  40mm
Frequencia de resposta:: 15Hz – 25KHz
Sensibilidade: 103dB a1KHz, 1mW
Impedância: 32 Ohm
Potencia máxima admitida: 50mW
Cabo destacável em OFC com revestimento em Kevlar
Peso: 260g
PVP: 309€

 

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Gustavo Rosa

 

Review: Lusoscreen Darsktar Plano

Como prometido, e agora que as férias acabaram, aqui ficam as minhas impressões sobre o último desenvolvimento da ‘nossa’ Lusoscreen e em demonstração na VilaSound, Som & Imagem: o Darkstar plano.

Como habitual, aqui ficam as fotografias do ecrã com um pedaço de PVC com ganho 1.1 para comparação com o resto do ecrã. Comecei por fotografar com alguma luz ambiente (paredes escuras, de noite, apenas com um pequeno candeeiro ligado). Neste cenário, e em qualquer sala que não tenha paredes escuras, a luz ambiente é suficiente para comprometer drasticamente o contraste de uma tela branca normal. Como se pode ver, o quadrado de PVC exibe uma imagem muito esbatida em comparação com o Darkstar. Apanhei propositadamente a barra horizontal de cima que devia ser preta mas é amarelada, graças à lampada 2700K do candeeiro.  Dentro do quadrado, a imagem parece enevoada e também com alguma perda de definição.  Penso que aqui, tal como na versão curva revista aqui, as diferenças para melhor são inequívocas por parte do ecrã da Lusoscreen face a uma tela normal.

Luz ambiente com quadrado de PVC

 

As telas brancas tornam-se aceitáveis apenas na escuridão total, com paredes, chão e teto também escuros. Como se comparam os ecrãs Lusoscreen neste cenário? Na review anterior vimos que as diferenças deixam de ser tão notórias mas continuam a ser significativas. Na minha opinião, essa observação mantém-se também no ecrã plano.

 

Escuridão total sem quadrado de PVC

Escuridão total com quadrado de PVC

 

 

 

 

 

 

 

 

Torna-se mais difícil fotografar as diferenças de profunidade da cor preta nestas condições mas penso que são visíveis nas fotos (recomendo fazer o download de ambas ou abri-las em janelas diferentes para se compararem facilmente em tamanho grande). Neste filme (Mad Max: Fury Road  – 2015), todas as cores estão com contraste melhorado para nos encher os olhos de vivacidade. A cor da pele da Imperator Furiosa mostra-se mais carregada e profunda sem o quadrado de PVC que, subjetivamente, me parece mais real com aquilo que é suposto vermos. Existem também mais nuances visíveis sem o PVC, nomeadamente à volta do olho onde observo alguns tons roxeados e pretos da maquilhagem, enquanto que com o PVC as cores parece menos ricas e o preto mais esbatido.  Também na barra horizontal superior se observa a ausencia de um preto profundo que se vê em todo o resto do ecrã.

 

Conclusão

Eu adoro a versão curva, que ainda reside aqui na VilaSound, mas o ecrã plano apresenta poucas desvantagens e é muito mais acessível em termos de colocação e com menos restrições. A imagem é mais uniforme em termos de brilho e menos sensível ao local de visualização. Também permite, sem problemas, a colocação do projetor no teto, enquanto que as versões curvas obrigam à colocação do projetor perto das nossas cabeças ou de outra forma ocorre uma distorção na imagem (curvatura). Prefiro ligeiramente a profundidade e contraste da versão curva, com todas as reticencias que ela trás, mas a versão plana torna praticas e acessíveis todas as características que tanto gostamos nos ecrãs Lusoscreen. Bom trabalho família Candeias (equipa Lusoscreen)!

Mesmo para salas de cinema com luz controlada o ecrã Lusoscreen Darkstar plano representa um incremento de qualidade ao nível do contraste, profunidade das cores e definição superior ao que habitualmente se consegue com o upgrade do projetor para uma gama acima. Se considerarmos que tal upgrade custa normalmente milhares de euros, o Darkstar representa assim um excelente retorno de qualidade para o investimento em causa.

 

Ficha Técnica

Ecrã Lusoscreen Darkstar 100″ plano (PVP: 1200€)
Projetor JVC DLA-X30 (lampada com > 2700h)
Filmes/Imagens usadas: Mad Max: Fury Road – 2015

 

Gustavo Rosa

Nova Sala de Cinema com sistema 7.1.2 Dolby Atmos e novo ecrã Lusoscreen Darkstar plano

Remodelámos a nossa sala de cinema para melhorar a experiencia cinematográfica a nível de reprodução, acústica e estética. Instalámos papel de parede por cima de pladur preforado, um par de colunas in-wall, um par de colunas de teto e duas surround back.

O efeito surround fica assim a cargo das magníficas Monitor Audio CP-WT380IDC e das bem conhecidas Monitor Audio Slver S6. Já desde algum tempo que a Monitor Audio se especializou na produção das melhores colunas de embutir no mercado hifi. Desde as mais baratas Trimless 100 (~150€/un) até às Platinum In-Wall (3700€/un) a escolha é imensa.

As colunas de embutir apresentam diversas vantagens face às tradicionais colunas de caixa, especialmente em cinema. A mais óbvia é da menor ocupação de espaço e, tendo grelhas metálicas de baixo perfil que se podem pintar de qualquer cor, podem passar completamente despercebidas. Na foto, escolhemos exibir orgulhosamente a coluna e seus altifalantes. Outra vantagem muito importante é acústica. As colunas de caixa emitem som em 360º em seu redor, criando a necessidade de colocar absorção acústica para diminuir reflexões, especialmente quando se aumenta número de colunas (5.1, 7.1, 9.1)! Com as colunas de embutir a propagação de som é feita apenas em 180º, baixando drasticamente a necessidade de tratamento acústico.

As CP-WT380IDC são colunas de embutir de 3 vias com woofer de 8 polegadas, woofer de médios de 4 polegadas combinado num módulo com o tweeter C-CAM gold dome, num eixo giratório e orientável. A designação CP (Controlled Performance) signifca que a coluna é selada e não interage com a parede na qual está instalada. Também reduz a propragação de som pelas paredes. Permite ainda um ajuste de -3/0/+3 dB tanto na unidade de médios e como no tweeter. Com estas características, torna-se fácil combiná-las com as Silver S10 (frontais) e Silver S6 (traseiras) criando uma envolvencia que nos faz esquecer que temos colunas de som.

No tecto estão instaladas duas colunas Monitor Audio CT380-IDC, semelhantes às CP-WT380IDC mas abertas. A coluna é impressionante e pesada nas mãos mas discreta depois de instalada. Tem 3 vias, com woofer de 8 polegadas, woofer de médios de 4 polegadas combinado num módulo com o tweeter C-CAM gold dome, num eixo giratório e orientável. Devido ao facto de ser aberta e interagir por isso com a caixa de pladur do teto, estas colunas permitem maior extensão de grave e mais sensibilidade, maior envolvencia mas menos precisão do que as CP.

A acolitar as Monitor Audio temos o Yamaha RX-A3050 e ajuda-las o SVS SB16-ULTRA (!) A leitura fica a cargo do Oppo UDP-203.

Para completar as novidades temos também o mais recente desenvolvimento da ‘nossa’ Lusoscreen: o Darsktar plano. Um ecrã cinzento-escuro com ganho ~1.0 que permite cores profundas e negros impensáveis em telas normais, mesmo com alguma luz ambiente (review mais detalhada em breve). O projetor ainda é o ‘velhinho’ JVC DLA-X30 com lâmpada cansada (‘para quando um projetor 4K Gustavo?’ – Estou a tratar disso… vamos com calma)

O objetivo dos constantes upgrades que vamos fazendo é oferecer aos nosso clientes e curiosos uma experiencia única. Esperamos que nos visite para ficar com os cabelos em pé, dedos cravados no sofá ou pele de galinha (depende do filme).

 

Gustavo Rosa

Em demonstração: Manger P1

As Manger são pouco conhecidas no mercado portugues, mais habituado às revistas audiófilas escritas em ingles (inglesas ou americanas) e por vezes em frances. Passamos por isso ao lado de muitas ofertas do enorme e misterioso fabrico alemão.

A Manger Audio (lê-se ‘manguer’) desenvolveu o seu patentado transdutor Manger que consiste, muito resumidamente, num altifalante com rigidez variável, aumentando do centro para a extremidade, que permite reproduzir frequencias de 80Hz até 40KHz. Com um só altifalante, sem crossover no meio, consegue-se por isso reproduzir a maioria do espetro auditivo, sem descontinuidades no domínio temporal nem diferenças de timbre entre altifalantes diferentes (a maioria das colunas precisa de um tweeter feito de um material diferente dos restantes altifalantes, com características sónicas diferentes).

Todas as colunas Manger Audio são de duas vias, recorrendo apenas um woofer para as baixas frequencias e um simples crossover. O resultado é uma coluna particularmente boa ao nível da coerencia e precisão no domínio temporal. Em termos de interação com a sala, a Manger optou por caixas seladas, sem pórtico, desenhadas para estarem relativamente próximas da parede traseira (50-70cm). São por isso colunas mais ideais para ter em casa e não tanto para ter na sala de demonstrações da VilaSound, onde devido às suas dimensões, precisa de colocar as colunas bem longe da parede.

De facto, elas falhavam em energizar corretamente a sala, naquela posíção (1,20m da parede). Recuando as colunas para perto da parede traseira melhorava esse aspeto mas criava os habituais problemas comuns a todas as colunas nesta sala: severos cancelamentos e picos em modos ressonantes, e o palco espalmado.

 

No entanto, a VilaSound tem outra sala de demonstrações, habitualmente usada para o homecinema. Aqui, em geral, as colunas portam-se bem perto da parede e as Manger P1 não foram exceção. Apresentando-se completamente diferentes no contexto anterior, as P1 revelam os seus trunfos ao nível da integração das unidades. O facto de serem colunas de caixa selada significa que irão apelar aos audiófilos mais rigorosos ao nível da reprodução de graves e não tanto àqueles que procuram um pouco de “fogo de artifício” no seu som, com graves mais cavernosos e expansivos. De facto, procurando pelas passagens mais exigentes ao nível de frequencias baixas na minha coleção de música, as Manger P1 conseguiram um nível de articulação que nunca tinha ouvido, embora com um limite ao nível da extensão. Penso que em salas mais pequenas (25-40m2) eles poderão mostrar-se bem mais equilibradas nesse aspeto do que aqui.

Neste caso em particular, graças ao alucinante SVS SB16-ULTRA, podemos adicionar o “fogo de artifício” à descrição.

 

 

Especificações:

Coluna de chão 2 vias com crossover a 360Hz
Frequencia de resposta: 40Hz-40KHz
Sensibilidade: 89dB (1W/1m)
MAX SPL: 106dB em pico
Potencia recomendada: 50-200W
Impedancia nominal: 4ohm
Terminais WBT NextGen
Acabamentos mate com qualquer cor RAL ou lacados em alto brilho
Dimensões: 1139 x 270 x 214 mm (A x L x P)
Peso: 28kg/un
PVP: 8930€

 

 

 

 

 

 

 

Allocacoc PowerCube Original USB

Cada vez mais existem dispositivos (gadgets) alimentados por USB 5V. Muitos deles agora nem vêm acompanhados com fonte de alimentação, obrigando o consumidor a comprar uma ou usar uma já existente em casa (tipicamente o carregador do telemóvel).

A Allocacoc tem várias opções para multiplicar o número de tomadas de corrente elétrica. Uma das mais interessantes é sem dúvida o PowerCube Original USB, contendo 4 tomadas Schuko (220V) e duas portas USB com capacidade de alimentar ou carregar em simultaneo dois dispositivos a 5V com 2.1 Amperes. Significa que pode carregar duas vezes mais rápido do que um carregador normal (+/-1A de output).

Tudo isto concentrado num pequeno cubo ocupando pouquíssimo espaço. Os cubos podem ser ampliados usando a sua capacidade modular, conectando um ou mais cubos aos existentes.

Disponível em stock na VilaSound, Som & Imagem com um PVP de 19€/un.

 

 

 

Review: Audiovector QR3

Em demonstração temos as novas Audiovector QR3, que tanto têm dado que falar na imprensa audiófila internacional.

Fora da caixa, as QR3 são bem vistosas. Um acabamento em lacado alto-brilho (aka preto piano ou high gloss) de boa qualidade, altifalantes proprietários Audiovector com alumínio maquinado a fixar à caixa e o tweeter dourado são bastante impressionantes logo à primeira vista.

Em relação ao tweeter de fita, não é nada comum vê-lo em colunas destes patamares de preços (QR3 – 1800€ PVP e QR1 1000€ PVP) e por uma boa razão: um tweeter de fita barato ou mal implementado tem tendencia para ser simbilante e agressivo. Aqui, a Audiovector promete domesticá-lo graças à sua tecnologia S-Stop Filter.

A tocar com o GamuT Di150LE, as QR3 mostraram-se extremamente detalhadas e musicais mas havia qualquer coisa que não nos deixava desfrutar a música. Elas pareciam nervosas/edgy. Trocando para o Naim XS2, mostraram-se bem diferentes, ficaram mais encorpadas, especialmente impressionantes a baixo volume. No entanto, quando aumentávamos o volume elas pareciam não gostar nada, gradualmente baralhando o palco sonoro e mostrando desconforto (distorção?) à medida que se subia o volume.

Até que, recorri ao fiel Synthesis Roma 753AC e não quis trocar mais. Foi como se as núvens abrissem e do ceu se ouvisse um ‘aaaahhh’ celestial. O detalhe do GamuT, o corpo do Naim, mas com mais fluidez e suavidade e muito, muito rock n’ roll. Ou seja, agora podia ouvir a baixo volume mas também a alto, ou altíssimo volume, sem que elas se queixassem. Ligando por cabo coaxial digital um simples Bluesound Node 2 a um iFi Micro iDSD, podemos ouvir qualquer música no Tidal que o sistema responde com uma fluidez, dinamica, corpo e alma, mantendo-nos fixados na música mas sem cansaço e sem as tais assustadoras simbilancias dos tweeters de fita. O grave é muito extenso, articulado e musical, especialmente considerando o seu tamanho, apenas não têm tanto “punch” como por exemplo umas Monitor Audio Silver S8.

As QR3 estão altamente recomendadas mas têm de ser bem casadas. Independentemente da qualidade do amplificador – tanto o GamuT Di150 como o Naim XS2 são excelentes amplificadores – há soluções que podem ser mais ou menos compatíveis e há seguramente soluções que permitem que o todo seja superior à soma das partes.

O sistema Synthesis Roma 753AC + Audiovector QR3 pode não ser considerado um sistema high-end mas quando toca faz-nos esquecer os sistemas high-end e já ouvi muitos que não dão o mesmo prazer. Diria que estes dois componentes juntos deviam custar o dobro ou o triplo para aquilo que tocam.

 

Especificações:

Crossover: 2.5 vias (400 Hz / 3 kHz)
Pórtico: down-firing slot
Sensibilidade: 90dB (1W/1m)
Impedancia nominal: 4-8ohm
Frequencia de resposta (-6dB): 30Hz-45KHz
Dimensões: 94 x 19 x 23
Peso: 15kg/un

PVP: 1800€

 

 

 

Review: AVID DIVA II SP

A VilaSound, Som & Imagem orgulha-se de ter permanentemente em demonstração um giradiscos AVID DIVA II SP.

AVID DIVA II SP c/ Project 9CC e Benz Micro ACE SL

 

De todos os giradiscos do mercado, e a oferta é imensa, escolhemos os AVID por diversas razões.

Em primeiro lugar… porque tocam bem.

Em segundo lugar pela integridade na filosofia. A AVID desenvolveu durante muito tempo a sua filosofia para os seus designs e manteve os seus princípios ao longo dos seus 20 anos de existencia, fazendo melhoramentos ao longo dos anos. Todos os seus produtos são um trickle down da tecnologia topo de gama. Ou seja, depois do extenuante desenvolvimento do AVID Acutus, os restantes modelos foram desenvolvidos eliminando/modificando diversas partes do Acutus com o objetivo de baixar o custo, mantendo o design nuclear.

Subprato/Rolamento

Clamp

Em terceiro lugar pela tecnologia. O design técnico AVID tem como objetivo remover as vibrações do disco permitindo uma leitura ótima por parte da agulha. Usando uma analogia com o tiro ao alvo, por muito bom que seja o atirador (agulha), se ele estiver em cima de uma plataforma (giradiscos+braço) que esteja em constante oscilação irá ter dificuldade em acertar no alvo. Quanto maior for a oscilação ou vibração maior o erro. As vibrações são produzidas pelos motores dos giradiscos, pelo funcionamento dos equipamentos, transmitidas pelo móvel e pelos altifalantes das colunas fazendo vibrar toda a casa e por sua vez também o giradiscos.

Uma das abordagens para remoção de vibração é de aumento de massa do giradiscos e do prato mas isso por si só não resolve o problema pois durante a reprodução de música facilmente detetamos a vibração em paredes estruturais do prédio, que têm uma massa superior à de qualquer giradiscos (em várias ordens de grandeza).

A AVID assume que é impossível isolar o prato e o disco de vibrações e dedicam-se a remove-las em vez de apenas isolar. Os giradiscos seguem o princípio que as vibrações serão canalizadas das superfícies menos rígidas para as mais rígidas. Para isso acopulam de forma eficiente o disco a componentes rígidos que por sua vez estão acopulados a componentes que absorvem vibração, convertendo em calor ou em movimento oscilatório vertical de baixa frequencia. Tudo começa no clamp de alta qualidade, pesando quase 1kg, tem uma rosca em alumínio maquinado que prende o disco ao suporte de latão do rolamento (bearing), que é ao mesmo tempo o sub-prato. O tapete em cortiça+borracha funciona como um desamparalhemento mecanico criando um “ponto-terra” para conduzir as vibrações para o clamp+rolamento. Sem um clamp, não há um dispositivo que impeça a vibração do disco mesmo pousado num prato completamente inerte.

O rolamento (subprato) é acoplado à pressão no prato de alumínio maciço (6.3kg). O rolamento encaixa na perfeição no prato, sem qualquer folga, vendo-se bem a qualidade da maquinação CNC.

Interior da suspensão

No interior do suprato encontra-se uma safira que pousa sobre uma esfera de tungsténio no veio do chassis. A esfera impede que o prato adopte um movimento elíptico quando puxado pela correia. Assim, o movimento é sempre completamente circular acentando o prato num ponto tangencial, de baixo atrito.

O chassis é contruído em alumínio de densidade variável, com rigidez exceptional, tendo o mesmo objetivo de canalizar vibrações para longe do disco. O chassis assenta tres pontos que, no caso do DIVA II SP, o amortecimento está a cargo de bases largas de um elastómero em 3 camadas feito com soborbotano de alta qualidade.

Muitas empresas adoptam os motores de baixo binário assíncrono com a voltagem da rede elétrica. Aqui a abordagem é diferente. O motor de 24V é síncrono com a corrente alternada e tem um binário excecionalmente alto. Em conjunto com a fonte de alimentação DSP (Digital Signal Processor) o prato roda a uma velocidade de rotação constante – fator extremamente importante por vezes ignorado. O motor é tão forte que o prato atinge a velocidade ótima antes de terminar a primeira rotação.

 

 

 

 

 

O motor está fisicamente separado do chassis, impedindo qualquer transmissão de vibração, e faz rodar o prato através de duas correias.

 

A qualidade da maquinação CNC do pesado prato em alumínio maciço. As linhas exteriores e cone interior para encaixe no rolamento não apresentam qualquer defeito.

Em quarto lugar pela qualidade de construção. A AVID produz tudo in house com acesso à tecnologia mais sofisticada (e cara). Os componentes principais são construídos com materiais de alta qualidade como e alumínio aerospace-grade, com recurso a maquinação CNC.

A qualidade de construção, ao inspecionar minuciosamente cada componente, é irrepreensível. A AVID chega a realizar trabalhos de engenharia/maquinação para outras empresas, não relacionadas com o audio.

 

 

 

 

 

 

 

O SOM

O AVID DIVA II SP pertence às linhas mais acessíveis da AVID mas apresenta uma relação qualidade-preço excelente graças à adopção de toda a tecnologia proviniente do desenvolvimento do Acutus. Enquanto a agulha toca no disco sentimos como que uma pressão convulsiva de bater o pé ou abanar a cabeça – alguma parte do corpo – de forma a acompanhar a música.  Em One More Coffee de Bob Dylan, album Desire, mesmo com o seus ritmos desconcertados e vozes desconcertantes não conseguímos evitar de bater o pé ao som da bateria e baixo. A meio do School de Supertramp, album Crime of The Century, antes do crescendo, sentimos toda a antecipação, suspense e ritmo, mesmo sem instrumentos praticamente a tocar.

Braço Pro-Ject 9CC c/ Micro Benz ACE S

Graças à estabilidade da leitura, a excelente Micro Benz ACE S consegue extrair uma quantidade de informação que nos inunda, desde as vozes (várias) das crianças em School, lá ao fundo, nítidas, como toda a banda em full crescendo com volume bem alto sem qualquer saturação nem colapso de palco. O aumento de volume não parece ter nunca um impacto negativo na reprodução, mesmo com um grave que faz abanar o sofá.

Com este conjunto não temos um som “do vinil” que muitas vezes se associa ao vinilo. Temos sim uma reprodução das gravações analógicas como elas merecem: vivas, dinamicas, musicalmente viciantes e com um palco amplo com os instrumentos e vozes bem localizadas e separadas. Desde que vindas de um master analógico, o sistema devolve a vida ao artistas mesmo que a gravação não seja audiófila ou tenha sido produzida de forma rudimentar (alguns discos mais recentes são prensados usando uma conversão de um master digital – não é a mesma coisa).

 

ESPECIFICAÇÕES

Drive: Dupla correia com velocidade ajustável (33.3 e 45rpm)
Prato: Alumínio maciço com tapete em borracha/cortiça (6.3kg)
Subprato: Aço inoxidável com fixação para o clamp em latão e safira para contacto com o veio
Veio: Aço inoxidável
Ponto de contacto: Safira em rotação sobre esfera em tungsténio
Suspensão: 3 pontos com 3 camadas de elastómero
Motor: 24v 12mNm AC-síncrono
Fonte de alimentação: Analógica com controlo de velocidade DSP
Braço: Pro-ject 9CC (vem preparado em série para SME mas adaptado para qualquer braço)
Célula: Benz Micro ACE SL

PVP do conjunto: 4900€