Férias: Encerrados de 1 a 15 de Agosto e horário reduzido

Informamos que estaremos encerrados durante os dias 1-15 de Agosto.

Nos dias 16-31 de Agosto estaremos abertos apenas durante a tarde, das 14:30 às 19:00.

 

Desejamos um bom verão e até breve com mais novidades, como sempre.

Gustavo Rosa

 

 

 

Em demonstração: Simaudio Moon 600i v2

Sempre que ouvi um sistema com eletrónica Simaudio Moon achei que havia ali algo especial. Uma coisa é ouvir num audioshow ou numa loja, numa audição isolada, outra é ouvir aqui na minha sala, com os componentes que conheço bem e poder comparar com outras referencias. O distribuidor da Simaudio para Portugal (e Espanha) finalmente me emprestou um Moon 600i v2 que tanto queria experimentar aqui. As expectativas eram muito elevadas conhecendo o que conheço da Simaudio. Para além disso, o preço (PVP: 6999€) não sendo exatamente barato situa-se bem abaixo de muitas soluções com as quais eu suspeitava que o 600i v2 se conseguia bater.

Setup com transporte Cambridge CXC e Bluesound Node 2 a alimentar o DAC HEGEL HD30

Apesar das expectativas elevadas, o 600i v2 superou-as. Por onde começar?

Tirando da caixa, bem acondicionado, o Moon 600i v2 é um aparelho que demonstra imediatamente uma qualidade de construção excelente. Sente-se bem compacto, pesado, sem nada que torça ou chocalhe. A Simaudio pinta de preto o chassis com uma tinta que alega diminuir a ressonancia e certamente assim parece considerando a sensação inerte que o Moon transmite. Os paineis lateriais e botão de volume em alumínio escovado e botões cinzentos ficam a matar, esteticamente falando, na minha modesta opinião. Atrás, as fichas parecem acima do “básico” que se observam na maioria das vezes e por baixo os pés permitem nivelação. O chassis é tão rígido que mesmo com os seus 21kg não se observa qualquer torção e por isso a nivelação dos pés é importante de modo a que assentem os quatro.

O Moon 600i v2 é um full dual-mono , com dois transformadores toroídais de grandes dimensões construídos sobre especificações precisas para grande eficiencia

Pormenor dos pés do amplificador

e baixo ruído, um para cada canal. O circuito opera sem retroalimentação global para, supostamente eliminar erros de fase, impedir interações com o retorno do sinal das colunas e eliminar a distorção intermodular transiente, que a Simaudio alega ser bem mais nefasta do que a distorção harmónica. Debita 2x125W a 8ohm e 2x250W a 4ohm. A Simaudio tende a ser bem conservadora nas especificações de potência.

O controlo de volume do Moon 600i V2 (e de toda a linha Evolution, bem como o amplificador de auscultadores 430HA) é muito elaborado e evoluído chamado M-eVOL2, proprietário da Simaudio. Ao rodar o botão do volume, estamos a ativar um mecanismo ótico que controla/seleciona resistencias diferentes e não degrada o sinal conforme o volume. Ou seja, a resolução é a mesma a qualquer volume. Como não existem partes móveis, o tempo de vida deste mecanismo é praticamente infinito.

As entradas de linha podem ser configuradas em bypass (para homecinema por exemplo) e podem ser ajustadas individualmente para diferentes sensibilidades de modo a se adaptarem a qualquer fonte e volume. As placas de circuito impresso levam quatro camadas e as pistas são feitas em cobre puro para melhor resolução e relação sinal/ruído. Tudo Made in Canada.

Por fim, a Simaudio oferece 10 anos de garantia (sim… 10 anos)!

OK, já sei… Como toca?

Estupidamente bem. É um dos raros amplificadores capaz de ser musical, respeitar os silêncios da música, as interpretações dos artistas, as subtilezas e micro dinâmicas e ao mesmo tempo capaz também de tocar a volumes extremamente altos com compostura e grave profundo e controlado. As colunas conseguem ir “buscar” frequencias baixas que eu não sabia que conseguiam. A faixa de “Makes Us Stronger” de Ghost Rider transforma a nossa sala de audições numa autentica rave party como se tivéssemos 20 colunas PA de cada lado excepto com controlo e pureza. De seguida colocamos “Just a Dream on My Mind” de Count Basie (album “Kansas City Shout” – recomendo) e parece que temos o Eddie “Cleanhead” Vinson a cantar à nossa frente, pausadamente, com a sua voz roca. O piano de Count Basie e contrabaixo a tocar em perfeita harmonia.

Os seus 2x125W parecem ser bem conservadores considerando que ainda não consegui chegar ao seu limite de potencia, mesmo usando as Dynaudio Focus 340 que conseguem consumir enormes quantidades de energia. Já agora, não é por acaso que a Dynaudio utiliza muito a eletrónica Simaudio nas suas demonstrações em feiras pois a sinergia é excelente, embora penso que os Simaudio não tenham “problemas com casamentos”.

Altamente recomendado.

 

Especificações:

2x125W (8ohm), 2x250W (4ohm) Classe A/B
5W classe A
Sensibilidade de entrada: 490mV – 6.0V RMS
Inputs: 4x RCA, 1x XLR
Ganho: 37dB
Frequencia de resposta: 10Hz – 100kHz +0/-0.1dB
Crosstalk @ 1kHz -100dB
THD (20Hz – 20kHz @ 125 watts): 0.04%
Dimensões: 47,6 x 10,2 x 46,0 cm
Peso: 21kg
PVP: 6999€

 

Gustavo Rosa

Review: Oppo UDP-203 vs Cambridge Audio CXUHD

A Oppo anunciou recentemente a sua saída do mercado dos leitores Blu-Ray/Universais, terminando um longo reinado no topo do segment. No entanto, a Cambridge Audio tem desde há muito tempo um leitor de Blu-Ray que usa a mesma tecnologia, pois são feitos na mesma fábrica e com as mesmas peças, com algumas diferenças e alterações.
Na VilaSound, Som & Imagem tivémos o Oppo UDP-203 em demonstração durante algum tempo com muito sucesso e dada a descontinuação dos modelos Oppo optámos por passar a ter o Cambridge Audio CXUHD. Neste processo de transição pude finalmente fazer um frente-a-frente entre os dois. Estará o Cambridge à altura?

Olhando para o exterior constatamos as semelhanças óbvias tendo o Oppo uma entrada USB à frente e saídas analógicas 7.1 atrás. Sabendo que custa menos 50€ do que o Cambridge Audio, o Oppo UDP-203 parece ser a melhor opção.

No que diz respeito à performance, as diferenças são maiores do que esperava.  Na imagem, o CXUHD parece ter uma imagem mais limpa e viva. Consegue fazer com que a imagem salte mais do ecrã do que o Oppo. Com filmes com muito grão, como o 007 – Quantum of Solace, o CXUHD define melhor o grão enquanto que o UDP-203 torna-o mais difuso transferindo a sensação que a imagem tem um fino véu na frente. As diferenças não são gigantes mas nos meus testes são perceptíveis e com o CXUHD em vantagem.

No áudio, as diferenças foram maiores. Mais uma vez o Cambridge CXUHD saindo vencedor, conseguindo uma separação bem melhor. O palco sonoro torna-se maior crescendo em altura e em largura parecendo menos confinado às colunas. Em cenas de ação mais complexas conseguímos distinguir por exemplo a banda sonora de forma bem mais separada e nítida. No genérico de Quantum of Solace, a Alicia Keys e o Jack White tornam-se mais presentes e surpreendentemente o grave torna-se mais coeso havendo menos descontinuidade entre subwoofer e colunas. As diferenças entre os leitores, na minha opinião, são comparáveis à troca por um leitor de uma gama acima.

Testei a saída audio em bitstream e PCM e pareceu-me conseguir melhor qualidade com a saída PCM, ficando assim a conversão Dolby/DTS para PCM a cargo do leitor de Blu-ray em vez do receiver.

O Cambridge CXUHD é assim uma agradável surpresa. Não só podemos contar com ele para subsituir o Oppo como também para o melhorar – irá continuar na nossa sala de demonstrações.

 

Cambridge Audio CXUHD – Especificações:

Leitor Universal (Blu-ray UHD/4K, SACD, DVD-Audio, CD – Dolby Vision, HDR)
Duas entradas USB 3.0, Entrada HDMI 2.0, Duas saídas HDMI. Wi-Fi, Ethernet.
Ficheiros de video suportados: MPEG4 HD, AVC, VC-1, XVID, AVI, AVC, MKV (4.1), DAT, VOB, WMV, M2TS, M2T, M4V, QuickTime.
Ficheiros de audio suportados: AAC, WMA, MP3, APE, Ogg Vorbis, FLAC (24/192), WAV
PVP: 898€

Em demonstração: Passlabs INT-60

Temos orgulhosamente em demonstração o Passlabs INT-60. O mais recente amplificador integrado a sair do laboratório de Nelson Pass é uma continuação e um valente upgrade das gerações anteriores (o INT-30 e o INT-150), e é o irmão mais novo do INT-250. Esteticamente, aos meus olhos, o INT-60 é maravilhoso, e com o seu enorme tamanho e peso (42kg) não foi feito para ficar escondido no armário. Este amplificador é para ficar em destaque na sala para que os amigos perguntem quem é “aquele belo monstro”.

O INT-60 debita 2x60W a 8ohm que não parece muito mas, ligando a umas exigentes Dynaudio Focus 340 com 87dB (1W/1m), consegue pô-las a tocar a volumes altíssimos sem aparente esforço. Trabalha em classe A até aos 30W,  o que é muito pouco comum. A maioria dos amplificadores em classe A/B trabalham em pura classe A até 5-10W. Tem um PVP de 11000€.

Tanto o INT-60 como o INT-250 têm amontoado reviews e prémios atrás de reviews e prémios. No entanto, nunca gostei de nenhum equipamento apenas porque os outros dizem que é bom por isso, como toca?

Detalhe do interior do INT-60

O INT-60 não foi amor à primeira vista. Qualquer amplificador high-end que entra aqui na loja é forçado a se comparar com o GamuT Di150, o que é uma tarefa sempre complicada. O GamuT, entretanto descontinuado (espera-se um novo modelo em… 2019), apresenta um fundo ultra-silencioso e é capaz de uma dinamica aparentemente superior aos meus ouvidos. O GamuT parece ser um amplificador melhor e se calhar até  é, se olharmos para algumas medições em laboratório. Quando começamos a ouvir boas interpretações musicais, com bons artistas, e paramos de ouvir sons, constatamos que o Passlabs é um amplificador soberbo. Grygory Sokolov é um dos melhores pianistas da atualidade e as suas interpretações de Chopin e Mozart (The Salzburg Recital) são excelentes testes para um sistema, e boa música para se desfrutar. Com o Passlabs, o Sokolov parece estar a tocar à nossa frente, sentímo-lo a respirar, a levantar a mão e fazer pequenos compassos de espera para martelar a tecla do piano. A música, cheia de suspense, parece por vezes parar no tempo colando-nos à cadeira antecipando cada nota. Com o GamuT, que sempre considerei excecional nesse aspeto, parece lento e inexpressivo por comparação.

Com rock, o Passlabs confere o que alguns chamam “groove”, outros chamam “balanço”, ritmo ou PRAT. Sentimos aquela ‘necessidade’ de abanar a cabeça ou bater o pé ao ritmo da música. Continuo a achar que o GamuT Di150 é um amplificador excecional e uma referencia, e será possivelmente mais adequado para certas colunas e certos gostos, mas o Passlabs INT-60 permite ouvir a excelencia das interpretações como nenhum outro amplificador que tenha testado neste nível de preços. Já dizia Miles Davis “Anybody can play. The note is only 20 percent. The attitude of the motherfucker who plays it is 80%”. Digamos que o Passlabs INT-60 não destroi essa “atitude”.

 

Gustavo Rosa

Em demonstração: MBL Corona e MBL 126

Em antecipação das Ajasom Sessions, nos dias 1 e 2 de Junho no Hotel Sheraton – Porto, temos em demonstração o sistema MBL da linha Corona. A MBL é Made in Germany e recusa-se a ser “só mais um” fabricante de alta fidelidade, criando uma forma única de reprodução audio.

O sistema é constituído pelo leitor de MBL CD31, amplificador integrado MBL C51 e colunas MBL 126.

O MBL CD31 é um leitor de CD e DAC, permitindo receber sinal digital e converte-lo em analógico com alta qualidade, através do DAC derivado da linha Reference.

Especificações: DAC 24bit Multibit Sigma-Delta, saídas RCA 2V e XLR 4V. Entradas digitais ótica, coaxial e USB assíncrona. Isolamento galvânico. PVP: 7300€

 

 

O MBL C51 é um amplificador integrado que usa uma tecnologia proprietária da MBL chamada LASA. Segundo a MBL o amplificador usa uma fonte de alimentação ultralinear e sobredimensionada, com um estágio saída comutado, sempre preservando a integridade do sinal analógico.

Especificações: 2x180W (8ohm), 2x300W (4ohm), 2x400W (2ohm). Relação sinal/ruído: 122db (@300W/4ohm). PVP: 8800€

 

As pequenas MBL126 trazem consigo todo o know-how único da MBL. Duas únidades radiais reproduzem médios e agudos de forma omnidireccional, conseguindo uma extraordinária recriação tridimensional do palco sonoro. A reprodução das frequencias baixas fica a cargo de dois woofers em push-pull.

Antes ou depois do evento da Ajasom no Sheraton tem a oportunidade de conhecer o superlativo sistema MBL aqui na VilaSound, Som & Imagem.

 

 

 

 

 

 

Fechados de 10-12 de Maio – HIGH END MUNICH 2018

Vou estar em Munique nos dias 10-12 de Maio para visitar o HIGH END MUNICH 2018, a maior feira de alta fidelidade na Europa. Como tal, excecionalmente, estaremos encerrados nos dias 10, 11 e 12 de Maio (quinta-feira até Sábado inclusivé).

O HIGH END MUNICH 2018 conta com cententas de expositores ligados à alta fidelidade, mostrando todo o tipo de artigos desde giradiscos e auscultadores até paineis acústicos e cadeiras audiófilas.

 

 

Review: Pro-Ject RPM3 Carbon

O Pro-Ject RPM3 Carbon foi vencedor do prémio EISA em 2015-2016 e recebeu o Red Dot Award em 2016. Está longe de ser um segredo bem guardado mas ainda assim é normalmente preterido face aos giradiscos Pro-Ject de design tradicional como os Debut ou os Classic, e também face aos REGA. O seu aspeto menos tradicional tem uma razão de ser ao nível técnico. Digamos que a forma segue a função e na minha opinião oferece uma tecnologia superior ao que se habitualmente encontra nesta gama de preços.

No excelente vídeo de uns colegas americanos da Audio Advice, é possível visualizar as diferenças técnicas entre os Pro-Ject Debut Carbon, Debut Carbon Esprit e RPM3 Carbon de forma bastante clara.

 

Ao contrário de muitos giradiscos nesta gama de preços, o RPM3 Carbon não vem com tapete de feltro mas sim com uma base de vinilo reciclado em cima do prato de MDF. Esta característica permite acoplar o disco ao prato de forma a reduzir a vibração do mesmo. A maior parte das vibrações vêm das colunas de som e nada impede que o disco vibre se ele estiver assente num tapete de feltro.

O prato do RPM3 Carbon assenta num veio invertido em aço com um rolamento em cerâmica. Este design permite obter um ponto de contacto muito pequeno fazendo com que o prato rode livremente com o mínimo de atrito e com baixo nível de rumble (movimento elítico do prato). Os AVID também usam este método, embora de forma mais sofisticada.

Outra excelente característica do RPM3 Carbon é o completo desacoplamento do motor, mantendo-o na mesma ‘arrumado’ no chassis. O motor AC de alta precisão oferece uma rotação estável e precisa. Podemos encostar um dedo na caixa do motor e constatar o quanto vibra. Felizmente, o chassis não recebe essa vibração.

O braço Pro-Ject de 10″ em alumínio/fibra de carbono em forma de S é muito elegante e com anti-skating magnético que admito me agradar mais do que o habitual na Pro-Ject com o peso pendurado no fio de nylon.

Como toca? Na minha opinião, bem acima do que o seu preço poderia antecipar. Tem uma segurança no grave, uma autoridade, punch e ritmo excelentes, só possíveis com um bom design tecnológico. Faz-nos bater o pé a partir dos primeiros segundos de reprodução.

Ainda não recebi o Pro-Ject Clamp It, que será provavelmente um lógico upgrade com o objetivo de melhorar o acomplamento do disco ao prato, também à semelhança dos AVID. Normalmente, os giradiscos não são compatíveis com clamps e pucks porque os veios, chumaceiras e motores não estão preparados para lidar com esse peso extra. No o RPM3 Carbon esse peso adicional não é um problema, graças ao seu veio ultra rígido e de baixa fricção.

O RPM3 Carbon pode ser comprado sem célula ou com a Ortofon 2M-Silver (muito semelhante à Ortofon 2M-RED) por apenas mais 49€. Altamente recomendado!

 

Especificações técnicas

Precision belt drive using free-standing synchronous motor
Central mass point optimizes vibrancy behaviour
Ultra precision DC-driven AC generator motor power
Inverted platter bearing with ceramic ball
Platter made from MDF using vinyl mat
10” S-shaped tonearm made from carbon, aluminium, resin utilising special heat and pressure treatments
Magnetic antiskating
Counterweight with TPE damping
Available with or without Ortofon 2M Silver cartridge
3 high-gloss colours (black, red, white)
Lid available as an option
PVP: 650€ s/ célula
PVP: 699€ c/ Ortofon 2M-Silver

Novidades: Dali Epicon 6 e Dayens Ecstasy III


Acabadinhas de chegar as Dali Epicon 6 já tocam. Graças às 10 (!) camadas de verniz de alto brilho e folha de madeira ‘Ruby Macassar’, as Epicon 6 são lindas e feitas para durar.

A Epicon é a linha topo de gama da Dali e por isso conta com todos os avanços tecnológicos da marca. A caixa é feita com várias camadas de MDF pressionados para uma construção ultra-rígida, construção in-house de todos os altifalantes, incluindo a proprietária tecnologia SMC (Soft Magnetic Compound) e o famoso ‘tweeter híbrido’ constituído por uma secção de fita e outra de cúpula de seda.

 

Especificações:

Frequencia de resposta (-3dB): 35Hz-30KHz
Impedancia nominal: 5ohm
Potencia admissível: 50-300W
Dimensões: 1062 x 320x 459mm
Peso 30kg/un
PVP: 9499€

 

 

Também disponível para audição, embora não necessariamente relacionado com as Epicon 6, temos o Dayens Ecstasy III. A Dayens tem crescido imenso em popularidade graças a evidente qualidade de construção e de peças envolvidas na construção, com um preço acessível. Ecstasy III pretende ser um tomba-gigantes, e é de facto muito impressionante, tal como o Menuetto já nos tinha impressionado. O Ecstasy III não tem pré-phono, DAC, streamer, bluetooth, saída para auscultadores. Apenas componentes destinados a nos dar a melhor qualidade de som possível.

Especificações:

Amplificador Stereo Integrado classe A/B
2x100W (8ohm) e 2x150W (4ohm)
Controlador de volume ALPS
Condensadores Mundorf MCap e MLytic
PVP: 1790€

 

Em demonstração: AVID DIVA II SP vs REGA PL6 vs REGA PL2

À semelhança do que a AVID faz com o GBB (Good Better Best), apresentamos a nossa própria versão (mais em conta) de um GBB. Durante cerca de 10 dias iremos ter em demonstração 3 giradiscos de preços bem diferentes para comparativo. Convidamos clientes e também apenas curiosos para experimentar a diferença entre giradiscos de entrada de gama, gama média e gama alta.

O AVID DIVA II SP está equipado com braço Pro-Ject 9CC Evolution e célula Micro Benz ACE SL. O preço de venda a público (PVP) do conjunto é de 5130€.

 

 

 

 

 

O novo Rega Planar 6 vem equipado com o seu braço de origem, o Rega RB330 e com a célula Goldring Elite MC. O PVP do conjunto é de 1810€.

 

 

 

 

 

O novo Rega Planar 2 vem equipado também com o seu braço de origem, o Rega RB220 e com a célula Nagaoka MP-110. O PVP do conjunto é de 648€.

 

 

 

 

 

Todos os giradiscos são ligados, à vez, ao belíssimo Synthesis ROMA 79DC, que permite amplificar o sinal de células MM e MC, embora tenhamos também o Rega Fono MC (apenas aceita células MC). Não perca esta oportunidade.

 

Comparativo: STAX SR-007MK2, Audeze LCD-3 e Focal Elear

Audiovalve Solaris – Um dos melhores amplificadores de auscultadores do mundo.

Graças à Audiovalve, temos um amplificador que permite amplificar qualquer auscultador, STAX inclusivé. O Audiovalve Solaris permite ligar 2 auscultadores via jack 6mm, 1 via 4 pin balanceado e 1 STAX. Permite ainda ligar um par de colunas e fornecer até 12W por canal, graças a 4 válvulas 6GV18 por canal. O Solaris permite ainda usar os auscultadores em modo baixa impedancia (menos de 100ohm),  alta impedancia em modo OTL (Output Transformer Less) que, como o nome indica não utiliza transformadores à saída, e ainda o modo STAX com bias a 580VDC. O amplificador tem 5 entradas RCA line-level, 1 entrada Phono MM e 2 entradas XLR.

O Solaris permite assim amplificar auscultadores com impedancias de 3ohm até 145 000ohm (!), tornando-se assim não só uma referencia em termos de qualidade de reprodução como também de versatilidade e, neste caso, na ferramenta perfeita para comparar diferentes auscultadores.

Trata-se de uma construção dual mono com transpormadores Pikatron para os andares de saída e um toroidal para alimentação da etapa de pré amplificação. A Audiovalve, pelo Sr Helmut Becker, alega que o Solaris é linear do 15Hz até aos 100 000Hz! O bias das válvulas é ajustado de forma completamente automática.

 

Esta será das reviews mas difíceis de escrever até hoje. Quem já teve a oportunidade de testar auscultadores high-end poderá constatar que não existem auscultadores perfeitos. Quando oiço sistemas hi-fi com colunas, em geral, considero que o equilibrio tonal está quase sempre satisfatório ou muito bom e interessam-me avaliar características que considero mais difíceis ou que mais frequentemente falham: transparencia, dinamica, sensação 3D, precisão temporal, ritmo e impacto. Nos auscultadores acabo por avaliar muitas vezes “à moda antiga”: graves, médios e agudos. É muito frequente observar auscultadores com desiquilíbrios tonais pronunciados, mesmo em faixas de preços que não deixavam adivinhar tal defeito.

Os tres auscultadores em análise utilizam metodos de transdução muito diferentes. Os Focal Elear são auscultadores eletrodinamicos: utilizam um altifalante com movimento pistonico, semelhante a uma coluna de som monovia. Os Audeze LCD-3 são auscultadores planar magnéticos: filas de magnetos criam um campo magnético que faz vibrar uma fina membrana de mylar. Os STAX SR-007MK2 são eletroestáticos, utilizando a eletricidade estática criada numa rede metálica para excitar um fino diafragma. Poderão examinar melhor as diferenças visitando estes sites: 1, 2 e 3.

Os Focal Elear são substancialmente mais baratos (PVP: 990€) do que os Audeze LCD-3 (PVP: 2259€) e do que os STAX SR-007 MK2 (PVP: 2600€) mas foram incluídos neste comparativo por achar que são bons representantes da vanguarda dos auscultadores eletrodinamicos e a um preço acessível. Em vez de caracterizar cada auscultador talvez seja mais fácil descrever como tocam diferentes músicas.

Stevie Ray Vaughan – Tin Pan Alley (Album: Couldn’t Stan the Weather)

Esta é uma faixa muito completa, com um grave profundo, agudos impactantes (com o puxar da corda violentamente) e nota artística elevada. Com os Stax SR-007, o Stevie toca magistralmente. Quase que o sentimos a respirar, a música parece até parar em pequenos momentos. O palco sonoro forma-se em torno da cabeça, como se fosse uma núvem, em vez de vir apenas dos auscultadores. O grave do baixo é muito musical e apesar de ter uma extensão limitada, é rico e não é monotónico.

Com os Audeze LCD-3, temos imediatamente um incremento grande na extensão do grave. Temos também mais impacto nas cordas. Em comparação com os STAX, o palco está mais confinado aos auscultadores e temos um som mais “preso”. O detalhe e a rapidez são formidáveis embora não exatamente ao nível dos STAX. É fácil caracterizar os Audeze como mais dinamicos do que os STAX mas eu tenho algumas dúvidas. Se fizermos uma analogia com a imagem, a dinamica seria análoga ao contraste e o impacto análogo ao brilho/luz. Se tivermos mais luz na imagem não temos necessáriamente mais contraste. Os STAX parecem ter mais silencio, mas não têm tanto impacto. Ambos auscultadores permitem ouvir a níveis de SPL absurdos tal o nível baixo de distorção.

Os Focal Elear são por comparação mais limitados na largura de banda. A extensão no grave fica perto dos Audeze, e superior aos STAX, mas abaixo de ambos em extenção de frequencias altas. O som não é tão harmonioso e tem tendencia a endurecer a volumes mais altos.

 

Dee Dee Bridgewater – Slow Boat to China (Album: Live at Yoshi’s)

Esta faixa não é particularmente musical para mim mas graças à dinamica avassaladora permite testar várias características de auscultadores (e colunas).
Aqui a diferença de impacto entre os Stax e os restantes é bem notória. Sendo os Stax bastante limitados nesse aspeto (mas ajudam bastante a ouvir a faixa pois a pandeireta a bater nos ouvidos não é especialmente agradável). Com os Audeze em especial, a pandeireta parece estar a bater dentro dos ouvidos de forma assustadora, especialmente considerando que podemos aumentar o volume sem sentir o endurecimento (mas podemos ficar surdos).

 

Leonard Cohen – Famous Blue Raincoat (Album: The Essential)

Nesta faixa os STAX SR-007 sobressaem relativamente aos restantes. A sua capacidade de transmitir a melancolia do Leonard, a separação dos instrumentos e vozes é incrível. A certo ponto, quando entra o coro, temos a sensação que temos de facto uma senhora a sussurar em cada ouvido. Tanto com os Focal como com os Audeze, a apresentação é mais densa e mais localizada, fazendo perder um pouco a magia que se ouve com os STAX.

 

 

Arctic Monkeys – Are You Mine (Album:  AM)

Com hard rock / heavy metal, penso que será muito subjetivo. A mim agradou-me a forma como os STAX permitem separar o melhor possível a “confusão” da massa sonora e permitir uma audição vibrante e musical, sem causar cansaço. Quem preferir uma experiencia mais impactante irá preferir os Audeze ou os Focal.

 

 

 

Liam Payne – Strip That Down

Esta faixa tem um grave profundo, que precisa de um subwoofer num sistema com colunas, para se conhecer verdadeiramente. Os Audeze aqui são os grandes vencedores e os STAX incapazes de “chegar lá abaixo”, ficando os Focal mais perto dos Audeze do que dos STAX.

Na verdade, o verdadeiro vencedor da extensão do grave nesta música foram os Meze 99 Classics que, por apenas 309€, podem muito bem ser a opção ideal para quem ouve mais este tipo de música.

 

Conclusões

STAX SR-007MK2

Os SR-007MK2 são muito leves e extremamente confortáveis. São diferentes de tudo o que já experimentei. A experencia de ouvir música com eles é muitas vezes caracterizada de éterea (em reviews profissionais e de utilizadores). Tenho de concordar. A sua construção leve e “solta” combina bem com a sua apresentação sónica e por vezes faz-nos esquecer que estamos a ouvir música com auscultadores. A música ‘aparece’ de uma esfera imaginária à volta da cabeça. São extremamente rápidos, permitindo ouvir detalhes que nunca tínhamos ouvido e especialmente o silencio entre notas. Dão um insight formidável às capacidades artísticas e interpretativas dos músicos. Tonalmente são extremamente equilibrados dos 60-80Hz para cima (estimativa!), sendo mais limitados do que a maioria dos auscultadores na extensão do grave. São auscultadores que permitem ouvir horas a fio pois apresentam baixíssima distorção e não parecem cansar minimamente.

Audeze LCD-3

Os Audeze são bem mais pesados do que a maioria dos auscultadores que já testei. A sua colocação na cabeça sente-se. Se se tornam desconfortáveis ao fim de algum tempo é algo que ainda falta testar. No entanto, as suas almofadas de pele assentam muito bem à volta da orelha e oferecem conforto e ‘aconchego’. Não tendo a ‘magia’ dos eletroestáticos, conseguem ser auscultadores mais perfeitos. Têm uma largura de banda enorme, com um grave bem profundo e agudos bem altos. Tonalmente diria que têm um pouco de ênfase na gama média-baixa tornando os um pouco mais ‘escuros’. O som é por isso detalhado e rápido como poucos auscultadores dinamicos conseguem fazer (nenhum que eu tenha experimentado) mas impactante, encorpado e com um registo de frequencias baixas ao nível dos melhores. Se os STAX apresentam um som etéreo, os Audeze apresentam um som bem mais denso.

Focal Elear

Até aqui talvez tenham ficado com uma sensação negativa em relação aos Focal Elear. Comparando com os STAX e Audeze eles ficam abaixo em todos os parametros que possamos analisar. Felizmente ficam também abaixo, e muito, no preço. Por 990€ (PVP) são auscultadores ainda no domínio do ‘acessível’. Para além disso, com um impedancia de 80ohm não exigem tanto do amplificador como os Audeze (110ohm) e muito menos do que os STAX, que precisam de amplificadores dedicados. Estão entre os melhores auscultadores dinamicos que já ouvi. A sua construção é formidável e assentam na cabeça de forma anatomicamente perfeita. Não oferecem a sensação solta dos STAX (há quem goste e quem não goste), e assentam de forma mais aconchegada. São por isso muito confortáveis. Tonalmente são muito equilibrados embora mais limitados nos extremos, do que os Audeze. Não são auscultadores para bass heads e a sua resposta em frequencias altas também não é tão extensa como os eletroestáticos ou planar magnéticos mas no geral, e especialmente para o preço, são muito muito bons e difíceis de criticar. Que sequer possam ser comparados com os Audeze e STAX já é muito indicativo.

Quais escolher?

Dos quatro auscultadores aqui referidos (incluindo os Meze), se fosse obrigado a escolher apenas um, escolheria os Audeze LCD-2. Se pudesse ter dois possivelmente optaria pelos STAX para audições focadas mas teria (e tenho) uns Meze 99 Classics para ter junto do PC com um Audioquest Dragonfly para uma utilização descontraída como ver videos Youtube, música pop, gaming, etc. Se tivesse um orçamento mais limitado escolheria os Focal Elear.