Loja Fechada – Sábado dia 17 Novembro

Para os potenciais visitantes, avisamos que este Sábado, dia 17 de Novembro, estamos fora. Motivo: descanso merecido e carregar bateriais para a época natalícia.

Grato pela compreensão,

Gustavo Rosa

Auscultadores em demonstração

A procura de auscultadores Hi-Fi tem ao longo dos anos potenciado enormes saltos tecnológicos por parte de fabricantes, aparecendo constantemente novos players neste mercado dominado por muitos anos por poucas empresas.
Na VilaSound, Som & Imagem, temos acompanhado essa evolução e mantendo-nos bem atentos às evoluções.  Neste momento, a tecnologia planar magnética já está bem amadurecida e começa, finalmente a ficar acessível sendo hoje em dia uma tecnologia incontornável na construção de auscultadores de alta qualidade.

Temos vindo a alargar a oferta em demonstração e contamos agora com os fabulosos Audeze LCD-XC, Audeze LCD2 Classic, Advanced Sound Alpha, Meze 99Classics e Grado SR60e.

Os Audeze dispensam grandes apresentações sendo já os icónicos e populares auscultadores com tecnologia planar magnética. Contam agora com uma nova e mais confortável headband. Os LCD-XC são a versão fechada dos LCD-X e seguramente um dos melhores auscultadores fechados do mundo, com um trabalho notável em conciliar o som arejado dos planares magnéticos numa solução com isolamento do exterior. A copa é feita em madeira envernizada e são um gozo para os olhos, para além dos ouvidos. A série LCD-X também é mais fácil de amplificar não exigindo tanto investimento no amplificador, e na minha opinião até podem ser uma opção superior aos já excelentes LCD-3, revistos aqui.
Os Advanced Sound são um dos tais novos players no mercado que conseguiram trazer para os audiófilos um excelente planar magnético acessível, o Adv Alpha. Junto com os Meze 99 Classics acreditamos ter as duas melhores opções open e closed back do mercado abaixo dos 500€ (e temos também os Meze 99 Neo).
Os Grado SR60e são um dos tais fabricantes antiquíssimos (existem desde 1953!) e continuam a oferecer uma excelente relação qualidade/preço com um som característico.

Para amplificar temos também uma oferta já bastante alargada com o magnífico Synthesis ROMA 41DC+ que fornece 2W pura classe A com um par de válvulas ECL82 em configuração single-ended. O ROMA 41DC+ conta com entradas digitais USB e ótica, o patenteado BLS que com um botão analisa a impedância dos auscultadores e se adapta automaticamente. Permite ainda amplificar um par de colunas!

Temos também o Trigon Exxpert, Creek OBH-21 MK2, Creek OBH-11 e iFi Micro iDSD (not pictured), para diferentes necessidades de potencia/impedancias e orçamento.

Aumentámos também muito a oferta de auriculares in-ear graças aos inovadores Advanced Sound e Meze Audio.  Temos assim os Adv Model 3, excepcionais auriculares bluetooth com cabo MMCX que permite a configuração wired ou wireless; os Adv GT3, auriculares wired high-end; os Adv EvoX, auriculares bluetooth muito práticos especialmente para a prática de desporto ou para músicos, desenhados para se manterem estáveis na orelha e lidar bem com suor. Os Adv M4, auriculares wired mais acessíveis com relação qualidade preço excelente;  o Adv Accessport, um amplificador portátil para iPod, iPhone, iPad; e os por fim, os populares e já clássicos, Meze 11Neo.

Existem muitas mais marcas e modelos e continuam a aparecer muitas outras novas. Esta foi a seleção que dentro de cada preço acredito ser a melhor.

Como fonte, usamos normalmente um Bluesound Node 2 e subscrição TIDAL por isso basta aparecer, procurar as músicas que mais gosta e experimentar sem compromisso. Também temos os tradicionais leitores de CD e giradiscos para quem prefere o suporte físico.

 

Gustavo Rosa

The House of Marley – Stir It Up Turntable

A House of Marley é uma marca virada para produtos Lifestyle que normalmente não entram no portfolio da VilaSound, Som & Imagem preferindo nós sempre os produtos que permitem a maior fidelidade possível de audição (ou visualização) para o preço. No entanto, quando vi o giradiscos Stir It Up que lançaram achei que era um produto que faltava para os iniciados no vinilo.

A lista de componentes e funções é impressionante para o preço!  O chassis de bamboo, um material conhecido pela excelente rigidez e consequente resposta a vibrações está acoplado a 4 pés/base em mola com ‘desperdício’ de silicone. Esta solução, para além de ser construída através de materiais sustentáveis e reciclados, permite um controlo de vibrações incrível com um preço baixo. A prova é experimentar colocar o um disco a tocar e bater com os nós dos dedos na mesa onde colocamos o giradiscos. É preciso uma pancada bem forte para fazer saltar a agulha, enquanto que normalmente uma pequena pancada provoca imediatamente uma reação desagradável na leitura do disco.

O prato é feito de alumínio (reciclado) e o tapete é feito desperdício de silicone. Tanto o prato como o tapete têm excelente aspeto e permitem reduzir a vibração no disco proveniente da reprodução musical e do motor.

O controlo da velocidade de rotação do disco é feita através de um botão giratório na frente da base e a rotação inicia quanto rodamos o braço no sentido do disco para iniciar a leitura. A rotação é gerada “tradicionalmente” através de correia.

O braço do Stir It Up será talvez o elo mais fraco, não que haja alguma coisa de errado com ele mas penso estar uns furos abaixo do seu concorrente direito – Rega Planar 1 com braço RB101. O braço do Rega transmite a sensação de menor atrito no movimento horizontal e especialmente vertical, para além de ter um aspeto mais sólido. Não deveria haver surpresas aqui, afinal de contas a construção de braços para giradiscos foi aquilo que começou por colocar a Rega no radar audiófilo há mais de 30 anos, com o RB300!

O Stir It Up inclui já um pré-phono MM, saída USB para digitalizar os discos e um adaptador para pequenos discos 45RPM. Vem montada uma célula Audio-Technica AT3600L.

Com o excelente controlo de vibrações e com a capaz Audio-Technica o Stir It Up é permite aos iniciados a captação das qualidades dos discos de vinilo. A música é transmitida com baixo ruído, sem supresas de estalidos nem agulha a saltar. Mesmo quando puxamos (muito) pelo volume o sistema mantém-se coeso, dinâmico e com uma resposta nos graves intacta. Esta característica diz muito acerca da qualidade do controlo de vibrações do Stir It Up.

 

Como se compara com o Rega Planar 1?

Essa é a questão pertinente. O Stir It Up lida melhor do que o Planar 1 a volumes altos, a não ser que investam algum dinheiro na base do giradiscos, possivelmente custando mais do que o próprio giradiscos. A volumes moderados e baixos o Planar 1 será um pouco superior graças, na minha opinião, ao braço Rega.

O Stir It Up custa 269€ e o Planar 1 299€. A diferença de preço não é muita mas considerando que o Stir It Up já inclui pré-phono permite-nos poupar cerca de 100-200€ num pré-phono externo (Pro-Ject, Rega ou Creek). A Rega lançou entretanto o Planar 1 Plus (389€) que inclui também um pré-phono, custando mais 120€ do que o Stir It Up.

 

Conclusão

Os giradiscos que gosto mais de vender, pois entram verdadeiramente na alta fidelidade são os Rega P3, ou melhor ainda, os Pro-Ject RPM3 (ou melhor ainda os AVID!). No entanto, realisticamente, muita gente procura os giradiscos para reviver algumas memórias ou utilizar uma coleção de giradiscos que está parada. Muitas vezes o cliente nem sabe se será uma forma de ouvir música para manter por muitos anos ou apenas uma moda que irá passar. Essa indecisão inibe logicamente uma compra dispendiosa. Apesar do Rega Planar 1 ser excelente para o preço, também não permite grande evolução, caso o cliente se entusiasme.

Penso que o Stir It Up resolve muitas destas questões com o seu preço, facilidade de utilização, qualidade na reprodução e versatilidade, podendo ligar-se a qualquer amplificador assim que sai da caixa.

 

NOTA FINAL: Os clientes que comprarem um Stir It Up (ou um Rega, Pro-Ject, AVID) e que se arrependerem, entusiasmando-se e querendo subir a qualidade podem contar com a retoma por parte da VilaSound, conseguindo por vezes receber de volta a totalidade do que pagaram. Deverão sempre guardar caixa e acessórios, e manter o equipamento nas melhores condições.

Em demonstração: Simaudio Moon 600i v2

Sempre que ouvi um sistema com eletrónica Simaudio Moon achei que havia ali algo especial. Uma coisa é ouvir num audioshow ou numa loja, numa audição isolada, outra é ouvir aqui na minha sala, com os componentes que conheço bem e poder comparar com outras referencias. O distribuidor da Simaudio para Portugal (e Espanha) finalmente me emprestou um Moon 600i v2 que tanto queria experimentar aqui. As expectativas eram muito elevadas conhecendo o que conheço da Simaudio. Para além disso, o preço (PVP: 6999€) não sendo exatamente barato situa-se bem abaixo de muitas soluções com as quais eu suspeitava que o 600i v2 se conseguia bater.

Setup com transporte Cambridge CXC e Bluesound Node 2 a alimentar o DAC HEGEL HD30

Apesar das expectativas elevadas, o 600i v2 superou-as. Por onde começar?

Tirando da caixa, bem acondicionado, o Moon 600i v2 é um aparelho que demonstra imediatamente uma qualidade de construção excelente. Sente-se bem compacto, pesado, sem nada que torça ou chocalhe. A Simaudio pinta de preto o chassis com uma tinta que alega diminuir a ressonancia e certamente assim parece considerando a sensação inerte que o Moon transmite. Os paineis lateriais e botão de volume em alumínio escovado e botões cinzentos ficam a matar, esteticamente falando, na minha modesta opinião. Atrás, as fichas parecem acima do “básico” que se observam na maioria das vezes e por baixo os pés permitem nivelação. O chassis é tão rígido que mesmo com os seus 21kg não se observa qualquer torção e por isso a nivelação dos pés é importante de modo a que assentem os quatro.

O Moon 600i v2 é um full dual-mono , com dois transformadores toroídais de grandes dimensões construídos sobre especificações precisas para grande eficiencia

Pormenor dos pés do amplificador

e baixo ruído, um para cada canal. O circuito opera sem retroalimentação global para, supostamente eliminar erros de fase, impedir interações com o retorno do sinal das colunas e eliminar a distorção intermodular transiente, que a Simaudio alega ser bem mais nefasta do que a distorção harmónica. Debita 2x125W a 8ohm e 2x250W a 4ohm. A Simaudio tende a ser bem conservadora nas especificações de potência.

O controlo de volume do Moon 600i V2 (e de toda a linha Evolution, bem como o amplificador de auscultadores 430HA) é muito elaborado e evoluído chamado M-eVOL2, proprietário da Simaudio. Ao rodar o botão do volume, estamos a ativar um mecanismo ótico que controla/seleciona resistencias diferentes e não degrada o sinal conforme o volume. Ou seja, a resolução é a mesma a qualquer volume. Como não existem partes móveis, o tempo de vida deste mecanismo é praticamente infinito.

As entradas de linha podem ser configuradas em bypass (para homecinema por exemplo) e podem ser ajustadas individualmente para diferentes sensibilidades de modo a se adaptarem a qualquer fonte e volume. As placas de circuito impresso levam quatro camadas e as pistas são feitas em cobre puro para melhor resolução e relação sinal/ruído. Tudo Made in Canada.

Por fim, a Simaudio oferece 10 anos de garantia (sim… 10 anos)!

OK, já sei… Como toca?

Estupidamente bem. É um dos raros amplificadores capaz de ser musical, respeitar os silêncios da música, as interpretações dos artistas, as subtilezas e micro dinâmicas e ao mesmo tempo capaz também de tocar a volumes extremamente altos com compostura e grave profundo e controlado. As colunas conseguem ir “buscar” frequencias baixas que eu não sabia que conseguiam. A faixa de “Makes Us Stronger” de Ghost Rider transforma a nossa sala de audições numa autentica rave party como se tivéssemos 20 colunas PA de cada lado excepto com controlo e pureza. De seguida colocamos “Just a Dream on My Mind” de Count Basie (album “Kansas City Shout” – recomendo) e parece que temos o Eddie “Cleanhead” Vinson a cantar à nossa frente, pausadamente, com a sua voz roca. O piano de Count Basie e contrabaixo a tocar em perfeita harmonia.

Os seus 2x125W parecem ser bem conservadores considerando que ainda não consegui chegar ao seu limite de potencia, mesmo usando as Dynaudio Focus 340 que conseguem consumir enormes quantidades de energia. Já agora, não é por acaso que a Dynaudio utiliza muito a eletrónica Simaudio nas suas demonstrações em feiras pois a sinergia é excelente, embora penso que os Simaudio não tenham “problemas com casamentos”.

Altamente recomendado.

 

Especificações:

2x125W (8ohm), 2x250W (4ohm) Classe A/B
5W classe A
Sensibilidade de entrada: 490mV – 6.0V RMS
Inputs: 4x RCA, 1x XLR
Ganho: 37dB
Frequencia de resposta: 10Hz – 100kHz +0/-0.1dB
Crosstalk @ 1kHz -100dB
THD (20Hz – 20kHz @ 125 watts): 0.04%
Dimensões: 47,6 x 10,2 x 46,0 cm
Peso: 21kg
PVP: 6999€

 

Gustavo Rosa

Review: Oppo UDP-203 vs Cambridge Audio CXUHD

A Oppo anunciou recentemente a sua saída do mercado dos leitores Blu-Ray/Universais, terminando um longo reinado no topo do segment. No entanto, a Cambridge Audio tem desde há muito tempo um leitor de Blu-Ray que usa a mesma tecnologia, pois são feitos na mesma fábrica e com as mesmas peças, com algumas diferenças e alterações.
Na VilaSound, Som & Imagem tivémos o Oppo UDP-203 em demonstração durante algum tempo com muito sucesso e dada a descontinuação dos modelos Oppo optámos por passar a ter o Cambridge Audio CXUHD. Neste processo de transição pude finalmente fazer um frente-a-frente entre os dois. Estará o Cambridge à altura?

Olhando para o exterior constatamos as semelhanças óbvias tendo o Oppo uma entrada USB à frente e saídas analógicas 7.1 atrás. Sabendo que custa menos 50€ do que o Cambridge Audio, o Oppo UDP-203 parece ser a melhor opção.

No que diz respeito à performance, as diferenças são maiores do que esperava.  Na imagem, o CXUHD parece ter uma imagem mais limpa e viva. Consegue fazer com que a imagem salte mais do ecrã do que o Oppo. Com filmes com muito grão, como o 007 – Quantum of Solace, o CXUHD define melhor o grão enquanto que o UDP-203 torna-o mais difuso transferindo a sensação que a imagem tem um fino véu na frente. As diferenças não são gigantes mas nos meus testes são perceptíveis e com o CXUHD em vantagem.

No áudio, as diferenças foram maiores. Mais uma vez o Cambridge CXUHD saindo vencedor, conseguindo uma separação bem melhor. O palco sonoro torna-se maior crescendo em altura e em largura parecendo menos confinado às colunas. Em cenas de ação mais complexas conseguímos distinguir por exemplo a banda sonora de forma bem mais separada e nítida. No genérico de Quantum of Solace, a Alicia Keys e o Jack White tornam-se mais presentes e surpreendentemente o grave torna-se mais coeso havendo menos descontinuidade entre subwoofer e colunas. As diferenças entre os leitores, na minha opinião, são comparáveis à troca por um leitor de uma gama acima.

Testei a saída audio em bitstream e PCM e pareceu-me conseguir melhor qualidade com a saída PCM, ficando assim a conversão Dolby/DTS para PCM a cargo do leitor de Blu-ray em vez do receiver.

O Cambridge CXUHD é assim uma agradável surpresa. Não só podemos contar com ele para subsituir o Oppo como também para o melhorar – irá continuar na nossa sala de demonstrações.

 

Cambridge Audio CXUHD – Especificações:

Leitor Universal (Blu-ray UHD/4K, SACD, DVD-Audio, CD – Dolby Vision, HDR)
Duas entradas USB 3.0, Entrada HDMI 2.0, Duas saídas HDMI. Wi-Fi, Ethernet.
Ficheiros de video suportados: MPEG4 HD, AVC, VC-1, XVID, AVI, AVC, MKV (4.1), DAT, VOB, WMV, M2TS, M2T, M4V, QuickTime.
Ficheiros de audio suportados: AAC, WMA, MP3, APE, Ogg Vorbis, FLAC (24/192), WAV
PVP: 898€

Em demonstração: Passlabs INT-60

Temos orgulhosamente em demonstração o Passlabs INT-60. O mais recente amplificador integrado a sair do laboratório de Nelson Pass é uma continuação e um valente upgrade das gerações anteriores (o INT-30 e o INT-150), e é o irmão mais novo do INT-250. Esteticamente, aos meus olhos, o INT-60 é maravilhoso, e com o seu enorme tamanho e peso (42kg) não foi feito para ficar escondido no armário. Este amplificador é para ficar em destaque na sala para que os amigos perguntem quem é “aquele belo monstro”.

O INT-60 debita 2x60W a 8ohm que não parece muito mas, ligando a umas exigentes Dynaudio Focus 340 com 87dB (1W/1m), consegue pô-las a tocar a volumes altíssimos sem aparente esforço. Trabalha em classe A até aos 30W,  o que é muito pouco comum. A maioria dos amplificadores em classe A/B trabalham em pura classe A até 5-10W. Tem um PVP de 11000€.

Tanto o INT-60 como o INT-250 têm amontoado reviews e prémios atrás de reviews e prémios. No entanto, nunca gostei de nenhum equipamento apenas porque os outros dizem que é bom por isso, como toca?

Detalhe do interior do INT-60

O INT-60 não foi amor à primeira vista. Qualquer amplificador high-end que entra aqui na loja é forçado a se comparar com o GamuT Di150, o que é uma tarefa sempre complicada. O GamuT, entretanto descontinuado (espera-se um novo modelo em… 2019), apresenta um fundo ultra-silencioso e é capaz de uma dinamica aparentemente superior aos meus ouvidos. O GamuT parece ser um amplificador melhor e se calhar até  é, se olharmos para algumas medições em laboratório. Quando começamos a ouvir boas interpretações musicais, com bons artistas, e paramos de ouvir sons, constatamos que o Passlabs é um amplificador soberbo. Grygory Sokolov é um dos melhores pianistas da atualidade e as suas interpretações de Chopin e Mozart (The Salzburg Recital) são excelentes testes para um sistema, e boa música para se desfrutar. Com o Passlabs, o Sokolov parece estar a tocar à nossa frente, sentímo-lo a respirar, a levantar a mão e fazer pequenos compassos de espera para martelar a tecla do piano. A música, cheia de suspense, parece por vezes parar no tempo colando-nos à cadeira antecipando cada nota. Com o GamuT, que sempre considerei excecional nesse aspeto, parece lento e inexpressivo por comparação.

Com rock, o Passlabs confere o que alguns chamam “groove”, outros chamam “balanço”, ritmo ou PRAT. Sentimos aquela ‘necessidade’ de abanar a cabeça ou bater o pé ao ritmo da música. Continuo a achar que o GamuT Di150 é um amplificador excecional e uma referencia, e será possivelmente mais adequado para certas colunas e certos gostos, mas o Passlabs INT-60 permite ouvir a excelencia das interpretações como nenhum outro amplificador que tenha testado neste nível de preços. Já dizia Miles Davis “Anybody can play. The note is only 20 percent. The attitude of the motherfucker who plays it is 80%”. Digamos que o Passlabs INT-60 não destroi essa “atitude”.

 

Gustavo Rosa

Em demonstração: MBL Corona e MBL 126

Em antecipação das Ajasom Sessions, nos dias 1 e 2 de Junho no Hotel Sheraton – Porto, temos em demonstração o sistema MBL da linha Corona. A MBL é Made in Germany e recusa-se a ser “só mais um” fabricante de alta fidelidade, criando uma forma única de reprodução audio.

O sistema é constituído pelo leitor de MBL CD31, amplificador integrado MBL C51 e colunas MBL 126.

O MBL CD31 é um leitor de CD e DAC, permitindo receber sinal digital e converte-lo em analógico com alta qualidade, através do DAC derivado da linha Reference.

Especificações: DAC 24bit Multibit Sigma-Delta, saídas RCA 2V e XLR 4V. Entradas digitais ótica, coaxial e USB assíncrona. Isolamento galvânico. PVP: 7300€

 

 

O MBL C51 é um amplificador integrado que usa uma tecnologia proprietária da MBL chamada LASA. Segundo a MBL o amplificador usa uma fonte de alimentação ultralinear e sobredimensionada, com um estágio saída comutado, sempre preservando a integridade do sinal analógico.

Especificações: 2x180W (8ohm), 2x300W (4ohm), 2x400W (2ohm). Relação sinal/ruído: 122db (@300W/4ohm). PVP: 8800€

 

As pequenas MBL126 trazem consigo todo o know-how único da MBL. Duas únidades radiais reproduzem médios e agudos de forma omnidireccional, conseguindo uma extraordinária recriação tridimensional do palco sonoro. A reprodução das frequencias baixas fica a cargo de dois woofers em push-pull.

Antes ou depois do evento da Ajasom no Sheraton tem a oportunidade de conhecer o superlativo sistema MBL aqui na VilaSound, Som & Imagem.

 

 

 

 

 

 

Fechados de 10-12 de Maio – HIGH END MUNICH 2018

Vou estar em Munique nos dias 10-12 de Maio para visitar o HIGH END MUNICH 2018, a maior feira de alta fidelidade na Europa. Como tal, excecionalmente, estaremos encerrados nos dias 10, 11 e 12 de Maio (quinta-feira até Sábado inclusivé).

O HIGH END MUNICH 2018 conta com cententas de expositores ligados à alta fidelidade, mostrando todo o tipo de artigos desde giradiscos e auscultadores até paineis acústicos e cadeiras audiófilas.

 

 

Review: Pro-Ject RPM3 Carbon

O Pro-Ject RPM3 Carbon foi vencedor do prémio EISA em 2015-2016 e recebeu o Red Dot Award em 2016. Está longe de ser um segredo bem guardado mas ainda assim é normalmente preterido face aos giradiscos Pro-Ject de design tradicional como os Debut ou os Classic, e também face aos REGA. O seu aspeto menos tradicional tem uma razão de ser ao nível técnico. Digamos que a forma segue a função e na minha opinião oferece uma tecnologia superior ao que se habitualmente encontra nesta gama de preços.

No excelente vídeo de uns colegas americanos da Audio Advice, é possível visualizar as diferenças técnicas entre os Pro-Ject Debut Carbon, Debut Carbon Esprit e RPM3 Carbon de forma bastante clara.

 

Ao contrário de muitos giradiscos nesta gama de preços, o RPM3 Carbon não vem com tapete de feltro mas sim com uma base de vinilo reciclado em cima do prato de MDF. Esta característica permite acoplar o disco ao prato de forma a reduzir a vibração do mesmo. A maior parte das vibrações vêm das colunas de som e nada impede que o disco vibre se ele estiver assente num tapete de feltro.

O prato do RPM3 Carbon assenta num veio invertido em aço com um rolamento em cerâmica. Este design permite obter um ponto de contacto muito pequeno fazendo com que o prato rode livremente com o mínimo de atrito e com baixo nível de rumble (movimento elítico do prato). Os AVID também usam este método, embora de forma mais sofisticada.

Outra excelente característica do RPM3 Carbon é o completo desacoplamento do motor, mantendo-o na mesma ‘arrumado’ no chassis. O motor AC de alta precisão oferece uma rotação estável e precisa. Podemos encostar um dedo na caixa do motor e constatar o quanto vibra. Felizmente, o chassis não recebe essa vibração.

O braço Pro-Ject de 10″ em alumínio/fibra de carbono em forma de S é muito elegante e com anti-skating magnético que admito me agradar mais do que o habitual na Pro-Ject com o peso pendurado no fio de nylon.

Como toca? Na minha opinião, bem acima do que o seu preço poderia antecipar. Tem uma segurança no grave, uma autoridade, punch e ritmo excelentes, só possíveis com um bom design tecnológico. Faz-nos bater o pé a partir dos primeiros segundos de reprodução.

Ainda não recebi o Pro-Ject Clamp It, que será provavelmente um lógico upgrade com o objetivo de melhorar o acomplamento do disco ao prato, também à semelhança dos AVID. Normalmente, os giradiscos não são compatíveis com clamps e pucks porque os veios, chumaceiras e motores não estão preparados para lidar com esse peso extra. No o RPM3 Carbon esse peso adicional não é um problema, graças ao seu veio ultra rígido e de baixa fricção.

O RPM3 Carbon pode ser comprado sem célula ou com a Ortofon 2M-Silver (muito semelhante à Ortofon 2M-RED) por apenas mais 49€. Altamente recomendado!

 

Especificações técnicas

Precision belt drive using free-standing synchronous motor
Central mass point optimizes vibrancy behaviour
Ultra precision DC-driven AC generator motor power
Inverted platter bearing with ceramic ball
Platter made from MDF using vinyl mat
10” S-shaped tonearm made from carbon, aluminium, resin utilising special heat and pressure treatments
Magnetic antiskating
Counterweight with TPE damping
Available with or without Ortofon 2M Silver cartridge
3 high-gloss colours (black, red, white)
Lid available as an option
PVP: 650€ s/ célula
PVP: 699€ c/ Ortofon 2M-Silver

Novidades: Dali Epicon 6 e Dayens Ecstasy III


Acabadinhas de chegar as Dali Epicon 6 já tocam. Graças às 10 (!) camadas de verniz de alto brilho e folha de madeira ‘Ruby Macassar’, as Epicon 6 são lindas e feitas para durar.

A Epicon é a linha topo de gama da Dali e por isso conta com todos os avanços tecnológicos da marca. A caixa é feita com várias camadas de MDF pressionados para uma construção ultra-rígida, construção in-house de todos os altifalantes, incluindo a proprietária tecnologia SMC (Soft Magnetic Compound) e o famoso ‘tweeter híbrido’ constituído por uma secção de fita e outra de cúpula de seda.

 

Especificações:

Frequencia de resposta (-3dB): 35Hz-30KHz
Impedancia nominal: 5ohm
Potencia admissível: 50-300W
Dimensões: 1062 x 320x 459mm
Peso 30kg/un
PVP: 9499€

 

 

Também disponível para audição, embora não necessariamente relacionado com as Epicon 6, temos o Dayens Ecstasy III. A Dayens tem crescido imenso em popularidade graças a evidente qualidade de construção e de peças envolvidas na construção, com um preço acessível. Ecstasy III pretende ser um tomba-gigantes, e é de facto muito impressionante, tal como o Menuetto já nos tinha impressionado. O Ecstasy III não tem pré-phono, DAC, streamer, bluetooth, saída para auscultadores. Apenas componentes destinados a nos dar a melhor qualidade de som possível.

Especificações:

Amplificador Stereo Integrado classe A/B
2x100W (8ohm) e 2x150W (4ohm)
Controlador de volume ALPS
Condensadores Mundorf MCap e MLytic
PVP: 1790€