São João – dia 23 Junho

 

No próximo Sábado dia 23 de Junho  Vila do Conde festeja o São João e estaremos fechados todo o dia.

Em demonstração: MBL Corona e MBL 126

Em antecipação das Ajasom Sessions, nos dias 1 e 2 de Junho no Hotel Sheraton – Porto, temos em demonstração o sistema MBL da linha Corona. A MBL é Made in Germany e recusa-se a ser “só mais um” fabricante de alta fidelidade, criando uma forma única de reprodução audio.

O sistema é constituído pelo leitor de MBL CD31, amplificador integrado MBL C51 e colunas MBL 126.

O MBL CD31 é um leitor de CD e DAC, permitindo receber sinal digital e converte-lo em analógico com alta qualidade, através do DAC derivado da linha Reference.

Especificações: DAC 24bit Multibit Sigma-Delta, saídas RCA 2V e XLR 4V. Entradas digitais ótica, coaxial e USB assíncrona. Isolamento galvânico. PVP: 7300€

 

 

O MBL C51 é um amplificador integrado que usa uma tecnologia proprietária da MBL chamada LASA. Segundo a MBL o amplificador usa uma fonte de alimentação ultralinear e sobredimensionada, com um estágio saída comutado, sempre preservando a integridade do sinal analógico.

Especificações: 2x180W (8ohm), 2x300W (4ohm), 2x400W (2ohm). Relação sinal/ruído: 122db (@300W/4ohm). PVP: 8800€

 

As pequenas MBL126 trazem consigo todo o know-how único da MBL. Duas únidades radiais reproduzem médios e agudos de forma omnidireccional, conseguindo uma extraordinária recriação tridimensional do palco sonoro. A reprodução das frequencias baixas fica a cargo de dois woofers em push-pull.

Antes ou depois do evento da Ajasom no Sheraton tem a oportunidade de conhecer o superlativo sistema MBL aqui na VilaSound, Som & Imagem.

 

 

 

 

 

 

Fechados de 10-12 de Maio – HIGH END MUNICH 2018

Vou estar em Munique nos dias 10-12 de Maio para visitar o HIGH END MUNICH 2018, a maior feira de alta fidelidade na Europa. Como tal, excecionalmente, estaremos encerrados nos dias 10, 11 e 12 de Maio (quinta-feira até Sábado inclusivé).

O HIGH END MUNICH 2018 conta com cententas de expositores ligados à alta fidelidade, mostrando todo o tipo de artigos desde giradiscos e auscultadores até paineis acústicos e cadeiras audiófilas.

 

 

Review: Pro-Ject RPM3 Carbon

O Pro-Ject RPM3 Carbon foi vencedor do prémio EISA em 2015-2016 e recebeu o Red Dot Award em 2016. Está longe de ser um segredo bem guardado mas ainda assim é normalmente preterido face aos giradiscos Pro-Ject de design tradicional como os Debut ou os Classic, e também face aos REGA. O seu aspeto menos tradicional tem uma razão de ser ao nível técnico. Digamos que a forma segue a função e na minha opinião oferece uma tecnologia superior ao que se habitualmente encontra nesta gama de preços.

No excelente vídeo de uns colegas americanos da Audio Advice, é possível visualizar as diferenças técnicas entre os Pro-Ject Debut Carbon, Debut Carbon Esprit e RPM3 Carbon de forma bastante clara.

 

Ao contrário de muitos giradiscos nesta gama de preços, o RPM3 Carbon não vem com tapete de feltro mas sim com uma base de vinilo reciclado em cima do prato de MDF. Esta característica permite acoplar o disco ao prato de forma a reduzir a vibração do mesmo. A maior parte das vibrações vêm das colunas de som e nada impede que o disco vibre se ele estiver assente num tapete de feltro.

O prato do RPM3 Carbon assenta num veio invertido em aço com um rolamento em cerâmica. Este design permite obter um ponto de contacto muito pequeno fazendo com que o prato rode livremente com o mínimo de atrito e com baixo nível de rumble (movimento elítico do prato). Os AVID também usam este método, embora de forma mais sofisticada.

Outra excelente característica do RPM3 Carbon é o completo desacoplamento do motor, mantendo-o na mesma ‘arrumado’ no chassis. O motor AC de alta precisão oferece uma rotação estável e precisa. Podemos encostar um dedo na caixa do motor e constatar o quanto vibra. Felizmente, o chassis não recebe essa vibração.

O braço Pro-Ject de 10″ em alumínio/fibra de carbono em forma de S é muito elegante e com anti-skating magnético que admito me agradar mais do que o habitual na Pro-Ject com o peso pendurado no fio de nylon.

Como toca? Na minha opinião, bem acima do que o seu preço poderia antecipar. Tem uma segurança no grave, uma autoridade, punch e ritmo excelentes, só possíveis com um bom design tecnológico. Faz-nos bater o pé a partir dos primeiros segundos de reprodução.

Ainda não recebi o Pro-Ject Clamp It, que será provavelmente um lógico upgrade com o objetivo de melhorar o acomplamento do disco ao prato, também à semelhança dos AVID. Normalmente, os giradiscos não são compatíveis com clamps e pucks porque os veios, chumaceiras e motores não estão preparados para lidar com esse peso extra. No o RPM3 Carbon esse peso adicional não é um problema, graças ao seu veio ultra rígido e de baixa fricção.

O RPM3 Carbon pode ser comprado sem célula ou com a Ortofon 2M-Silver (muito semelhante à Ortofon 2M-RED) por apenas mais 49€. Altamente recomendado!

 

Especificações técnicas

Precision belt drive using free-standing synchronous motor
Central mass point optimizes vibrancy behaviour
Ultra precision DC-driven AC generator motor power
Inverted platter bearing with ceramic ball
Platter made from MDF using vinyl mat
10” S-shaped tonearm made from carbon, aluminium, resin utilising special heat and pressure treatments
Magnetic antiskating
Counterweight with TPE damping
Available with or without Ortofon 2M Silver cartridge
3 high-gloss colours (black, red, white)
Lid available as an option
PVP: 650€ s/ célula
PVP: 699€ c/ Ortofon 2M-Silver

Novidades: Dali Epicon 6 e Dayens Ecstasy III


Acabadinhas de chegar as Dali Epicon 6 já tocam. Graças às 10 (!) camadas de verniz de alto brilho e folha de madeira ‘Ruby Macassar’, as Epicon 6 são lindas e feitas para durar.

A Epicon é a linha topo de gama da Dali e por isso conta com todos os avanços tecnológicos da marca. A caixa é feita com várias camadas de MDF pressionados para uma construção ultra-rígida, construção in-house de todos os altifalantes, incluindo a proprietária tecnologia SMC (Soft Magnetic Compound) e o famoso ‘tweeter híbrido’ constituído por uma secção de fita e outra de cúpula de seda.

 

Especificações:

Frequencia de resposta (-3dB): 35Hz-30KHz
Impedancia nominal: 5ohm
Potencia admissível: 50-300W
Dimensões: 1062 x 320x 459mm
Peso 30kg/un
PVP: 9499€

 

 

Também disponível para audição, embora não necessariamente relacionado com as Epicon 6, temos o Dayens Ecstasy III. A Dayens tem crescido imenso em popularidade graças a evidente qualidade de construção e de peças envolvidas na construção, com um preço acessível. Ecstasy III pretende ser um tomba-gigantes, e é de facto muito impressionante, tal como o Menuetto já nos tinha impressionado. O Ecstasy III não tem pré-phono, DAC, streamer, bluetooth, saída para auscultadores. Apenas componentes destinados a nos dar a melhor qualidade de som possível.

Especificações:

Amplificador Stereo Integrado classe A/B
2x100W (8ohm) e 2x150W (4ohm)
Controlador de volume ALPS
Condensadores Mundorf MCap e MLytic
PVP: 1790€

 

Em demonstração: AVID DIVA II SP vs REGA PL6 vs REGA PL2

À semelhança do que a AVID faz com o GBB (Good Better Best), apresentamos a nossa própria versão (mais em conta) de um GBB. Durante cerca de 10 dias iremos ter em demonstração 3 giradiscos de preços bem diferentes para comparativo. Convidamos clientes e também apenas curiosos para experimentar a diferença entre giradiscos de entrada de gama, gama média e gama alta.

O AVID DIVA II SP está equipado com braço Pro-Ject 9CC Evolution e célula Micro Benz ACE SL. O preço de venda a público (PVP) do conjunto é de 5130€.

 

 

 

 

 

O novo Rega Planar 6 vem equipado com o seu braço de origem, o Rega RB330 e com a célula Goldring Elite MC. O PVP do conjunto é de 1810€.

 

 

 

 

 

O novo Rega Planar 2 vem equipado também com o seu braço de origem, o Rega RB220 e com a célula Nagaoka MP-110. O PVP do conjunto é de 648€.

 

 

 

 

 

Todos os giradiscos são ligados, à vez, ao belíssimo Synthesis ROMA 79DC, que permite amplificar o sinal de células MM e MC, embora tenhamos também o Rega Fono MC (apenas aceita células MC). Não perca esta oportunidade.

 

Comparativo: STAX SR-007MK2, Audeze LCD-3 e Focal Elear

Audiovalve Solaris – Um dos melhores amplificadores de auscultadores do mundo.

Graças à Audiovalve, temos um amplificador que permite amplificar qualquer auscultador, STAX inclusivé. O Audiovalve Solaris permite ligar 2 auscultadores via jack 6mm, 1 via 4 pin balanceado e 1 STAX. Permite ainda ligar um par de colunas e fornecer até 12W por canal, graças a 4 válvulas 6GV18 por canal. O Solaris permite ainda usar os auscultadores em modo baixa impedancia (menos de 100ohm),  alta impedancia em modo OTL (Output Transformer Less) que, como o nome indica não utiliza transformadores à saída, e ainda o modo STAX com bias a 580VDC. O amplificador tem 5 entradas RCA line-level, 1 entrada Phono MM e 2 entradas XLR.

O Solaris permite assim amplificar auscultadores com impedancias de 3ohm até 145 000ohm (!), tornando-se assim não só uma referencia em termos de qualidade de reprodução como também de versatilidade e, neste caso, na ferramenta perfeita para comparar diferentes auscultadores.

Trata-se de uma construção dual mono com transpormadores Pikatron para os andares de saída e um toroidal para alimentação da etapa de pré amplificação. A Audiovalve, pelo Sr Helmut Becker, alega que o Solaris é linear do 15Hz até aos 100 000Hz! O bias das válvulas é ajustado de forma completamente automática.

 

Esta será das reviews mas difíceis de escrever até hoje. Quem já teve a oportunidade de testar auscultadores high-end poderá constatar que não existem auscultadores perfeitos. Quando oiço sistemas hi-fi com colunas, em geral, considero que o equilibrio tonal está quase sempre satisfatório ou muito bom e interessam-me avaliar características que considero mais difíceis ou que mais frequentemente falham: transparencia, dinamica, sensação 3D, precisão temporal, ritmo e impacto. Nos auscultadores acabo por avaliar muitas vezes “à moda antiga”: graves, médios e agudos. É muito frequente observar auscultadores com desiquilíbrios tonais pronunciados, mesmo em faixas de preços que não deixavam adivinhar tal defeito.

Os tres auscultadores em análise utilizam metodos de transdução muito diferentes. Os Focal Elear são auscultadores eletrodinamicos: utilizam um altifalante com movimento pistonico, semelhante a uma coluna de som monovia. Os Audeze LCD-3 são auscultadores planar magnéticos: filas de magnetos criam um campo magnético que faz vibrar uma fina membrana de mylar. Os STAX SR-007MK2 são eletroestáticos, utilizando a eletricidade estática criada numa rede metálica para excitar um fino diafragma. Poderão examinar melhor as diferenças visitando estes sites: 1, 2 e 3.

Os Focal Elear são substancialmente mais baratos (PVP: 990€) do que os Audeze LCD-3 (PVP: 2259€) e do que os STAX SR-007 MK2 (PVP: 2600€) mas foram incluídos neste comparativo por achar que são bons representantes da vanguarda dos auscultadores eletrodinamicos e a um preço acessível. Em vez de caracterizar cada auscultador talvez seja mais fácil descrever como tocam diferentes músicas.

Stevie Ray Vaughan – Tin Pan Alley (Album: Couldn’t Stan the Weather)

Esta é uma faixa muito completa, com um grave profundo, agudos impactantes (com o puxar da corda violentamente) e nota artística elevada. Com os Stax SR-007, o Stevie toca magistralmente. Quase que o sentimos a respirar, a música parece até parar em pequenos momentos. O palco sonoro forma-se em torno da cabeça, como se fosse uma núvem, em vez de vir apenas dos auscultadores. O grave do baixo é muito musical e apesar de ter uma extensão limitada, é rico e não é monotónico.

Com os Audeze LCD-3, temos imediatamente um incremento grande na extensão do grave. Temos também mais impacto nas cordas. Em comparação com os STAX, o palco está mais confinado aos auscultadores e temos um som mais “preso”. O detalhe e a rapidez são formidáveis embora não exatamente ao nível dos STAX. É fácil caracterizar os Audeze como mais dinamicos do que os STAX mas eu tenho algumas dúvidas. Se fizermos uma analogia com a imagem, a dinamica seria análoga ao contraste e o impacto análogo ao brilho/luz. Se tivermos mais luz na imagem não temos necessáriamente mais contraste. Os STAX parecem ter mais silencio, mas não têm tanto impacto. Ambos auscultadores permitem ouvir a níveis de SPL absurdos tal o nível baixo de distorção.

Os Focal Elear são por comparação mais limitados na largura de banda. A extensão no grave fica perto dos Audeze, e superior aos STAX, mas abaixo de ambos em extenção de frequencias altas. O som não é tão harmonioso e tem tendencia a endurecer a volumes mais altos.

 

Dee Dee Bridgewater – Slow Boat to China (Album: Live at Yoshi’s)

Esta faixa não é particularmente musical para mim mas graças à dinamica avassaladora permite testar várias características de auscultadores (e colunas).
Aqui a diferença de impacto entre os Stax e os restantes é bem notória. Sendo os Stax bastante limitados nesse aspeto (mas ajudam bastante a ouvir a faixa pois a pandeireta a bater nos ouvidos não é especialmente agradável). Com os Audeze em especial, a pandeireta parece estar a bater dentro dos ouvidos de forma assustadora, especialmente considerando que podemos aumentar o volume sem sentir o endurecimento (mas podemos ficar surdos).

 

Leonard Cohen – Famous Blue Raincoat (Album: The Essential)

Nesta faixa os STAX SR-007 sobressaem relativamente aos restantes. A sua capacidade de transmitir a melancolia do Leonard, a separação dos instrumentos e vozes é incrível. A certo ponto, quando entra o coro, temos a sensação que temos de facto uma senhora a sussurar em cada ouvido. Tanto com os Focal como com os Audeze, a apresentação é mais densa e mais localizada, fazendo perder um pouco a magia que se ouve com os STAX.

 

 

Arctic Monkeys – Are You Mine (Album:  AM)

Com hard rock / heavy metal, penso que será muito subjetivo. A mim agradou-me a forma como os STAX permitem separar o melhor possível a “confusão” da massa sonora e permitir uma audição vibrante e musical, sem causar cansaço. Quem preferir uma experiencia mais impactante irá preferir os Audeze ou os Focal.

 

 

 

Liam Payne – Strip That Down

Esta faixa tem um grave profundo, que precisa de um subwoofer num sistema com colunas, para se conhecer verdadeiramente. Os Audeze aqui são os grandes vencedores e os STAX incapazes de “chegar lá abaixo”, ficando os Focal mais perto dos Audeze do que dos STAX.

Na verdade, o verdadeiro vencedor da extensão do grave nesta música foram os Meze 99 Classics que, por apenas 309€, podem muito bem ser a opção ideal para quem ouve mais este tipo de música.

 

Conclusões

STAX SR-007MK2

Os SR-007MK2 são muito leves e extremamente confortáveis. São diferentes de tudo o que já experimentei. A experencia de ouvir música com eles é muitas vezes caracterizada de éterea (em reviews profissionais e de utilizadores). Tenho de concordar. A sua construção leve e “solta” combina bem com a sua apresentação sónica e por vezes faz-nos esquecer que estamos a ouvir música com auscultadores. A música ‘aparece’ de uma esfera imaginária à volta da cabeça. São extremamente rápidos, permitindo ouvir detalhes que nunca tínhamos ouvido e especialmente o silencio entre notas. Dão um insight formidável às capacidades artísticas e interpretativas dos músicos. Tonalmente são extremamente equilibrados dos 60-80Hz para cima (estimativa!), sendo mais limitados do que a maioria dos auscultadores na extensão do grave. São auscultadores que permitem ouvir horas a fio pois apresentam baixíssima distorção e não parecem cansar minimamente.

Audeze LCD-3

Os Audeze são bem mais pesados do que a maioria dos auscultadores que já testei. A sua colocação na cabeça sente-se. Se se tornam desconfortáveis ao fim de algum tempo é algo que ainda falta testar. No entanto, as suas almofadas de pele assentam muito bem à volta da orelha e oferecem conforto e ‘aconchego’. Não tendo a ‘magia’ dos eletroestáticos, conseguem ser auscultadores mais perfeitos. Têm uma largura de banda enorme, com um grave bem profundo e agudos bem altos. Tonalmente diria que têm um pouco de ênfase na gama média-baixa tornando os um pouco mais ‘escuros’. O som é por isso detalhado e rápido como poucos auscultadores dinamicos conseguem fazer (nenhum que eu tenha experimentado) mas impactante, encorpado e com um registo de frequencias baixas ao nível dos melhores. Se os STAX apresentam um som etéreo, os Audeze apresentam um som bem mais denso.

Focal Elear

Até aqui talvez tenham ficado com uma sensação negativa em relação aos Focal Elear. Comparando com os STAX e Audeze eles ficam abaixo em todos os parametros que possamos analisar. Felizmente ficam também abaixo, e muito, no preço. Por 990€ (PVP) são auscultadores ainda no domínio do ‘acessível’. Para além disso, com um impedancia de 80ohm não exigem tanto do amplificador como os Audeze (110ohm) e muito menos do que os STAX, que precisam de amplificadores dedicados. Estão entre os melhores auscultadores dinamicos que já ouvi. A sua construção é formidável e assentam na cabeça de forma anatomicamente perfeita. Não oferecem a sensação solta dos STAX (há quem goste e quem não goste), e assentam de forma mais aconchegada. São por isso muito confortáveis. Tonalmente são muito equilibrados embora mais limitados nos extremos, do que os Audeze. Não são auscultadores para bass heads e a sua resposta em frequencias altas também não é tão extensa como os eletroestáticos ou planar magnéticos mas no geral, e especialmente para o preço, são muito muito bons e difíceis de criticar. Que sequer possam ser comparados com os Audeze e STAX já é muito indicativo.

Quais escolher?

Dos quatro auscultadores aqui referidos (incluindo os Meze), se fosse obrigado a escolher apenas um, escolheria os Audeze LCD-2. Se pudesse ter dois possivelmente optaria pelos STAX para audições focadas mas teria (e tenho) uns Meze 99 Classics para ter junto do PC com um Audioquest Dragonfly para uma utilização descontraída como ver videos Youtube, música pop, gaming, etc. Se tivesse um orçamento mais limitado escolheria os Focal Elear.

 

Review Dynaudio: Special Forty vs Contour 20

Tenho tido a sorte de conviver em simultaneo com duas referencias em colunas monitoras para 2017. A Dynaudio tem uma enorme tradição em produzir excelentes colunas de duas vias em suporte, afinal de contas as Special Forty recebem esse nome devido ao quadragésimo aniversário da Dynaudio. 40 anos a fazer colunas. Todas as colunas Dynaudio são criadas e fabricadas na Dinamarca, desde o mais pequeno parafuso até ao verniz, segundo eles. Todas as novas gerações recebem aperfeiçoamentos constantes.

Contour 20

As Dynaudio Contour 20 trazem o Esotar2, que é o tweeter topo de gama presente nas colunas das gamas Confidence e Evidence, bem como um altifalante com 18cm para médios e graves novo, desenhado especificamente para a gama Contour. Este altifalante consegue realizar uma excursão 70% superior, é mais leve e tem uma bobine maior do que a versão anterior. Ambos drivers são montados numa placa de alumínio maciço com 14mm que reduz vibrações e dá alicerces estáveis aos altifalantes. A caixa com 215 x 440 x 360mm é grande para coluna monitora, as suas paredes laterais são curvas e no seu interior apresentam uma superficie difusora. O crossover de segunda ordem beneficia da larga experiencia da Dynaudio, especialmente em 2 vias, e traz inclusivamente condensadores Mundorf.

Todas estas características fazem das Contour 20 umas colunas muito refinadas e detalhadas, com um palco sonoro e reproduzação de graves enorme para o seu tamanho. São umas colunas puristas para audiófilos exigentes que tenham bons amplificadores. Este é o ‘catch’ – é preciso amplificá-las bem para usufruir daquilo que elas têm para dar. Na maior parte dos casos exige-se um amplificador mais caro do que elas próprias (PVP: 4500€). O GamuT Di150 puxa bem por elas! Por outro lado, se procura umas colunas até 10 000€, e já tem amplificador para elas, não deixe de experimentar as Contour 20 pois serão capazes de ombrear com colunas bem mais caras.

Special Forty

As Dynaudio Special Forty comemoram os 40 anos de atividade da Dynaudio criando colunas de edição limitada com alguns componentes também dedicados e provavelmente limitados a elas. A sua concepção é bastante detalhada numa secção dedicada no site da Dynaudio. Em resumo, o tweeter é exclusivo para a série Special forty, o woofer de 17cm é originado de tecnologia das gamas mais altas, o crossover de primeira ordem  – um clássico da Dynaudio. Estão disponíveis em apenas dois acabamentos: Red Birch High Gloss e Grey Birch High Gloss. Não tive a oportunidade de ver o acabamento em vermelho mas o cinzento brilhante é discutivelmente muito bonito!

As Special Forty, com um PVP de 3000€, seriam aparentemente demasiadamente próximas em valor das Contour 20 – o suficiente para concorrerem com elas. Na verdade tratam-se de dois produtos bem distintos. Exibem traços que evidenciam ser do mesmo fabricante mas com uma abordagem/objetivos diferentes. As Special Forty são muito menos exigentes na amplificação. São colunas todo o terreno, para tocar todos os estilos de música: do hip-hop e eletrónica até ao jazz e clássica, passando por death metal – no problem. São capazes de encher salas bem grandes para o seu tamanho, embora potenciem-se mais as suas qualidades em salas de 15-30m2, tal como a maior parte das colunas monitoras. Quem prefere ou precisa de mais músculo pode casá-las com um Simaudio Moon 250i ou um Naim XS2. Quem privilegia o refinamento pode optar por um Hegel H90 ou um Roksan K3 (nenhum destes amplificadores peca necessariamente no outro parametro mas digamos que se orienta mais num dos sentidos). Ou seja, a diferença de preço entre as Special Forty e as Contour 20 é na realidade enorme, dada a exigencia na amplificação que uma e outra necessita.

Neste video que publicámos no final de 2017 tentamos mostrar a incrível capacidade de precisão e dinamica das Special Forty, acolitadas pelo Moon 250i e ajudadas pelo REL S/3 (só a partir dos ~ 38Hz…). Fonte Bluesound Node 2 a tocar Wilkinson – Afterglow (Dyro Remix) a enviar sinal digital coaxial para o Esoteric K-07x.

Dynaudio Special Forty – Boas Festas 2017 from Vilasound on Vimeo.

 

As Special Forty, na minha opinião, estão entre os lançamentos mais interessantes no últimos tempos. São colunas capazes de agradar exigentes melómanos, DJs bass-heads, rockeiros (e outros). São relativamente fáceis de amplificar embora precisem de um amplificador com alguma força se forem colocadas em espaços demasiados grandes (sim, o Moon 250i ou o Naim XS2 têm imensa força – os watts são um fraco indicador). São colunas que nos pôem um sorriso na cara e nos relembram como ouvir música é suposto ser divertido e não uma análise clínica.

As Contour 20 são ferramentas para ouvir música corretamente, as Special Forty são um objeto de desejo. Esperemos que esta edição limitada não seja muito limitada.

 

Gustavo Rosa

Boas Festas 2017 – Férias 24Dez-3Jan

A VilaSound, Som & Imagem deseja a todos umas boas festas e um feliz ano novo. Aproveitamos para informar que estaremos encerrados nos dias 24 de Dezembro até ao dia 3 de Janeiro para descanso.

Para 2018 prometemos mais novidades, mais oferta, melhores condições para demonstração. Temos grandes planos e grande visão.

 

Para final de ano deixo aqui uma amostra de um dos produtos mais impressionantes de 2017: as Dynaudio Special Forty. A captação de audio foi feita com baixo ganho para evitar o cliping e aceitar o máximo de dinamica. Peguem nos melhores ausculadores que tiverem e carreguem no volume!

Dynaudio Special Forty – Boas Festas 2017 from Vilasound on Vimeo.

 

Equipamento:

Bluesound Node 2 a ler Tidal usando o DAC externo Metrum Amethyst e com amplificação Simaudio Moon 250i. Com uma ajudinha do REL S3 para tocar esta faixa de Wilkinson – Afterglow (Dyro Remix).

 

Novidade: NAD T758 V3

A NAD sempre teve amplificadores AV musculados, com potencia ‘real’ e não mascarada. Ao mesmo tempo, tendo como base uma filosofia audiófila e purista, os amplificadores para cinema mantêm o circuito de pré amplificação totalmente analógico e de boa qualidade. Isto permite usar amplificadores AV NAD como amplificadores stereo e até ouvir giradiscos com prazer.

Onde eles acertavam na amplificação falhavam nas funções. Com menus datados, sem sistema de calibração e no geral pobre em funções. Na maior parte das vezes, depois de comprarmos um receiver japones cheio de funções, acabamos por usar apenas a básica e verdadeira função de um receiver AV: amplificar e controlar o volume. Ainda assim, exige-se um mínimo.

A NAD finalmente respondeu às nossas preces e lançou o T758 V3 com Dirac live (um dos sistemas de calibração  mais avançados do mundo), Dolby Atmos e HDMI 4K e como um módulo BluOS incluído. Para quem não conhece, o BLuOS é um módulo de streaming que pertence à empresa irmã da NAD, a BlueSound, a referencia mundial em streaming audio em alta resolução. Fiel à sua filosofia desde o início, o T758 V3 conta ainda com o MDC (Modular Design Construction) que permite trocar as placas digitais e manter o receiver atualizado durante muitos anos.

 

Especificações:

Dolby Atmos e DTS HD Master Audio
Video 4K, 3 HDMI in / 1 HDMI out
BluOS
Pré in RCA 7.1 e Pré out RCA 7.1
Potencia em modo stereo: 2 x 100W (0.05% THD, 20-20kHz)
Potencia em modo surround: 7 x 60W (0.05% THD, 20-20kHz)
Peso: 15.4kg
PVP: 1299€