Audize iSine 20

Os Audeze iSine 20 estão dentro do restrito grupo dos melhores auscultadores que já ouvi. Não têm falhas. Os agudos são definidos, o grave é extenso e articulado e, mais importante, o fator air guitar é máximo (fator air guitar: capacidade do sistema de dar mais ou menos vontade de acompanhar a música fazendo o gesto da guitarra com as mãos). Como dizia o felizardo que os comprou: até reggaeton consigo ouvir com estes auscultadores. De facto, conseguimos descobrir coisas novas em todas as músicas que ouvimos e apreciar o que podem trazer em termos de emoção, também oferecem uns arrepios de vez em quando.

Enquanto os testava tive dificuldade de mudar de faixa de teste. Cada uma que colocava tinha vontade de ouvir até ao fim, e a maioria ouvi mesmo até ao fim. Normalmente oiço apenas alguns segundos de uma lista de faixas de teste para formular uma opinião mas estes auscultadores não são para testar – são para ouvir! Tal é a forma como captam a atenção.

Trazem um mini DAC com ligação para iPhone que é bastante competente. Ligá-los diretamente a um telemóvel na entrada jack é um erro. Os Audeze transformam-se em banais in-ears. Precisam de um amplificador externo. Embora se possa perder a cabeça na compra de um amplificador, mesmo o acessível iFi Audio Nano iDSD (PVP: 229€) é extremamente compatível com os iSine 20 e capaz de retirar a maior parte do seu potencial.

São bastante confortáveis apesar do tamanho, pois são leves. Ao contrário da maior parte dos auscultadores in-ear, sendo abertos, permitem ouvir o ambiente à volta.

Musicalmente, na minha opinião, os Audeze iSine 20 estão ao nível de alguns dos melhores auscultadores do mercado (Meze Empyrian, Audeze LCD-4, Hifiman HE-1000). Em termos de espacialidade sonora, obviamente, sendo in-ear não conseguem dar a mesma envolvência de uns auscultadores over-ear. No entanto, considerando o seu PVP (699€) são estranhamente acessíveis para o prazer que dão, especialmente sabendo que são mais fáceis de amplificar. Altamente recomendados.

 

 

Especificações:

In-ear, semi-abertos
Transdutor planar-magnético. Imans Neodímio N50.
Impedância 20ohm
Sensibilidade 112dB/1mW
Amplificação mínima recomendada: 50mW
PVP: 699€

 

Gustavo Rosa

Review: REL HT/1508 Predator

Há um novo “kid on the block”! A REL não é nenhuma recém-chegada ao mundo dos subwoofers. É possivelmente um dos nomes mais antigos e famosos no fabrico de excelentes subwoofers. Sem dúvida que tem sido a marca que sempre recorremos quando os nossos clientes exigiam a melhor integração possível para ouvir música. Os REL permitem uma integração extraordinária fazendo com que o subwoofer desapareça completamente e que as colunas se transformem em colunas maiores, com mais grave e com mais palco, equilíbrio e emoção.

Para cinema os REL sempre foram muito bons mas outras marcas, como a SVS, que sempre foram direcionadas para o homecinema, representavam normalmente um maior ‘bang for the buck’. Dado que em homecinema podemos ajustar a fase temporal do sistema com recurso ao processador Áudio/Video, a integração fica automaticamente facilitada e os SVS, por comparação com os REL, tinham woofers maiores e mais potencia, capazes de abanar mais a casa com menos dinheiro. Os REL eram capazes de ser mais rápidos e refinados mas o cinema não exige tanto essas qualidades.

Falo no passado pois recentemente a REL lançou uma muito aguardada série HT – Home Theatre. São subwoofers sem a tradicional ligação high-level que permite aos REL ligarem-se a qualquer amplificador stereo como se fossem colunas passivas. Os HT ligam-se ao Recetor A/V por cabo RCA normal como qualquer subwoofer para homecinema. São por isso desenhados à la SVS – grandes e poderosos – mas retendo alguns dos princípios e know-how REL que os permite ser tão rápidos e emocionantes, contando com fieis seguidores por todo o mundo.

O HT/1508 conta com um altifalante CarbonGlas de 15″ (38cm) ultra leve. Segundo a REL, graças a uma combinação de fibra de vidro com um centro de massa em fibra de carbono, este altifalante de 15″ pesa muito menos do que um altifalante REL de 10″ de alguns anos atrás. Esta afirmação não me surpreende pois alguns subwoofers que eram referencias há alguns anos atrás são uns ‘meninos’ comparando com o estado-da-arte atual.

O HT/1508 tem um amplificador de 800W em classe D, otimizado para oferecer a melhor performance possível nas frequências baixas. A alimentar este amplificador está um transformador com uns gigantescos 1.2kW, o que significa que o amplificador tem amplas reservas! Na verdade, este amplificador debita 1000W mas a REL optou por limitá-lo de forma a prolongar o tempo de vida, sabendo que os 800W controlam o drive de forma ótima. Importa dizer que a REL é de longe a marca de subwoofers com menor taxa de avaria que nós conhecemos (extremamente baixa) e tipicamente os subwoofers em geral são peças que oferecem alguns problemas ao longo do seu tempo de vida, mesmo dentro da garantia.

A caixa tem extenso reforço interno para reduzir deformação, uma tampa no topo que amortece vibrações e um acabamento feito de um compósito rígido, que parece um pouco alumínio escovado mas é na verdade uma forma de dar melhor acabamento e conferir maior rigidez à caixa a um custo baixo. 

Tinha imensas expectativas relativamente à sua performance. Por um lado, as suas especificações são muito apelativas, por outro lado ele iria ser comparado com a referencia absoluta em cinema em casa: o SVS SB16-ULTRA, que conta com um altifalante ainda maior (16″) e um amplificador ainda mais potente (1500W!). 

SVS: SB1000 e SB16-ULTRA; REL: HT/1508 Predator e HT/1205

 

Prova superada!

O HT/1508 é maravilhoso. Antigamente, para um subwoofer ser considerado bom só precisava de fazer BOOOM nas explosões para satisfazer os cinéfilos. Hoje em dia os bons subwoofers devem ser capazes de muito mais, de forma a descobrimos sons e sensações que nem sabíamos que existiam na faixa sonora dos filmes. São vibrações que atravessam o corpo e o sofá de forma direccional e com variações de intensidade e dinâmica. No acompanhamento e complemento das colunas frontais o HT/1508 acompanha-as sem desfasamento e com a velocidade necessária para qualquer coluna. 

A cena da batalha das motas de luz do filme TRON: o Legado, é das melhores para aferir a profundidade, intensidade e definição de um subwoofer. As motas passam à nossa frente, ao lado, por cima e por baixo com uma precisão incrível fazendo tremer o chão e energizando o ar à volta delas. 

No início do filme Avatar, quando o Jake Sully desembarca para o hangar, há uma espécie de robô pilotado que passa por cima dele – e parece que passa por cima de nós também, já que é filmado em “Point of View” – muito bem feito. O HT/1508 consegue atirar autenticas ‘pedradas’ com tal precisão e realismo como nunca tinha experienciado aquela cena desta forma. Sim, nem mesmo o SB16 me deu a mesma sensação. Por comparação, diria que o SB16 consegue descer mais abaixo e oferecer maior SPL e estou convencido que em medições essa diferença será significativa. Peço desculpa aos ávidos consumidores de gráficos de SPL vs Frequência mas não irei fazer essas medições. Haverá pelo mundo fora pessoas mais competentes e com melhor equipamento para o fazer. Para além disso, nada substitui as sensações físicas e emocionais, e os gráficos não irão demonstrar aspetos igualmente importantes como a velocidade, integração e impacto. 

 

Como dizia, o SB16 terá maior capacidade de descer a frequencias mais baixas mas o HT/1508 desce muito baixo, sendo capaz de abanar devidamente a sala, o sofá, a roupa do corpo. Onde ele brilha relativamente ao SVS é na excitação que consegue dar às cenas de acção (e não só) e dá a sensação de ser efetivamente mais rápido do que o SVS, como era habitual nos outros modelos vocacionados para a música (e é muito mais barato!). Muito se deve provavelmente ao altifalante ultra-leve e ultra-rígido de 15″ (38cm), bem como outros truques que a REL é capaz de usar com a sua experiencia no fabrico de alguns dos melhores subwoofers do mundo. Um altifalante mais leve também precisa de menos Watts para se mover – é mais eficiente. Na banda sonora dos filmes, ou em música em geral, o HT/1508 brilha como seria de esperar. No início do filme A Invenção de Hugo, temos detalhes e nuances nas notas baixas que normalmente são completamente monotónicas com outros subwoofers. 

Temos também disponível o irmão mais pequeno, o HT/1205 (significa Home Theatre / 12 polegadas e 500W) que é igualmente interessante para o preço (PVP: 890€), e também o REL S/3 SHO que, curiosamente custa quase o mesmo. O S/3 SHO consegue ser ainda mais musical e, num sistema stereo sem processador AV, integrar-se ainda melhor mas não é capaz de mexer com as entranhas, fazer pular o sofá nem abanar as paredes como o HT/1508.

 

Nota final: o HT/1508 pode ser stacked, ou seja, empilhável através de uns ligadores de aço podendo colocar até 3 unidades na vertical. 

Pode ler mais sobre o desenvolvimento do REL HT/1508 aqui

 

Especificações

Caixa selada. Altifalante frontal de 15 polegadas (38cm) em fibra de vidro reforçado com fibra de carbono. Amplificador em classe D com 800W RMS. Entradas: Stereo RCA, LFE RCA e LFE XLR.

Dimensões: 500 x 457 x 492 mm. Peso: 38kg

Preço: 1790€

 

Gustavo Rosa

Finalmente o CABO: SpinX Cables

De todos os componentes de uma cadeia de alta fidelidade aqueles que menos gosto de testar são os cabos de coluna. Todos os cabos produzem diferenças que são na sua vasta maioria subtis e pequenas diferenças podem traduzir-se rapidamente em preços extremamente elevados. Para além disso, os cabos de coluna nunca são perfeitos. Normalmente são projetados para mehorar determinadas características mas fico sempre com a sensação que há muita informação que se perde.

Durante muito tempo, os TelluriumQ Black foram a minha referencia. Não creio que fossem os cabos perfeitos mas não tinham um preço demasiado exagerado (~300-500€/par) e quase sempre representavam uma melhoria significativa relativamente aos cabos mais baratos. Por vezes era uma melhoria subtil, dependendo do sistema, sensibilidade do audiófilo e valorização dessas subtilezas, mas quase sempre significativa, ou seja, compensava o investimento.

 

Entretanto tive a oportunidade de experimentar os EWA LS-25 (PVP: ~800€) que são a criação de um dos fundadores originais dos Tellurium Q, que decidiu criar a sua própria marca. Os LS-25 já têm alguma reputação como Tellurium killers mas, na minha experiencia, a diferença entre os dois é subtil na mesma medida que achei quando comparei os Tellurium Q Black com os Tellurium Q Ultra-Black (PVP: ~1500€). As diferenças existem mas tive dificuldade em justificar o enorme incremento em preço. Do que me recordo, penso que os EWALS-25 estarão pelo menos ao nível dos Tellurium Q Ultra-Black mas não deixam de custar o dobro dos Tellurium Q Black.

Os SpinX Cables são uma criação da empresa Spindeco que desenvolve tecnologia baseada em Spintronics. Não vou tentar explicar exatamente o que é a “spintrónica” mas penso que, basicamente, os SpinX Cables são construídos com um campo magnético uniforme ao longo do cabo de modo a tentar (ou conseguir) que os eletrões “fiquem todos orientados para o mesmo lado”. Pode parecer uma treta, e até impossível, e até pode ser que o que torna estes cabos diferentes, em termos de Física, seja algo completamente diferente e que não foi previsto. Quem sabe?

Testei os SpinX, comparando com vários cabos, incluindo os Tellurium, EWA ou Kimber, e em todos os casos as diferenças que percepcionei foram mais do que subtis. Foram diferenças análogas às que encontramos quando trocamos um amplificador ou um DAC. Consegui obter um palco maior, com melhor separação de todos os sons, no espaço e no tempo. A música adquire um entusiasmo bem superior. Depois da primeira comparação sabia in my gut que já não os ia tirar do sistema, as outras comparações que fiz depois foi só para confirmar a primeira impressão e determinar se podia escrever sobre eles com este entusiasmo de forma confiante. Seja qual foi a tecnologia que aplicaram nestes cabos – funcionou para mim e no meu sistema em demonstração (Simaudio Moon + Dynaudio). Sendo os mais baratos entre os cabos do comparativo (PVP: 390€ com 2x3m) recomendo o teste destes cabos em qualquer sistema. Será que é o cabo perfeito? Tenho a certeza que não e provalmente nem existe mas são os melhores cabos que já tive a oportunidade de experimentar.

 

Gustavo Rosa

VilaSound 2.0 – Está a valer

Ainda não a 100% mas já com novidades bem interessantes para mostrar, a nova loja fica situada na Praça Dom João II, a cerca de 200m da loja antiga. Esta nova localização tem uma exposição para o exterior bem maior e os paineis no exterior facilitam imenso a sua identificação. Na frente virada para nascente contamos com uma vista bem desafogada.

 

 

 

 

 

 

 

A área de exposição ainda precisa de alguns acabamentos finais cuja adjudicação sofreu inúmeros atrasos. Entretanto temos condições mínimas para atendimento.

 

 

 

 

Contámos já com uma sala de demonstração para música stereo com 18m2 e uma sala de de cinema com colunas de embutir que pensamos não ter igual em Portugal.

 

 

 

 

 

 

Em breve teremos uma segunda sala com cerca de 40m2 para audição de sistemas stereo.

 

Gustavo Rosa

AVISO: fechados para mudanças 18 de Março até 9 de Abril.

Hoje, dia 16/03,  foi o último dia aberto ao público na atual VilaSound, Som & Imagem. Foram 8 anos de grande evolução mas que não permitem evoluir muito mais.

Contamos reabrir no novo espaço em cerca de ~18 dias, cuja nova localização será revelada a seu tempo e também uma data para inauguração . Peço paciencia e compreensão nos próximos dias e prometo que valerá a pena a espera.

Continuo contactável pelos canais habituais para qualquer assunto.

Adeus e até já!

Gustavo Rosa

 

UPDATE (03/04/2019): depois de alguns atrasos, teremos condições mínimas para receber clientes a partir de dia 9 de Abril, com as novas instalações a ‘meio-gás’. Algumas adjudicações de obra estão atrasadas e levam-nos a manter indefinida a data para a inauguração.
As solicitações têm-se acumulado e só posso agradecer (e pedir) a paciência.

 

VilaSound 2.0

A VilaSound, Som & Imagem já está prestes a completar 8 anos. Durante este tempo crescemos todos os anos em volume de negócio e em oferta para os clientes. Tanto que a loja atual já atingiu o seu limite. Já precisamos de mais espaço há algum tempo e agora surgiu a oportunidade de mudar para um espaço maior e construir nele uma maior diversidade de salas de audição e de melhor qualidade, situado a cerca de 200m da loja atual.

A nova loja precisa de uma renovação total e por isso, para além do habitual volume de trabalho, temos menor disponibilidade do que o normal. É agora mais importante do que nunca marcar as visitas à VilaSound, Som & Imagem para garantir que o cliente recebe a atenção que merece. Agradecemos a compreensão com a promessa de em breve podermos dar algumas das melhores condições e oferta do país no que diz respeito a audio e video hi-fi.

 

Gustavo Rosa

 

 

 

 

Black Friday na VilaSound?

Algumas pessoas me perguntam se faço campanhas Black Friday. Geralmente digo que não. A VilaSound, Som & Imagem, dedica-se a montar os melhores sistemas hi-fi que os clientes podem e querem comprar. Mesmo comparando com as campanhas Black Friday de grandes superfícies, dificilmente conseguem melhor preço sobre a globalidade dos produtos que vendemos e nem cobramos o fundamental acompanhamento e aconselhamento nas audições e demonstrações. Também não somos apologistas das compras por impulso mas sim de compras bem informadas e verdadeiramente adequadas às necessidades, exigências e limites. Por vezes a maior poupança é não comprar mesmo.

Acontece, e alertamos que, grande parte dos produtos sofrem um aumento do seu Preço de Venda a Público para poderem ostentar um dístico de desconto bem gordo. Ou seja, se aumentarem o PVP em 50% podem fazer descontos de 70%. Simples. Outra estratégia é publicitar como desconto Black Friday algo que já estava em forte desconto há algum tempo e que por vezes ninguém quer (o chamado ‘mono’). Ou seja, se tiverem um produto de exposição/demonstração com 50% há 1 ano e publicitarem-no com desconto especial de 50% na Black Friday vão chamar mais atenção para ele, mesmo que o desconto seja exatamente o mesmo e o produto igualmente desinteressante.

Tendo dito isto, alguns fornecedores aumentam um pouco o desconto na época Black Friday e basta entrar em contacto connosco para receber uma cotação de um produto de interesse.

Já agora, sabia que na retoma de um produto comprado na VilaSound oferecemos em alguns casos até a totalidade do valor pago pelo cliente, na compra de um upgrade? Nenhuma campanha Black Friday oferece este tipo de condições.

 

Gustavo Rosa

Auscultadores em demonstração

A procura de auscultadores Hi-Fi tem ao longo dos anos potenciado enormes saltos tecnológicos por parte de fabricantes, aparecendo constantemente novos players neste mercado dominado por muitos anos por poucas empresas.
Na VilaSound, Som & Imagem, temos acompanhado essa evolução e mantendo-nos bem atentos às evoluções.  Neste momento, a tecnologia planar magnética já está bem amadurecida e começa, finalmente a ficar acessível sendo hoje em dia uma tecnologia incontornável na construção de auscultadores de alta qualidade.

Temos vindo a alargar a oferta em demonstração e contamos agora com os fabulosos Audeze LCD-XC, Audeze LCD2 Classic, Advanced Sound Alpha, Meze 99Classics e Grado SR60e.

Os Audeze dispensam grandes apresentações sendo já os icónicos e populares auscultadores com tecnologia planar magnética. Contam agora com uma nova e mais confortável headband. Os LCD-XC são a versão fechada dos LCD-X e seguramente um dos melhores auscultadores fechados do mundo, com um trabalho notável em conciliar o som arejado dos planares magnéticos numa solução com isolamento do exterior. A copa é feita em madeira envernizada e são um gozo para os olhos, para além dos ouvidos. A série LCD-X também é mais fácil de amplificar não exigindo tanto investimento no amplificador, e na minha opinião até podem ser uma opção superior aos já excelentes LCD-3, revistos aqui.
Os Advanced Sound são um dos tais novos players no mercado que conseguiram trazer para os audiófilos um excelente planar magnético acessível, o Adv Alpha. Junto com os Meze 99 Classics acreditamos ter as duas melhores opções open e closed back do mercado abaixo dos 500€ (e temos também os Meze 99 Neo).
Os Grado SR60e são um dos tais fabricantes antiquíssimos (existem desde 1953!) e continuam a oferecer uma excelente relação qualidade/preço com um som característico.

Para amplificar temos também uma oferta já bastante alargada com o magnífico Synthesis ROMA 41DC+ que fornece 2W pura classe A com um par de válvulas ECL82 em configuração single-ended. O ROMA 41DC+ conta com entradas digitais USB e ótica, o patenteado BLS que com um botão analisa a impedância dos auscultadores e se adapta automaticamente. Permite ainda amplificar um par de colunas!

Temos também o Trigon Exxpert, Creek OBH-21 MK2, Creek OBH-11 e iFi Micro iDSD (not pictured), para diferentes necessidades de potencia/impedancias e orçamento.

Aumentámos também muito a oferta de auriculares in-ear graças aos inovadores Advanced Sound e Meze Audio.  Temos assim os Adv Model 3, excepcionais auriculares bluetooth com cabo MMCX que permite a configuração wired ou wireless; os Adv GT3, auriculares wired high-end; os Adv EvoX, auriculares bluetooth muito práticos especialmente para a prática de desporto ou para músicos, desenhados para se manterem estáveis na orelha e lidar bem com suor. Os Adv M4, auriculares wired mais acessíveis com relação qualidade preço excelente;  o Adv Accessport, um amplificador portátil para iPod, iPhone, iPad; e os por fim, os populares e já clássicos, Meze 11Neo.

Existem muitas mais marcas e modelos e continuam a aparecer muitas outras novas. Esta foi a seleção que dentro de cada preço acredito ser a melhor.

Como fonte, usamos normalmente um Bluesound Node 2 e subscrição TIDAL por isso basta aparecer, procurar as músicas que mais gosta e experimentar sem compromisso. Também temos os tradicionais leitores de CD e giradiscos para quem prefere o suporte físico.

 

Gustavo Rosa

The House of Marley – Stir It Up Turntable

A House of Marley é uma marca virada para produtos Lifestyle que normalmente não entram no portfolio da VilaSound, Som & Imagem preferindo nós sempre os produtos que permitem a maior fidelidade possível de audição (ou visualização) para o preço. No entanto, quando vi o giradiscos Stir It Up que lançaram achei que era um produto que faltava para os iniciados no vinilo.

A lista de componentes e funções é impressionante para o preço!  O chassis de bamboo, um material conhecido pela excelente rigidez e consequente resposta a vibrações está acoplado a 4 pés/base em mola com ‘desperdício’ de silicone. Esta solução, para além de ser construída através de materiais sustentáveis e reciclados, permite um controlo de vibrações incrível com um preço baixo. A prova é experimentar colocar o um disco a tocar e bater com os nós dos dedos na mesa onde colocamos o giradiscos. É preciso uma pancada bem forte para fazer saltar a agulha, enquanto que normalmente uma pequena pancada provoca imediatamente uma reação desagradável na leitura do disco.

O prato é feito de alumínio (reciclado) e o tapete é feito desperdício de silicone. Tanto o prato como o tapete têm excelente aspeto e permitem reduzir a vibração no disco proveniente da reprodução musical e do motor.

O controlo da velocidade de rotação do disco é feita através de um botão giratório na frente da base e a rotação inicia quanto rodamos o braço no sentido do disco para iniciar a leitura. A rotação é gerada “tradicionalmente” através de correia.

O braço do Stir It Up será talvez o elo mais fraco, não que haja alguma coisa de errado com ele mas penso estar uns furos abaixo do seu concorrente direito – Rega Planar 1 com braço RB101. O braço do Rega transmite a sensação de menor atrito no movimento horizontal e especialmente vertical, para além de ter um aspeto mais sólido. Não deveria haver surpresas aqui, afinal de contas a construção de braços para giradiscos foi aquilo que começou por colocar a Rega no radar audiófilo há mais de 30 anos, com o RB300!

O Stir It Up inclui já um pré-phono MM, saída USB para digitalizar os discos e um adaptador para pequenos discos 45RPM. Vem montada uma célula Audio-Technica AT3600L.

Com o excelente controlo de vibrações e com a capaz Audio-Technica o Stir It Up é permite aos iniciados a captação das qualidades dos discos de vinilo. A música é transmitida com baixo ruído, sem supresas de estalidos nem agulha a saltar. Mesmo quando puxamos (muito) pelo volume o sistema mantém-se coeso, dinâmico e com uma resposta nos graves intacta. Esta característica diz muito acerca da qualidade do controlo de vibrações do Stir It Up.

 

Como se compara com o Rega Planar 1?

Essa é a questão pertinente. O Stir It Up lida melhor do que o Planar 1 a volumes altos, a não ser que investam algum dinheiro na base do giradiscos, possivelmente custando mais do que o próprio giradiscos. A volumes moderados e baixos o Planar 1 será um pouco superior graças, na minha opinião, ao braço Rega.

O Stir It Up custa 269€ e o Planar 1 299€. A diferença de preço não é muita mas considerando que o Stir It Up já inclui pré-phono permite-nos poupar cerca de 100-200€ num pré-phono externo (Pro-Ject, Rega ou Creek). A Rega lançou entretanto o Planar 1 Plus (389€) que inclui também um pré-phono, custando mais 120€ do que o Stir It Up.

 

Conclusão

Os giradiscos que gosto mais de vender, pois entram verdadeiramente na alta fidelidade são os Rega P3, ou melhor ainda, os Pro-Ject RPM3 (ou melhor ainda os AVID!). No entanto, realisticamente, muita gente procura os giradiscos para reviver algumas memórias ou utilizar uma coleção de giradiscos que está parada. Muitas vezes o cliente nem sabe se será uma forma de ouvir música para manter por muitos anos ou apenas uma moda que irá passar. Essa indecisão inibe logicamente uma compra dispendiosa. Apesar do Rega Planar 1 ser excelente para o preço, também não permite grande evolução, caso o cliente se entusiasme.

Penso que o Stir It Up resolve muitas destas questões com o seu preço, facilidade de utilização, qualidade na reprodução e versatilidade, podendo ligar-se a qualquer amplificador assim que sai da caixa.

 

NOTA FINAL: Os clientes que comprarem um Stir It Up (ou um Rega, Pro-Ject, AVID) e que se arrependerem, entusiasmando-se e querendo subir a qualidade podem contar com a retoma por parte da VilaSound, conseguindo por vezes receber de volta a totalidade do que pagaram. Deverão sempre guardar caixa e acessórios, e manter o equipamento nas melhores condições.

Em demonstração: Simaudio Moon 600i v2

Sempre que ouvi um sistema com eletrónica Simaudio Moon achei que havia ali algo especial. Uma coisa é ouvir num audioshow ou numa loja, numa audição isolada, outra é ouvir aqui na minha sala, com os componentes que conheço bem e poder comparar com outras referencias. O distribuidor da Simaudio para Portugal (e Espanha) finalmente me emprestou um Moon 600i v2 que tanto queria experimentar aqui. As expectativas eram muito elevadas conhecendo o que conheço da Simaudio. Para além disso, o preço (PVP: 6999€) não sendo exatamente barato situa-se bem abaixo de muitas soluções com as quais eu suspeitava que o 600i v2 se conseguia bater.

Setup com transporte Cambridge CXC e Bluesound Node 2 a alimentar o DAC HEGEL HD30

Apesar das expectativas elevadas, o 600i v2 superou-as. Por onde começar?

Tirando da caixa, bem acondicionado, o Moon 600i v2 é um aparelho que demonstra imediatamente uma qualidade de construção excelente. Sente-se bem compacto, pesado, sem nada que torça ou chocalhe. A Simaudio pinta de preto o chassis com uma tinta que alega diminuir a ressonancia e certamente assim parece considerando a sensação inerte que o Moon transmite. Os paineis lateriais e botão de volume em alumínio escovado e botões cinzentos ficam a matar, esteticamente falando, na minha modesta opinião. Atrás, as fichas parecem acima do “básico” que se observam na maioria das vezes e por baixo os pés permitem nivelação. O chassis é tão rígido que mesmo com os seus 21kg não se observa qualquer torção e por isso a nivelação dos pés é importante de modo a que assentem os quatro.

O Moon 600i v2 é um full dual-mono , com dois transformadores toroídais de grandes dimensões construídos sobre especificações precisas para grande eficiencia

Pormenor dos pés do amplificador

e baixo ruído, um para cada canal. O circuito opera sem retroalimentação global para, supostamente eliminar erros de fase, impedir interações com o retorno do sinal das colunas e eliminar a distorção intermodular transiente, que a Simaudio alega ser bem mais nefasta do que a distorção harmónica. Debita 2x125W a 8ohm e 2x250W a 4ohm. A Simaudio tende a ser bem conservadora nas especificações de potência.

O controlo de volume do Moon 600i V2 (e de toda a linha Evolution, bem como o amplificador de auscultadores 430HA) é muito elaborado e evoluído chamado M-eVOL2, proprietário da Simaudio. Ao rodar o botão do volume, estamos a ativar um mecanismo ótico que controla/seleciona resistencias diferentes e não degrada o sinal conforme o volume. Ou seja, a resolução é a mesma a qualquer volume. Como não existem partes móveis, o tempo de vida deste mecanismo é praticamente infinito.

As entradas de linha podem ser configuradas em bypass (para homecinema por exemplo) e podem ser ajustadas individualmente para diferentes sensibilidades de modo a se adaptarem a qualquer fonte e volume. As placas de circuito impresso levam quatro camadas e as pistas são feitas em cobre puro para melhor resolução e relação sinal/ruído. Tudo Made in Canada.

Por fim, a Simaudio oferece 10 anos de garantia (sim… 10 anos)!

OK, já sei… Como toca?

Estupidamente bem. É um dos raros amplificadores capaz de ser musical, respeitar os silêncios da música, as interpretações dos artistas, as subtilezas e micro dinâmicas e ao mesmo tempo capaz também de tocar a volumes extremamente altos com compostura e grave profundo e controlado. As colunas conseguem ir “buscar” frequencias baixas que eu não sabia que conseguiam. A faixa de “Makes Us Stronger” de Ghost Rider transforma a nossa sala de audições numa autentica rave party como se tivéssemos 20 colunas PA de cada lado excepto com controlo e pureza. De seguida colocamos “Just a Dream on My Mind” de Count Basie (album “Kansas City Shout” – recomendo) e parece que temos o Eddie “Cleanhead” Vinson a cantar à nossa frente, pausadamente, com a sua voz roca. O piano de Count Basie e contrabaixo a tocar em perfeita harmonia.

Os seus 2x125W parecem ser bem conservadores considerando que ainda não consegui chegar ao seu limite de potencia, mesmo usando as Dynaudio Focus 340 que conseguem consumir enormes quantidades de energia. Já agora, não é por acaso que a Dynaudio utiliza muito a eletrónica Simaudio nas suas demonstrações em feiras pois a sinergia é excelente, embora penso que os Simaudio não tenham “problemas com casamentos”.

Altamente recomendado.

 

Especificações:

2x125W (8ohm), 2x250W (4ohm) Classe A/B
5W classe A
Sensibilidade de entrada: 490mV – 6.0V RMS
Inputs: 4x RCA, 1x XLR
Ganho: 37dB
Frequencia de resposta: 10Hz – 100kHz +0/-0.1dB
Crosstalk @ 1kHz -100dB
THD (20Hz – 20kHz @ 125 watts): 0.04%
Dimensões: 47,6 x 10,2 x 46,0 cm
Peso: 21kg
PVP: 6999€

 

Gustavo Rosa