Heed Obelisk Si MK3

A indústria da alta fidelidade tem aspetos realmente apaixonantes que não se encontram noutras indústrias. Já tenho “uns bom anos disto” e apesar de o nome Heed não me ser estranho nunca tinha experimentado nenhum, nem lido nada sobre a marca nem nunca conheci ninguém que tivesse um ou me falasse bem ou mal destes produtos. No entanto assim que liguei o Heed Obelisk Si III percebi que tinha nas mãos um produto muito especial. Literalmente nos primeiros segundos da Hanne Boel – After Midnight, enquanto ligava apenas o amplificador para ir aquecendo e rodando um pouco, deixava a sala de audição, levantei o sobrolho e pensei comigo..: “interessante”. Imediatamente ouvi um decaimento nas notas graves que por vezes são muito monotónicas e mecânicas. Não com o Obelisk. Após audições mais exaustivas e com várias colunas diferentes concluo que é um amplificador musical e dinamico, detalhado e suave, agressivo e dócil, punchy e leve. Algumas pessoas na indústria defendem que um amplificador não pode ser musical e rítmico e ao mesmo tempo ser muito dinâmico. Ou seja, há que procurar um compromisso entre as duas ou apostar fortemente numa delas. Ao longo dos anos fui, muito relutantemente, concordando. Esse fenómenos são por vezes mais evidente no high-end. Os amplificadores com enormes reservas de potencia são por vezes extremamente dinâmicos mas tornam-se algo “mecanicos”. Outros são extremamente musicais mas muitas vezes podiam oferecer mais energia e dinâmica à música. O Heed Obelisk desafia completamente esse conceito, e a um preço muito moderado. Este Heed já não sai daqui!

 

Quem são a Heed?

A Heed começou por importar artigos de hifi em 1987 para a Hungria. Entre eles estavam a inglesa Ion Systems de Richard Hayem. O sr Zsolt Huszti da Heed juntou esforços com Richard Hayem e desde 2000 começaram a produzir os primeiros amplificadores Heed na Hungria. Celebram agora 30 anos de existencia com o lançamento do Heed Elixir LE (limited edition).

 

 

 

 

O que diferencia a Heed ?

Os amplificadores Heed usam RC-coupling. Os amplificadores a válvulas são Transformer coupled, ou seja, têm um transformador à saída do estágio de amplificação para ajustar a voltagem e eliminar a corrente direta (DC). Os amplificadores a transístores podem ser DC-coupled (direct-coupling), sem transformador, resistencia ou condensador após os estágios de amplificação, ou podem ser RC-coupled com Resistencias e Condensadores à saída. Existem muitas vantagens e desvantagens de ambos sistemas. A Heed usa uma tecnologia RC-coupled proprietária a que chamam Transcap que segundo eles permite bloquear a transmissão de corrente direta para o resto do sistema e que usam os condensadores para transmitir de forma mais imediata a energia para as colunas. Como é habitual, o que me interessa mesmo é como toca mas ouvindo o Obelisk consigo acreditar na tecnologia Transcap.

Com excepção do Lagrange, o topo de gama, todos os produtos Heed são de pequenas dimensões com metade da largura dos equipamentos habituais. A linha Obelisk tem algumas características que me parecem muito interessantes. O Obelisk Si III pode receber uma placa phono ou uma placa DAC constituindo assim uma solução muito compacta que as pessoas procuram cada vez mais. No entanto, para o fervoroso audiófilo, o Obelisk pode ser conectado a uma fonte de alimentação externa, a Obelisk X2. Nesse caso, a fonte de alimentação interna do Obelisk Si III alimenta apenas a secção de pré. O conjunto Si + X2 transforma-se assim numa combo pré+power dual-mono. Ou seja, o cliente pode melhorar o equipamento sem ter de o trocar. Os Heed são construídos usando “tecnologia antiga”. Não há fontes comutadas, placas impressas ou classe D – algo que as pequenas dimensões poderiam sugerir. A construção é focada num circuito simples com componentes discretos de fácil manutenção no futuro. Não há opção de streaming nem bluetooth. O interior esta bem “arrumado” e a operação do amplificador denota uma boa e cuidadosa construção.

 

O Obelisk Si III produz 2x50W a 8Ohm e 2x65W a 4Ohm. Olhando para o papel das especificações e para o tamanho reduzido deste amplificador, é normal não ficar muito impressionado mas bastam uns segundos de escuta para perceber, mais uma vez, que as especificações não servem de muito (ou nada mesmo). Garanto que não lhe falta potência! Juntando-lhe a Obelisk X2, ele passa a debitar 2x65W a 8Ohm e 2x80W a 4Ohm. Ainda não tive a oportunidade de testar com a X2. Existe uma gama grande de produtos Heed que despertam interesse e que irei ter a oportunidade de analisar nos próximos tempos.

 

O Obelisk Si III tem um PVP de 1690€, a Obelisk X2 custa 950€.

 

Gustavo Rosa

Em demonstração: Hegel H190 + Monitor Audio Silver 300 7G

As Monitor Audio são algumas das colunas mais populares do mundo com imensos fieis seguidores e também muitos haters. Ainda que gostos não se discutem e que não existem colunas que agradam a todos, sempre atribuí pelo menos grande parte do descontentamento que algumas pessoas tinham pela Monitor Audio à falta de amplificação à altura. Ainda hoje se verifica esse fenómeno com a prevalência de amplificadores/receivers multicanal para cinema “anémicos” para colunas cujo potencial é largamente superior a eles, mas talvez essa seja uma conversa para outro dia.

Desde os tempos de Mo Iqbal com as revolucionárias Monitor Audio Studio algumas pessoas tiveram a oportunidade de conhecer o que aquelas colunas conseguiam oferece mas outras lamentavam-se da sua estridéncia. Na minha opinião, começando pelos leitores de CD, a eletrónica simplesmente não estava à altura dos exigentes padrões dos audiófilos. Felizmente ela tem evoluído imenso ao longo dos anos, no que diz respeito aos leitores de CD e principalmente ao nível de streaming de fornecedores de serviço de música como o Spotify e especialmente do Tidal e qobuz. Longe vão os tempos da famosa “digitalite estridente”. Por essa razão, felizmente, a Monitor Audio tem vindo a inverter a sua tendência para suavizar as suas colunas, pois já não existe essa necessidade. A nova geração (7G) da linha Silver permite-nos ouvir mais os músicos e a sua música do que nunca. Alguém um dia disse uma frase com a qual concordo: Life is too short for boring hifi.. Quando quero ouvir música suave e relaxante, escolho um álbum com essas características. Se quiser ouvir música que me faça arrepiar os cabelos na nuca quero ter a possibilidade o fazer, através de um sistema que não suavize toda a música que lhe forneço.

Os amplificadores também têm evoluído imenso. Muito saudosistas terão opinião contrária e é verdade que ainda existem muitos amplificadores antigos superiores a amplificadores recentes. A grande questão é o custo. Esses amplificadores antigos que ainda são atuais eram caríssimos há 30+ anos atrás, apenas acessíveis à classe alta da sociedade. Atualmente, é possível construir sistemas de alta fidelidade de enorme qualidade acessíveis à maior parte das pessoas. Mas estou a divergir do assunto já que o Hegel H190 já não se pode considerar acessível. O que o H190 oferece, tal como os “irmãos mais novos” H95 e H120, um conceito tudo-em-um muito interessante e contemporâneo a que muitas outras marcas também aderiram. Nunca fui grande defensor de juntar muitas funções numa só caixa mas atualmente o streaming, DAC e amplificação conseguem criar uma oferta de valor muitíssimo boa, e por vezes até ideal. Ou seja, comprar o streamer/DAC separado nem sempre garante melhor qualidade.

O H190 conta com uns substanciais 150W por canal mas sem por isso criar um som “abrutalhado”. É capaz de recorte e requinte, suavidade e dinamica ao mesmo tempo. Conseguiu parecer à vontade com tudo o que lhe atirei. Ao ligá-lo ao switch Bonn N8 com cabo ethernet ele foi facilmente detetado pelo Roon Nucleus tornando-se num endpoint e começando logo a receber o sinal de streaming. O H190 respira qualidade de construção. Tudo parece sólido e é bem pesado (19kg!). Não aquece quase nada, o painel OLED é facilmente visível, os botões do painel frontal e do comando são ótimos ao toque e respondem imediatamente. 5 estrelas.

As Monitor Audio Silver S300 da 7ª geração apresentam uma drive RST melhorada, e várias alterações ao nível do crossover. Têm uma menor sensibilidade e uma impedancia mínima um pouco superior e, subjetivamente, parecem-me mais fáceis de amplificar. Tocam lindamente por exemplo com o novo Roksan Attessa e até com o Advance A5, amplificadores bem mais acessíveis do que o H190. Com o H190 temos maior headroom e maior discernimento em passagens musicais mais complicadas. As Silver S300 parecem-me mais rápidas do que a anterior geração, parecem mais desinibidas e mais fieis ao músico. As S300 da anterior geração já eram uma excelentes colunas mas precisavam de amplificação mais cara para se obter delas a prestação excelente. Esteticamente tornaram-se mais equilibradas com os aros em preto em vez de cinza e com a base substancialmente melhorada tanto a nível estético como ao nível da estabilidade.

O conjunto é assim muito impressionante no ritmo e detalhe que transparece. Já não é um sistema propriamente acessível mas, para quem tem um orçamento apertado, o H120 e o H95 são substancialmente mais baratos sacrificando essencialmente na potencia. Ou seja, não tocam tão alto e não têm tanta capacidade de discernimento a volumes altos mas o “som Hegel” está lá na mesma.

Em audição na VilaSound, Som & Imagem.

O H190 com as S300 aqui usando o Primare SC15 como fonte digital.

 

Especificações

Hegel H190

Conversor: 24Bits 192KHz com AirPlay e UPnP
Potência: 2x 150W a 8ohm; 2x 250W a 4ohm
Entradas: 2x Analógicas; 1x balanceada (XLR); 3x Ótica S/PDIF; 1x USB; 1x Rede RJ45
Saídas: 1x Single Ended Fixa (RCA); 1 x Single Ended Variável (RCA)
Dimensões: 12 x 43 x 41cm (AxLXP). Peso: 19Kg

PVP: 3590€

 

Monitor Audio Silver S300

Colunas de 3 vias.
Impedancia mínima 4 ohm, nominal 8ohm
Sensibilidade 87.5dB (1W/1m)
Potencia recomendada: 50-200W
Resposta31Hz-35kHz (-6dB)
Dimensões: 1000 x 185 x 332 mm (AxLXP). Peso: 19kg/un

PVP: 2145€

 

Gustavo Rosa

Review: Sugden Audio

Os amplificadores Sugden Audio têm vivido na VilaSound há já algum tempo e, apesar de ainda não ter escrito sobre eles, têm sido uma das principais referencias em amplificação nas nossas demonstrações e recomendações.

A Sugden Audio é um fabricante “à antiga”. Não têm um catálogo de produtos muito extenso, focam-se no que sabem fazer melhor e fazem-no bem. Produzem amplificadores integrados, pré-amplificadores, etapas de potencia, um pré-phono, um DAC e um amplificador de auscultadores.  Não fazem amplificadores com Spotify nem sequer leitores de CD. O pré-phono Stage Two também está em audição e merece uma review só para ele!

Sugden A21

São particularmente conhecidos por se especializarem em amplificação classe A. Esta tipologia de amplificação nunca foi a minha preferida. Tipicamente senti que apesar de muitas vezes “fluídos” e musicais, os amplificadores classe A parecem ter alguma falta de headroom ou dinamica e são frequentemente pouco neutros (eu sei, o Passlabs INT-25 discorda!). A primeira experiência com a Sugden não foi a melhor. O Sugden A21 pareceu reforçar esse estereótipo. Sim, a audição conseguia ser agradável mas havia uma falta de dinâmica que não me deixava satisfeito.

 

O A21SE

Sugden A21 SE

Prometeram-me que o Sugden A21SE era um amplificador completamente diferente, apesar do nome ser muito parecido. Assim foi. O A21SE revelou-se uma “besta” bem diferente. Este amplificador em classe A desafia completamente a minha ideia pré concebida que tinha de experiencias anteriores. A sua capacidade condutora de colunas difíceis é enorme e é particularmente interessante a domar alguns tweeters de fita. Tem muita amplitude dinâmica e ainda maior fluidez e musicalidade do que o A21. Fez um conjunto delicioso com as Monitor Audio PL100II , que costumam ser acopladas a amplificadores bem mais caros, ou com as Audiovector QR3.

Para os habituais céticos no que diz respeito à potencia garanto que os Watts da Sugden não são os mesmos de outras marcas. Os 2x 30W a 8ohm que o A21SE publicita parecem-se mais com 80-100 Watts habituais noutros amplificadores.

 

Entra o ANV-50

Para comemorar os 50 anos de existencia da Sugden Audio decidiram fazer algo inesperado: criar um amplificador classe A/B de referencia. Porque é que uma empresa que se especializou e fez nome em desenvolver e defender a tecnologia de amplificação em classe A decide comemorar 50 anos de existencia com classe A/B? Não sei, mas aparentemente ainda bem que o fez.

O Sugden ANV-50 é um amplificador extraordinário. Passando do A21SE para o ANV-50 sentimos que o ANV-50 pode ir mais longe na exigência das colunas, podendo amplificar grandes colunas de chão como as Dynaudio Contour 30i, ou até provavelmente as Contour 60i (embora não tenha testado). O ANV-50 é mais transparente, mais neutro, mais dinamico, mais silencioso e mais rápido. É o tipo de amplificador que nos permite ouvir a “excelencia da interpretação” que tenho refiro tantas vezes. Quando falo em rapidez não quero fazer passar a ideia que a música fica apressada. Por vezes é exatamente o oposto: como ele é rápido e preciso, os silencios parecem mais prolongados e o som aparece isolado no espaço e no tempo, por vezes fazendo parecer que tudo abranda. Com o ANV-50 podemos apostar em grandes colunas de chão e recriar o evento de uma grande orquestra sinfónica, com exuberância e requinte.

Comecei por dizer que era cético em relação à classe A e acabei a preferir o amplificador em classe A/B produzido pela empresa especializada em amplificação classe A. Bom, assim é de facto mas a verdade é que gosto muito do A21SE e haverá quem o prefira ao ANV-50. No contexto certo, ao A21SE fornece o típico “calor” e tonalidade que vão agradar a muitos audiófilos, particularmente em jazz. O A21SE é mais “som” e mais para audiófilos. O ANV-50 é mais música e mais para melómanos. (esta última análise será provavelmente muito discutível e debatível!). A diferença de preço entre os dois (1100€) não é nada negligível por isso não se trata apenas de escolher um ou outro. Ambos têm na minha opinião uma relação qualidade/preço fantástica, sendo difícil encontrar alternativas com esta qualidade noutras marcas.

A qualidade de construção parece irrepreensível em todos os produtos SugdenAudio e a Sugden oferece 5 anos de garantia. Os painéis frontais podem ser personalizados com cores diferentes das habituais.

 

 

Especificações

A21SE

Potencia: 2×30 W a 8 Ohm, 2×40 W a 4 Ohm
Resposta freq. : +/-1dB 12Hz-141kHz
Peso: 15kgs
Dimensões:  12 x 43 x 36cm
PVP: 3600€

 

ANV-50

Potencia: 2×50 W a 8 Ohm, 2×100 W a 4 Ohm
Resposta freq. : +/-1dB 12Hz-45kHz
Peso: 11kgs
Dimensões:  14 x 43 x 37cm
PVP: 4700€

 

 

Gustavo Rosa

 

Polk Audio Reserve – Prémio EISA

As novas Polk Audio Reserve receberam o Prémio EISA 2021-2022 para o melhor conjunto Homecinema.

Já se encontram em demonstração na VilaSound, Som & Imagem as R100 e R500. As Polk Audio Reserve contam com um tweeter “Pinnacle Ring Radiator” e woofers “Turbine Cones”, que são abordagens diferentes às usadas por algumas das marcas referencia aqui na VilaSound como a Monitor Audio, DALI, Spendor e Dynaudio (entre outras!). A diversidade acrescentada, como sempre, permite acrescentar valor para os nossos clientes poderem visitar-nos e escolher o sistema e o som que vai de encontro às suas preferencias.

 

R100

Coluna monitora de 2 vias, sensibilidade 8.6db, impedancia mínima 3.6ohm. Dimensões: 166 x 324 x 259.5mm, peso: 5.5kg

PVP: 549€

 

 

 

R500

Coluna de chão de 2.5 vias, sensibilidade 8.7db, impedancia mínima 3.9ohm. Dimensões: 255.4 x 1044.5 x 348.8mm, peso: 17.7kg

PVP: 1299€

Review: Advance Acoustic A5 Playstream

O Advance Acoustic Playstream A5 é uma pérola escondida, uma agulha num palheiro num universo de amplificadores integrados, DACs, amplificadores com DAC, streamers, tudo-em-uns. Tantas vezes que disse aos meus clientes que o importante é comprar um bom amplificador e depois juntar-lhe a fonte ou processador conveniente à nossa utilização em vez de condicionar a escolha a um amplificador que tenha uma determinada feature. Pois bem, assim o mantenho. O A5 vem recheadíssimo de features mas o seu verdadeiro trunfo é a qualidade de som que consegue com uma vasta variedade de colunas. Ele conta com preamplificador phono (MM, MC high e MC low!), Bluetooth, entradas óticas e coaxiais digitais, entrada USB para ligação de pen/disco duro, antena Wi-Fi, Tuner FM, duas saídas de auscultadores e ainda um streamer! Podemos considerar todas as funções como bónus, já que se trata de um amplificador com uma enorme desenvoltura para colunas aparentemente acima da sua liga e especialmente musical. Muitas vezes, possivelmente até na maior parte das vezes, experimento amplificadores caríssimos que são capazes de fazer mexer as cargas mais pesadas (i.e. colunas difíceis) e criar impactos impressionantes mas à custa da “mecanização” da música. Acabam por ficar lentos e não nos permitem ouvir a música e os artistas embora possam muito bem ser impressionantes em 10 minutos de audição.

O Advance Playstream A5 impressionou-me imediatamente ainda assim. Graças a uma musicalidade relaxada óbvia, não à custa de coloração e “flacidez” mas pela velocidade e “tempo” ou “balanço”, citando as palavras do Sr Delfin da Delaudio, que foi quem me mostrou primeiro o A5.

Alguém  entretanto já escreveu mais e melhor do que eu sobre o A5 aqui. Eu confirmo quão especial o A5 e, também sua versão mais musculada, o A7, são. Acrescento que, voltando ao assunto do tudo-em-um, à semelhança com que tinha percebido com o Primare I5 Prisma, um amplificador com streamer incluído tem algumas vantagens. Mesmo ligando um bom streamer ao A5 é difícil bater o seu streamer interno ao nível da qualidade sonora, enquanto a qualidade e robustez da app também não deixam nada a desejar. O seu pré-phono é perfeitamente decente e para o melhorar recomendo um pré-phono só a partir dos 690€ como um KECES ePhono+ePhono Power ou o fantástico Sugden A21SE Stage Two.

O Playstream A5 é portanto uma solução tudo-em-um com uma relação qualidade/preço sem precedentes e capaz de envergonhar sistemas muito mais caros. Para além disso, quem não gosta de vuímetros?

 

Especificações

Potência: 2x 80W
Resposta de frequência: (+/-3dB) : 20Hz – 80  kHz
Streamer/DAC compatível com Spotify, Tidal, Qobuz, TuneIn entre outros
Wi-Fi e Tuner FM
Pré-phono MM, MC low e MC high.
Dimensões: 430 x 370 x 135mm
Peso: 8kg
PVP: 990€

Novidade: iFi Audio hip-dac

O iFi Audio hip-dac é uma excitante novidade na VilaSound, Som & Imagem. Diria que não é menos do que um produto revolucionário!

Há uns bons anos atrás fiquei muito entusiasmado com o aparecimento do Audioquest Dragonfly. Uma peça muito portátil que melhorava tremendamente o som dos auscultadores quando ligados ao computador. Muitos fabricantes se apressaram a lançar produtos parecidos e que desempenham a mesma função. A iFi Audio já há muito que o faz, com mais ou menos funcionalidades e com uma gama de produtos muito variada que sempre achei de ótima qualidade. Temos tido em demonstração o belíssimo iFi Audio Nano iDSD Black Label.

Entretanto o mercado já exige não só um DAC/amplificador de auscultadores para PC como também para telemóvel. Cada vez mais o utilizador subscreve a serviços de música como o Spotify, Tidal, Apple Music, Qobuz, entre outros, entusiasma-se na compra de auscultadores e por sua vez precisa de eletrónica que tire partido deles. Sendo que a oferta dos auscultadores Hi-Fi tem evoluído muito nos últimos anos, também os DACs e Amps de auscultadores vão acompanhando a sua evolução.

O hip-dac é um conversor digital-analógico via USB. Liga-se diretamente a uma porta USB do computador Windows ou MAC. Para ligar a um telemóvel é preciso um cabo adaptador OTG como o Audioquest Dragontail ou da própria iFi Audio.  Graças a uma bateria

de lítio de 2200mAh, o hip-dac tem muita corrente armazenada para alimentar o seu próprio amplificador durante 8h e não usa a bateria do telemóvel ou PC. Tem uma porta USB-C dedicada apenas para carregar a bateria. Achei-o muito bem construído com bons acabamentos e materiais aparentemente robustos. O único defeito que encontro é não ter uns elásticos como outros iFi Audios trazem e que permitiria prender ao telemóvel. Penso que no hip-dac isso seria mais prático do que nos outros.

Experimentei o hip-dac logo com auscultadores planar magnéticos que são sempre muito gulosos em amplificação. Mesmo quando os valores de sensibilidade e impedância são razoáveis fico com a sensação que só quando o amplificador tem ampla disponibilidade é que os seus drivers se excitam verdadeiramente e as membranas dos planares se soltam. Primeiro liguei aos Advanced Sound Alpha e depois aos Audeze LCD-2C, ambos excelentes auscultadores que pura e simplesmente não se conseguem ouvir ligados diretamente ao meu telemóvel e soam habitualmente anémicos com amplificadores de auscultadores de entrada de gama. Muitos DACs com saída de auscultadores têm falta de genica para eles, ou seja, normalmente saem-se melhor com amplificadores de dedicados, sem DAC. Não com o hip-dac! Esta coisa pequena, portátil, a baterias põe-nos a mexer. Gostei verdadeiramente da forma como os Advanced Alpha tocaram visto que por vezes, mesmo em amplificadores bons, ele têm uma tendência para distorcer ou empolar as altas frequências. Mesmo em faixas como Paula Abdul – Straight Up ou Arctic Monkeys – R U Mine? o hip-dac conseguiu por os auscultadores a resolver toda a enorme quantidade de informação mantendo o punch e o controlo. Como disse, normalmente recorro a sistemas de DAC e amplificadores separados para obter este tipo de performance, facilmente ultrapassando 500€ no total. O hip-dac tem um PVP de 165€! É um game changer. Nem sabia que seria possível ouvir planar magnéticos com um dispositivo portátil a baterias.

(na minha opinião é superior ao famoso Chord Mojo).

Ativando a função XBass, as frequências graves aumentam muito significativamente mas sem perder compostura nem musicalidade. O grave continua articulado apenas com muitos mais dBs. Penso que será uma função bem útil para muitos auscultadores mais leves no grave, para satisfazer os bass-heads ou simplesmente para variar a sonoridade, eu certamente a usarei com frequência. Não experimentei ainda a saída balanceada com alguma pena minha pois tendo mais potencia será possivelmente melhor ainda.

Altamente recomendado!

 

Especificações

Suports DSD 8x, DXD, PCM e MQA
Input: USB USB 3.0 type ’A’, High-Speed Asynchronous USB 2.0, (32bit/384kHz)
Output: single ended 3.5mm e balanceada 4.4mm
Power:  BAL: 400mW@32 Ohm ; S-BAL(SE): 280mW@32 Ohm
BAL: 6.3V@600 Ohm ; S-BAL (SE): 3.2V@600 Ohm
Batery: Lithium-polymer 2200mAh
Charging via USB-C, BC V1.2 compliant up to 1000mA charging current
Dimensions 102 x 70 x 14 mm
Weight: 125g

PVP: 165€

 

Review: Spendor A4

As Spendor A4 são colunas diferentes do que tem sido a norma dos fabricantes atuais com um design clássico. São colunas de 2 vias com tweeter e woofer de 18cm. Apesar do seu aspeto simples, constatamos imediatamente que são colunas muitíssimo bem construídas, com acabamentos irrepreensíveis, e uma estética muito bem conseguida graças às proporções e qualidade da folha de madeira.

Apesar das suas dimensões reduzidas são colunas verdadeiramente impressionantes no tamanho do som, corpo e grave que produzem. Com apenas 83×16,5×27,5cm são capazes de encher a nossa maior sala de audições com quase 40m2. Existe uma tendência normal para nos impressionarmos com colunas pequenas com um som grande do que colunas grandes com um som pequeno. As A4 impressionam!

O HiFi é uma espécie de gestão de compromissos e as Spendor A4 não fazem propriamente milagres. Diria que são comedidas nos extremos, não tendo um agudo particularmente proeminente nem um grave que faz abanar a casa. Têm uma microdinámica soberba mas nota-se alguma compressão quando o volume sobe para níveis muito altos. A precisão do palco é boa mas não é incrível. Serão levados a pensar que não gosto assim tanto delas pois afinal de contas são boas a fazer o quê exatamente? Uma coisa é uma demonstração do potencial de umas boas colunas onde colocamos uma faixa de música clássica com uma variação de volume enorme e queremos replicar o evento de dezenas de instrumentistas na nossa sala. Outra coisa, provavelmente mais de 90%, é a utilização doméstica em que o volume é baixo ou moderado e queremos apreciar todo o tipo de música de uma forma sedutora. Um sistema que nos encante e nos faça querer ficar e ouvir mais, de preferencia sem incomodar muito os vizinhos. As Spendor não são colunas abafadas e anafadas. São colunas musicais e emotivas que, graças à sua simplicidade, tocam a música bem integrada, sem desfasamento entre tweeters e woofers, com uma correção temporal exemplar.

Não costumo ler nem apreciar reviews mas a Hifi Plus tem uma review com a qual consigo concordar. 

Ao longo dos anos, colunas como as Monitor Audio e Dynaudio têm-se aproximado cada vez mais desta integração e musicalidade mas ainda não atingiram bem o ponto em que as A4 estão nesse campo. Por outro lado, são colunas mais completas no que diz respeito ao espetro de frequências produzidas e capacidade dinâmica.  Felizmente, na VilaSound, Som & Imagem, oferecemos a hipótese de testar e comparar vários modelos destas 3 excelentes marcas tão distintas entre elas na sua abordagem tecnológica e resultado final audiófilo. Temos também outras boas marcas para testar mas estas servem de exemplo de fabrico distinto. Só ouvindo conseguimos perceber o que procuramos e entender as diferenças, vantagens e limitações e escolher o que damos mais prioridade.

As Spendor A4 gostam de algum músculo por trás. Aqui foram amplificadas pelo excelente Simaudio Moon 250i que lhes dá o devido fulgor. O Denafrips Ares II é a “pechincha” do momento capaz de se aproximar do incrível Denafrips Pontus, por metade do preço. Trata-se de um DAC R2R a receber audio via USB do Roon Nucleus a ler TIDAL via Roon.

 

Aqui fica um cheirinho (para ouvir com bons auscultadores):

Mighty Sam Mcclain & Knut Reiersrud – Jewels

 

Especificações

Crossover 2 vias
Frequência de resposta: 34Hz – 25kHz
Impedância nominal: 8 Ohms
Amplificação recomendada: 25-150watts
Sensibilidade: 86dB
Dimensões: 861 x 165 x 284mm
Peso: 16kg

PVP: 2900€

 

Amplificadores de auscultadores em demonstração

A VilaSound, Som & Imagem conta com enorme variedade na amplificação de auscultadores, com e sem DAC. Traga cá os seus auscultadores e poderá testar o seu real potencial.

 

Na foto (da esquerda para a direita, de cima para baixo): Synthesis ROMA 41DC+, Pro-Ject Audio Pre Box RS2, Creek OBH-21 MK2, Schiit Vali 2, ADL GT40a, Lehmann Audio Rhinelander, Pro-Ject Audio Headbox S2, iFi Audio nano iDSD Black Label, Advanced Sound Accessport, Audioquest Dragonfly.

 

Temos, entre outros, Audeze LCD-1, LCD-2C e LCD-XC; e também Advanced Sound Alpha.
Na compra dos Advanced Sound Alpha oferecemos um Schiit Vali 2! (acabou o stock de Adv Sound Alpha)

 

Review: Roon Nucleus vs Bluesound Node 2i c/ Bonn N8

Apesar de sempre ter mantido uma mente aberta em relação à alta fidelidade posso admitir que durante algum tempo era ‘anti-streaming’. Através de muita otimização era possível usar um computador como fonte de alta fidelidade com excelente resolução mas ao nível de streaming havia sempre algo que faltava. Para além disso, não sentia que o argumento da superior conveniência do streaming fosse muito válido. Sim, é possível armazenar muito mais música num espaço reduzido mas a catalogação adequada era um pequeno pesadelo e habitualmente acabávamos por ouvir sempre os mesmos artistas e álbuns.

Ao nível da conveniência, tudo mudou após a entrada em cena do Spotify. Depois, o Tidal, que não reduz a resolução dos ficheiros, apresentava a conveniência  do streaming e potencial do CD, e até da alta resolução via formato MQA. O Bluesound Node 2i permite um acesso sem soluços nem bugs ao Tidal e uma qualidade bem aceitável, especialmente ligando-lhe um DAC de melhor qualidade. Tem sido umas das fontes audio mais usadas na loja para demonstrações. Para obter a qualidade máxima, recorria sempre ainda assim ao CD e ao vinilo.

Um cliente e amigo, profissional na gestão de redes informáticas, sugeriu que o Bluesound, e qualquer equipamento audio que receba sinal via cabo ethernet, deveria ter um switch de rede imediatamente antes, com um cabo ethernet curto de boa qualidade. Segundo ele “… os pacotes vão sempre com a informação no header da cadencia correta com o qual toda a info deverá ser recompilada. (…) o switch que está a montante do end point vai-te reconstruir todo o sinal”. Ao testar com um switch TP-Link 5 portas notei que de facto se consegue melhorar significativamente a qualidade audio do Bluesound a tocar Tidal.

Entra em cena o ‘switch audiófilo’ Silent Angel Bonn N8. Comparativamente aos switches informáticos (e mais baratos), o Bonn N8 conta com uma fonte de alimentação e clock interno melhores, caixa de alumínio, material absorvedor the ruído EMI e filtragem. Testei o Bonn N8 com algum cepticismo pois aquilo que eles sugeriam (colocar o switch a montante do streamer), eu já fazia com o TPLink. Quão melhor poderia o Bonn N8 reconstruir o sinal? Será audível?

Bem audível. Sem ele a música perde ritmo e entusiasmo, um pouco menos de corpo e ‘pancada’. Depois de testar uma vez já não saiu da nossa sala de audições.
Será o conjunto Bluesound Node 2i + Silent Angel Bonn N8 + Denafrips Pontus a melhor fonte de streaming possível? Bem… Não.

Uma das coisas que me faz defender o Bluesound é a qualidade do software, rápido, intuitivo e bug free. O streaming tem de ser fácil e não irritante :)
Não existem muitas empresas no mundo a apostar tão fortemente no desenvolvimento do software como a Bluesound e … a Roon Labs. O software da Roon é ainda melhor, com melhor visualização do catálogo musical, maiores possibilidades ao nível da interação com a informação dos artistas e compras online. Já tinha experimentado o Roon ao nível do software e considerei de facto superior ao Bluesound (e também com outro preço). A Roon desenvolveu também o hardware optimizado para correr o seu software na forma do Roon Nucleus.  O conceito é um pouco diferente do Node 2i. Trata-se de algo mais semelhante a um computador do que a um equipamento audio. Permite instalar um disco interno, aceder a música partilhada na rede doméstica e aceder a serviços de streaming de forma integrada e altamente personalizada, mas intuitiva.
Tal como o Bluesound, o Nucleus é extremamente fácil de instalar, bastando ligar à rede de internet doméstica e instalar a app no telemóvel ou tablet. A ligação ao Denafrips Pontus é feita via USB (Audioquest Carbon USB) enquanto que no Bluesound é feita via cabo ótico (QED Reference).  Com o Nucleus a diferença na qualidade da reprodução musical é bem audível. É… digamos, macroscópica, ou seja, não é subtil. A música tem outra autoridade, o grave é mais profundo e mais impactante. Ouvindo Dire Straits – Six Blade Knife, apercebemo-nos logo desde os primeiros segundos que a música tem outro ritmo tornando-se quase impossível não bater o pé.
Comparando o conjunto Nucleus + Pontus com o leitor de CD Cambridge CXC + Pontus (cabo coaxial digital Audioquest Carbon) constato, pela primeira vez, que o streaming (a ler ficheiros 16bit/44KHz do Tidal!) apresenta melhor qualidade de som do que o CD.

Esoteric K07X, Denafrips Pontus

Por fim, tive a oportunidade de testar o Esoteric K07X a fazer transporte de sinal digital do CD para o Denafrips Pontus e aqui ainda foi possível ultrapassar o Nucleus. O CD ainda tem uma palavra a dizer, quando temos acesso a equipamento de leitura high-end.

 

Conclusão

O streaming já veio para ficar há muito tempo, especialmente através de serviços de subscrição como o Spotify, Tidal e Qobuz. Assistimos a uma evolução grande ao nível de hardware e software que nos permite agora usar os serviços de streaming e tirar partido da sua conveniência, não só com alta fidelidade e como, em alguns contextos, com melhor qualidade do que anteriormente registado com leitores de CD ou PC-Audio-USB. Para isso recomendo a aquisição de um switch the rede de boa qualidade, no mínimo um TP-Link, idealmente o Bonn N8 (ou o SOTM sNH 10G – novidades para breve).

 

Preços de venda a público dos equipamentos (IVA incl):

Bluesound Node 2i: 569€
Roon Nucleus: 1725€
Roon Nucleus+: 2950€
Licença vitalícia Roon: 699USD
Licença anual Roon: 119USD
Silent Angel Bonn N8: 395€
SOTM sNH 10G: 960€
SOTM sNH 10G (+clock +extras): 2016€
Denafrips Pontus: 1860€
Esoteric K07X: 6800€

 

 

Gustavo Rosa

Denafrips Pontus DAC

O mercado dos DACs (digital to analogue converters) tem evoluído significativamente nos últimos anos com muitos fabricantes novos a aparecerem. Novos e antigos, os fabricantes têm desenvolvido novas tecnologias ou ‘refrescando’ tecnologias antigas.
A novidade dos DACs baseados em FPGA (field-programmable gate array) ou em chips SABRE nunca me seduziu particularmente, embora o chip em si seja apenas uma pequena parte de um complexo sistema e por isso existem várias boas propostas no mercado que recorrem a estas tecnologias.
Já tendo testado alguns DACs baseados na velha mas comprovada tecnologia de resistor ladder continuo com a sensação que esta tecnologia mantém um potencial elevadíssimo.
Muitos dos novos fabricantes de DACs optaram desde há algum tempo por vender diretamente ao consumidor final. Embora possa refletir-se no preço (mais baixo), coloca problemas grandes ao consumidor pois não tem muitas hipóteses de testar e, pior, não tem possibilidade de fazer comparações com outros DACs, algo que rotinamente fazemos na loja com todo o tipo de equipamentos.  A história do áudio está repleta de equipamentos com designs e qualidade construção excelentes e especificações impressionantes que desiludem na sua performance. Por essa razão, qualquer audiófilo mais experiente concorda que é preciso experimentar!
Foi isso que fiz com o Denafrips Pontus (experimentar) após alguma negociação com o distribuidor. Um DAC que promete imenso! Denafrips é um fabricante chinês ainda largamente desconhecido, comercializado sob a alçada de Alvin Chee via Singapura que também comercializa a Vision e a Jay’s Audio (a Denafrips é a sua favorita). Começaram por desenvolver o Terminator, o topo de gama – um DAC que conta com a tecnologia R2R e segundo eles mais de 1000 resistências com tolerâncias dentro dos 0,005%, permitindo uma resolução 24bit para ficheiros PCM (segundo eles). A tecnologia de conversão resistor ladder dos Denafrips vem com um twist: a gestão do switch das resistências é feita através de módulos FPGA.
O engenheiro da Denafrips sobre a tecnologia resistor ladder ou R2R: “R2R DACs aren’t novel technology but the very first D/A conversion approach. Strictly speaking, using discrete R2R is no technological innovation but regression. It’s the D/A integrated chip which is the embodiment of technological progress. (…) In effect, any converter IC that’s been designed by a semiconductor firm is a black box. Its ultimate 

performance is already written to its hardware. In most cases, semiconductor engineers are not specialized audio engineers who understand music playback intimately. They won’t perfectly solve certain sonic problems while they design their chips. Once professional audio designers work with them, they cannot overwrite their built-in parameters. Many of their own design ideas can’t be exploited fully. They must always design around the limitations of their chosen silicon. This is precisely why we opted to revisit the most fundamental and early approach of the discrete resistor array. With it, we enjoy perfect freedom to design our very best solutions outside the usual constraints and boundaries which are imposed by the integrated converter chips.”

O Terminator ganhou bastante popularidade em reviews e fóruns internacionais. A Denafrips expandiu a sua oferta e oferece agora opções mais acessíveis. O Pontus beneficia de todo o desenvolvimento do Terminator a um preço extremamente interessante na minha opinião, considerando a sua qualidade de construção e tecnologia envolvida. O chassis do Pontus é feito em espesso alumínio cortado em CNC, fonte de alimentação linear, completamente balanceado, arquitectura proprietária R2R+DSD, CRYSTEK Flagship

CCHD-957 Femto Clocks, DSD1024, PCM 1536kHz, entradas I2S, BNC, AES/EBU, saídas XLR e RCA, enfim… you name it. Tem opção de NOS (Non-Oversampling) e Oversampling, e faz reclocking do sinal em todas as entradas digitais. Com um PVP de 1860€, não há DACs no mercado com este tipo de specs.
E o modelo de venda direta ao consumidor? Não fica mais barato? Em princípio não. Apesar do esforço de qualquer fabricante, dificilmente se evita o pagamento de taxas alfandegárias, portes e IVA. O custo de desalfandegação do Pontus foi de 108€, ao qual acresce a taxa de IVA sobre o custo de desalfandegação e taxa de IVA sobre o valor do Pontus.

COMO TOCA? 

Ainda longe do burn-in recomendado pelo fabricante (umas longas 300h), ainda com apenas cerca de 30h, posso dizer seguramente que é dos melhores DACs que já ouvi independentemente do preço. Toca precisamente nos pontos que procuro como amplitude dinamica, grande palco sonoro e especialmente a preservação do tempo – aquilo que distingue o hifi do high-end hifi: a preservação da excelência da interpretação artística. A diferença entre ouvir os sons/instrumentos e ouvir o artista. Muitos DACs oferecem definição e até dinamica mas retiram a emoção da interpretação.

É sem dúvida uma das peças áudio que mais me impressionou nos últimos tempos independentemente do preço. Se juntarmos o facto de custar muitas vezes menos alguns DACs concorrentes a proposta torna-se incontornável.

Disponível para audição.

Gustavo Rosa